segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

"Diário de uma Belieber" - Cap. 34





Amy POV

Caminhava para a cozinha, quando papai me parou. Ele beijou minha testa e sorriu, abriu o jornal e sentou no sofá. Fiquei o olhando, eu queria perguntar sobre Justin e eu, então me aproximei e joguei-me ao seu lado.
-Está bem querida? – Ele deixou o jornal de lado.
- Tudo, eu acho. – Disse confusa. Ouvi a escada ranger e olhei para o lado.
- Bom dia! – Justin disse tímido. Logo Luc desceu a escada e puxou Justin para a cozinha.
- Quer falar sobre ele, não é mesmo? – Papai disse, olhei-o e assenti. – Tudo bem... Amy, eu ainda acho muito complicado. Com todas as notícias...
- Isso não é motivo, desculpa, ou qualquer coisa pai! – O interrompi. A campainha tocou.
- Depois falamos sobre isso. – Ele levantou e caminhou até a porta.
- Ainda vamos morar aqui? – Perguntei e ele me olhou. – Por favor, pai.
- Depois! – Ele abriu a porta e Fred entrou. – Olá Frederico.
- Sr. Shaw! – Fred sorriu.  – Justin ainda está aqui?    
- Por enquanto... – Papai me olhou e Fred também.
- Oi Amy. – Levantei e abracei Fred, puxei-o para a cozinha, sem dizer nada. – E aí fugitivo? – Ele cumprimentou Justin, sentei ao seu lado e beijei sua bochecha.
- Meu amor. – Ele segurou meu rosto e me deu um selinho, depois ficou me olhando. – Eu falei com Scooter, e tenho que voltar.
- Mas agora? – Olhei em seus olhos e Justin assentiu.
- Conversou com seu pai? – Ele perguntou.
- Ele disse “Depois falamos sobre isso”. – Imitei sua voz e fiz Justin rir.
- Justin, eu podemos conversar? – Fred perguntou, ele parecia tenso. Justin assentiu.
- Nós não podemos ouvir? – Perguntei, me referindo a Luc também. Fred corou. – É sobre a Maya?
- Sim! – Ele sentou em uma cadeira e colocou os braços em cima da mesa. – Nós nos encontramos ontem e quando eu ia beijá-la, ela se afastou... Mas ela aceitou me ver hoje, de novo... E Eu não sei o que fazer.
- Mas ela se afastou e fez o que depois? – Perguntei, curiosa.
- Ela sorriu tímida, mas nós continuamos conversando depois.
- Ela deve ter achado que você estava indo rápido demais... – Justin disse. – Agora, veja se ela dá sinais de que também quer e se sim, beije-a.
- Mas...
- Nós podíamos ir juntos. Um encontro duplo. – Sugeri, mas lembrei que Justin tem que voltar ao EUA. Ele me olhou e eu abaixei a cabeça. – Esquece.
- Ah Amy, nós nos veremos o mais cedo possível. – Ele levantou meu rosto e sorriu.

Justin POV

Estava arrumando minha mala quando vi o Sr. Shaw entrando no quarto do Luc. Ele sentou na cama e ficou me encarando, sem dizer nada.
-Obrigado por me deixar ficar aqui. – Disse para quebrar o silêncio.
- Amy fica feliz com sua presença, eu só quero que meus filhos sejam felizes. – Ele disse sério. – Ela me procurou para falar sobre esse namoro de vocês.
- Eu juro que as minhas intenções são as melhores possíveis. Eu realmente a amo. – Me adiantei.
- Mas tem todos os problemas com a mídia e com as pessoas de má lingua.
- Eu disse que a amo. Acho que isso é o mais importante. – Fixei meus olhos nos seus. – Eu não posso garantir que Amy não será assunto de revistas de fofoca, que não será conhecida pelas pessoas, que não terá “problemas” com a mídia. Mas acho que podemos passar por todas as “más linguas”, juntos. – Disse com sinceridade. – Eu sei que é complicado para o senhor, eu tenho certeza de que quando tiver uma filha eu farei de tudo para protegê-la, mas algumas coisas, nós não podemos mudar. E eu não irei forçar a mudar meus sentimentos se caso o Senhor não permita que Amy seja minha namorada.
- Como irão se encontrar se estarão, todos os dias, há um oceano de distância? – Ele permanecia sério e frio.
- Nós nos encontramos muitas vezes, mesmo com essa condição. Nós fugimos juntos!
- E eu ainda não esqueci isso... – Ele cruzou os braços.
- Eu sei que nos precipitamos, me desculpe. – Desviei o olhar.
- Eu não posso mais interferir nisso! – Ele soltou os braços. – Mas se magoar minha filha, eu acabo com você. – Um sorriso se formou em meu rosto, então abrecei Sr. Shaw por impulso. Ele me afastou alguns segundos depois.
- Eu prometo que serei o melhor genro de todo o mundo. – O sorriso estava estampado em meu rosto e não iria sair dali tão cedo.
- Sobre a distância... Nós voltaremos aos Estados Unidos. Eu recebi um proposta de trabalho muito boa... Em NY.
- OMG! SÉRIO? – Eu estava muito feliz, não podia conter isso.
- E, se quiser ficar mais alguns dias aqui...
- Eu preciso ir, tenho que voltar ao trabalho. – Disse. – Mas obrigada, sogro. – Eu precisva usar essa palavra.
- Me deixei que eu me arrependa. – Ele sorriu fraco.
- Pode deixar. – Pulei de alegria. – Posso contar para a Amy...
- Na verdade, eu queria pregar uma peça nela. – Ele sorriu e começou a me contar seu plano.
Continua...


Jeniffer Barbosa Ta, vou tentar!
Bianca Você que não sente a minha, nem fala comigo mais 

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"Diário de uma Belieber" - Cap. 33






Justin POV  

Fomos até a delegacia, prestar queixa e depois saimos todos do local. Joanne não largava Amy, nenhum segundo. Nós trocavamos olhares,de longe. Vi o Sr. Shaw se aproximar. Ele parou de frente para mim e olhou Amy. Ela arregalou os olhos. Sr. Shaw me olhou.
-Você pode ficar lá em casa, essa noite. – Ele disse sério.
- Eu não quero incomodar...
- Eu acho que Amy vai ficar feliz com isso. – Ele cruzou os braços. – MAS... É só por essa noite.
- Tudo bem. – Sorri. Ele se virou. Caminhei até Fred e nós ficamos observando o que acontecia. Amy entrou no carro do pai dele. Ele me olhou e apontou o carro que eu estava apoiado. Acho que ele estava perguntando se era meu. Assenti e entrei no carro. Fred decidiu ir comigo, por mais que seus pais não quisessem.
- E aí, você falou com Maya? – Perguntei. Fred sorriu ao ouvir o nome dela.
- Não, ainda não. Meus pais não saem de perto de mim.
- Conte a eles.
- Eu não sei se devo. – Fred pegou o celular. – Vou ver se podemos nos encontrar hoje. Ri e continuei dirigindo.
[...]
Sr. Shaw conduziu Frederico e eu para entrar na casa. Ele estava amigável comigo. Atravessei a porta e Amy levantou rapidamente. Ela veio até mim e me abraçou.
-Meu pai deixou você ficar aqui. Justin, tem nocão disso? – Seu sorriso era imenso. Assenti, sorrindo. Alihei seus fios de cabelo e coloquei atrás de sua orelha. Deslisei a mão até sua bochecha e acariciei-a. Amy me deu um selinho.
- Ficou maluco cara. – Luc disse bravo.
- Ah, qual é Luc. – Amy disse brava. Ele começou a rir.
- Vocês são malucos. – Ele deu tapinhas em minhas costas. Eu estava meio chocado ainda. Não acredito que o Sr. Shaw me permitiu dormir aqui.
- Vou levar Justn até seu quarto Luc. – Amy disse e ele assentiu. Ela segurou minha mão e me puxou. Olhei em volta e o pai dela, nos olhava.
- Amy... – Disse inseguro.
- Vem. – Ela sorriu e acenou para o pai. Caminhamos pelo corredor e ela me puxou para dentro de um quarto. Era azul e tinha vários posters de esporte. Amy sorriu. – Você vai ficar aqui. – Ela me abraçou.
- Você acha que seu pai vai nos aceitar, juntos? – Perguntei pensativo.
- Ele te deixou dormir aqui! – Felicidade transbordava de seus olhos.
- Mas ele deixou claro que é só hoje.
- Fica tranquilo, meu anjo. – Amy segurou meu rosto. – Ele vai perceber que estava errado. – Ela sorriu e me beijou.
[...]

Estava em uma das mesas do restaurante dos avós da Amy. Ela estava ajudando a atender os ultimos clientes. Eles logos deixaram o restaurante e ela fechou a porta. Amy me olhou e fez sinal para eu esperar. Só nós estavámos ali. Seus avós já haviam ido para casa. Fiquei olhando no relógio. Fazia muito tempo que Amy estava na cozinha. Levantei e caminhei para lá. Quando entrei, vi que ela preparava alguma coisa para comer. Ela picava os tomates. Aproximei-me sorrindo.
-O que está fazendo? – Perguntei. Amy sorriu e beijou minha bochecha.
- Pizza! – Ela deixou os tomates de lado e começou a mexer na farinha.
- Você sabe que horas são? – Perguntei, por curiosidade mesmo.
- Qual o problema? A noite é uma criança!
- Nem parece que teve um dia horrível. – Comentei baixo.
- O dia foi horrivel, mas quem imagina que a noite seria incrivel? – Ela parou tudo e virou-se para mim. Olhei em seus olhos. Eles se encheram de lágrimas. – Eu estou aqui com você... Meus pais sabem e não fizeram nada para impedir. Isso supera qualquer momento ruim. – Ela enxugou o rosto com a manga da blusa e voltou a mexer a massa. Peguei o resto dos ingredientes para ajudar. Amy é boa nisso. Ela começou a rechear a pizza. Não tinha um sabor definido, ela foi colocando qualquer coisa. – Que tal cogumelos Justin? – Ela me olhou rindo.
- Não obrigada. – Peguei a pizza e levei ao forno. Amy ficou me olhando, séria. Continuei parado ao lado do forno.
- Quem diria que um dia eu estaria assim... Tão perto de você. – Ela sorriu, pensando. Não disse nada. – Eu imagina isso, todos os dias, em minha mente. – Amy falava, mas sua mente estava longe, viajava. Ela finalmente me olhando, voltando a realidade. – Mas o que esta acontecendo é muito melhor que o que eu imaginava. – Ela foi se aproximando. Sorri. Amy parou de frente para mim. – Mas na minha imaginação você era um pouco maior, talvez mais fortinho... – Ela riu.
- Já pode parar com o bullying. – Disse sorrindo. Puxei-a pela cintura e a beijei. 
[...]
Comemos toda aquela pizza. Eu não conseguia nem me mexer de tão cheio. Amy me olhava rindo, mas era um esforço fazer isso de barriga cheia.
-Já posso casar? – Ela perguntou.
- Ah não sei. Acho que precisa aprender mais. – Brinquei. Amy me mostrou a lingua. Ficamos nos olhando. É bom ficar olhando aqueles olhos claros. Eles me fazem um bem enorme. – Só pode se for comigo. – Disse, de repente.
- O que? – Amy franziu a testa. Ri, com meus pensamentos, mas uma insegurança me consumia por dentro.
- Às vezes fico pensando se um dia irei saber que você se casou com alguém, que não seja eu. E sabe... Dói. – Olhei-a. – Eu sei que somos jovens, nós já tivemos outros namoros, já nos imaginamos casando com outras pessoas, você quase casou com Fred... Mas sei lá. – Desviei o olhar. Um silencio dominou ali.
- De todas às vezes que imaginei, a melhor foi quando você estava me esperando no altar. – Ela disse, quebrando o clima tenso. Olhei-a e foi impossivel não sorrir com seu sorriso. Levantei da cadeira, imediatamente, e beijei Amy.
CONTINUA...

Ah, me desculpem a demora, essa semana foi corrida, sabem como é volta às aulas né? enfim, me desculpem.

Marcella Meneses e a fatinha dando em cima dele -pra variar-, já ta irritando. Vish ainda vai dar muita história, é como se tivesse começado uma outra malhação com a saída do dinho! :/
Shelda Camila ♕ Sarah Gilbert Anônimo perfeito nada, mas fico muito feliz que estejam gostando :))))))

Selinho da Larissa.M <33 Muito obrigada anjo!

 

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"Diário de uma Belieber" - Cap. 32




Amy POV

Justin carregava nossas mochilas. Nós caminhavamos no meio daquelas arvores, para chegar à estrada. Meu pé doia, mas eu conseguia andar, devagar. Justin me olhava o tempo todo. Ele quis me levar no colo, mas não sou uma pena e nós vamos andar muito até achar outro lugar para ficar. Passavámos na frente do hotel que haviamos passado a noite. Justin parou. O olhei.
-O carro! – Ele correu até a garagem. Fui caminhando.
- O carro é seu senhor? – Um garoto, devia ter a minha idade, perguntou.
- Sim. Na verdade eu aluguei. – Justin disse sorrindo.
- Seus pais estão loucos procurando vocês! – Ele olhou para os lados e nos mostrou a chave do carro. – O garoto que foi embora com eles me pediu para devolver a chave.
- Obrigado. – Justin pegou-a. Ele abriu o carro, mas voltou a olhar o menino. – Você não vai contar que nos viu?
- Vi quem? Eu não vi ninguém. – Ele brincou. Justin sorriu e estendeu a mão para ele. Fui entrando no carro, sem dizer nada. Eu precisava descansar.
- Agora tudo fica mais fácil meu amor. – Justin entrou no carro e me olhou feliz. Sorri fraco e virei o rosto. Agora meu pé doia demais. Estava insuportavel, mas eu precisava continuar fingindo. Justin vai querer me levar para casa se eu disser. Soltei um suspirou e uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Fechei os olhos e encostei a cabeça no banco. Justin parou em um posto para abastecer. Fiquei olhando pela janela. Justin voltou para o carro e deu partida. – Amy... – Olhei-o. – Está tudo bem? Você não falou nada desde que saimos do lago...
- Eu estou bem. – Engoli o choro. Voltei a olhar a janela.
[...]
Justin estacionou em um hotel. Não sei onde estamos, mas é longe. Longe de qualquer pessoa que queira nos separar. Descemos do carro com as mochilas. Justin segurou minha mão e sorriu. Seu sorriso é tão lindo. Sorri de volta e nós entramos no hotel. Justin pediu um quarto. A mulher da recepção ficou o olhando. Talvez o boné e o óculos não funcionem mais como um disfarce. Entramos no elevador. Justin me abraçou e olhou em meus olhos. Parecia que ele tentava conseguir alguma resposta.
-Você quer voltar para casa? – Ele perguntou.
- Não! Eu quero ficar aqui. Com você. – Segurei seu rosto. – Não irei desistir de te amar. – Justin ia falar alguma coisa, mas a porta do elevador abriu. Um casal e uma senhora entraram no elevador.
- Andar errado. – A mulher comentou. Nós sorrimos para ela.
- Vocês são casados? – A senhora perguntou.
- Não. – Falei sorrindo.
- Ainda não. – Justin corrigiu.
- Awn, vocês são lindos. Nós vimos como se olhavam antes de entrarmos. Afinal, desculpe se atrapalhamos. – Ela colocou a mão em meu ombro.
- Imagina. – Respondi simpática.
- Estão passeando?
- Não. – Justin a olhou e se aproximou. – Estamos fugindo. – Ele sussurrou.
- Sério? Por quê? – Ela arregalou os olhos.
- Por não nos aceitam juntos.
- São uns tolos! – Ela disse rapidamente. – São tão jovens e só querem viver o amor.
- É exatamente isso. – Justin segurou as mãos da senhora.
- Faça-a muito feliz. Seja sempre um cavalheiro. E o amor de vocês durará para sempre. – Ela disse ao Justin. Ele me olhou.
- Eu sempre a amarei. – Ele sorria. A porta do elevador abriu novamente. Todos nós saímos.
- Até mais queridos. – A senhora acenou. Justin segurou minha mão e nós fomos até o quarto. Encarei a cama e joguei-me. Ah, preciso esticar as pernas e esperar a dor passar. Justin deitou ao meu lado.
- Está bem?
- Sim. Só um pouco cansada. – Olhei-o. Justin estava desconfiado. Eu não quero que ele se preocupe.
- Mas e o pé? – Ele olhava em meus olhos.
- Vai melhorar.
- Amy, por favor, me diz o que está escondendo. – Ele sentou e me encarou.
- Não estou escondendo nada meu amor. – Sentei, com cuidado. Segurava para não gritar de dor. Não é possivel que um tombinho daquele tenha machucado tanto meu pé. Se só torceu, não era pra doer tanto. Meus olhos se encheram de lágrimas.
- Amy. – Justin segurou meu rosto. – Por favor.
- É meu pé Justin! Ele dói demais, e agora meu corpo todo dói. E minha cabeça, parece que vai explodir. – Fechei os olhos e as lágrimas cairam.
- Vamos para o hospital. – Ele levantou. Agora eu não poderia dizer não.
[...]
-Não devia ter pago o hotel. Não ficamos nem cinco minutos. – Comentei. Justin me olhou e assentiu. Ele estava bravo comigo. Abaixei a cabeça. Nós estavámos na sala de espera, esperando a resposta do médico. Eles haviam enrolado um pano em meu pé. – Me desculpe. – Sussurrou. – Desculpa ta legal? Desculpa se eu quis te deixar despreocupado.
- Eu quero me preocupar Amy. Eu quero saber como se sente, eu preciso saber. – Ele disse com a voz alterada.
- Mas eu não tenho que te dizer tudo.
- Se você confiasse em mim, você diria até o que escreve em seus diários. – Ele estava muito nervoso.
- Não! São coisas minhas, é a minha vida. – respondi no mesmo tom.
- E eu pensei que estivesse na sua vida. Que fizesse parte disso. – Ele me olhou decepcionado.
- Você está. Mas eu não vou fazer de você meu diário ambulante só porque namoramos.
- Eu só estava me importando, eu realmente me importo. Se isso te incomoda, então... – Ele parou de falar.
- Então o que? Continua. – O desafiei.
- Não deviamos estar aqui, fugindo para viver algo que sentimos. – Ele continuou.
- Não deviamos? – Perguntei segurando o choro. Justin abaixou a cabeça. Deixei-o. O médico apareceu e me entregou os exames. Engessaram meu pé. Eles tinham muletas à venda, mas eu não tinha dinheiro. Não iria pedir ao Justin. Fiquei pensando no que fazer.
- Seu namorado comprou para você. – O enfermeiro me entregou. Fiquei o encarando. Peguei as muletas e sai dali. Passei por Justin. Passei direto.
- Amy. – Ele me chamou. Entrei no elevador. – O que foi?
- Eu vou pagar isso depois. – Respondi sem olhá-lo.
- Não vai olhar para mim? – Ele sussurrou. Esperei a porta do elevador abrir e sai. Continuei andando. Tentei encontrar algum taxi. – Amy, por favor. – Fui caminhando. Atravessei a rua e um carro parou na minha frente. A porta do carona abriu e eu vi uma arma apontada para mim. Arregalei os olhos. O homem disse alguma coisa em italiano, eu não entendi. 
- AMY! – Justin gritou do outro lado da rua. Ele não devia estar vendo a arma. Meus olhos se encheram de lágrimas. Olhei Justin. Por que não olhei para ele? Por que não fiquei do lado dele? Nós podiamos conversar e resolver o desentendimento. Burra. O cara gritou e apontou o banco. Olhei Justin, de novo. Ele estava com ódio nos olhos. Me ajude, pensei. E eu realmente queria que ele pudesse ouvir meus pensamentos. Entrei no carro e desabei em lágrimas. Não olhei para o homem, aquela arma estava me asustando. Ele começou a sussurrar em meu ouvido. Eu estava tremendo.
- Eu não falo italiano. – Disse com medo. Ele se afastou e ficou me olhando.
- Então é inglesa? – É, eu devia desconfiar que ele me entendeu. – ME RESPONDE.
- Americana. – Respondi. Olhei para o lado. Mas não era o homem que eu queria ver. Vi Justin atravessando a rua. Ele abriu a porta do carro. E o bandido se assustou.
- VAI FUGIR COM UM ESTRANHO? – Justin gritou, nervoso. Ele viu a arma e foi se afastando. O cara desceu do carro e apontou a arma para ele.
- NÃO. – Gritei. Ouvi o barulho do tiro e vi Justin caído no chão. Tentei sair do carro, mas quando dei por mim, ele estava em movimento. Fugindo dali. – Por favor, me deixe ir. – Disse entre soluços. Ele matou o Justin.
- Cala a boa. – Ele estava nervoso, suas mãos tremiam.
[...]
Fui jogada em um colchão. Era um quarto, estava quase vazio. O homem me amarrou e me empurrou. Tentava parar de chorar, mas não conseguia. Procurei minhas amuletas, e as vi jogadas no canto do quarto.
-Você vai ficar quietinha ai. – Ele disse e depois me trancou ali. Fiquei parada, chorando. Ele atirou no Justin. E tudo porque fui uma idiota. Tudo bem que o que ele disse me magoou, mas não precisava daquele cena toda que fiz.

Justin POV

O tiro passou raspando em meu braço esquerdo. Mas eu me joguei no chão para ele não atirar de novo. Não pude fazer nada além de vê-lo levar minha vida. Minha Amy. Levantei quando vi que eles estavam longe, mas já era tarde. E eu estava no centro de uma roda de pessoas. Elas me perguntavam coisas em italiano. Vi uma garota, ela me olhava confusa. Quando levantei a manga da blusa, ela arregalou os olhos. Minha tatuagem. Caminhei até ela e a tirei daquela roda.
-Você fala inglês? – Peguntei e ela assentiu, ainda em choque. – Pode dizer que eu estou bem e que você vai me ajudar? – Ela assentiu de novo e fez o que eu pedi. Comecei a caminhar e a garota me acompanhou. Parei quando estávamos longe daquela multidão.
- Qual o seu nome? – Perguntei.
- Anabele. – Sorri fraco. – J-J-Justin seu braço ta sangrando.
- Mas a bala só raspou. Eu tenho algo mais sério para me preocupar agora. Você deve ter visto alguma coisa sobre a Amelia Shaw.
- Sim. Vocês estão...
- Sim, mas não é que eu queira esconder das pessoas. Mas sim do pai dela. – Disse. – O cara que atirou em mim, ele a levou naquele carro. Eu... – Uma lágrima caiu em meu rosto. Virei de costas e cobri o rosto com as mãos. Senti a mão da garota em meu ombro.
- Vamos achá-la. – Ela disse gentil. Olhei-a. – Meu pai é delegado. E eu desconfio quem era o cara no carro.
- Sério? – Ela assentiu e eu a abracei.
- Vamos falar com o meu pai. – Ela me puxou.
[...]
Estava na delegacia. Anabele estava conversando com o pai dela. Eles me fizeram ligar para os pais da Amy. Fiquei encarando a entrada. Eu sentia um vazio em meu peito. Era como se eu tivesse perdido alguém. E se perdi?
-SEU DESGRAÇADO! – Sr. Shaw entrou na delegacia, gritando. Levantei e vi Joanne em prantos. Ele ia me atacar, mas três policiais o seguraram. – ESSE DESGRAÇADO SEQUESTROU MINHA FILHA. – Ele gritou. Fiquei ouvindo, calado. Vi Fred entrar com seus pais, logo em seguida. Ele me olhou triste.
- É sangue em sua camisa? – Joanne perguntou.
- Sim. O homem estava armado... – Abaixei a cabeça. Sr. Shaw começou a gritar coisas em italiano.
- Justin. – Anabele parou em minha frente. – Você pode vir comigo? – Ele olhava os pais da Amy, confusa. – Vocês podem me acompanhar também?
[...]
Sr. Shaw ficava gritando na sala do delegado. Eles decidiram ir até o endereço que Anabele desconfiava. Fomos apenas eu e o Sr. Shaw. Ele protestou, mas eu não ficaria ali, de jeito nenhum.
Chegamos na casa. Ela era de cimento, sem tinta nenhuma para cobrir. As janelas estavam caindo, a porta estava perfurada.
-Vocês ficam aqui. – O delegado me parou, quando eu caminhava até a porta. Olhei o Sr. Shaw, que me fuzilava com os olhos. Eles esperou os policiais se afastarem e me ameaçou. Ele segurou a gola da minha blusa.
- Se acontecer alguma coisa com a minha filha, eu te mato! – Ele me empurrou e saiu andando até um policial que estava vigiando a viatura. O delegado já havia tocado a campainha várias vezes. Ele olhou os policiais e assentiu. Eles ficaram em silencio e posicionaram as armas. Ouvi um grito. Um grito de socorro. Segui o som. O delegado me encarou. Encostei a cabeça na janela.
- SOCORRO – Era ela. Meu coração disparou.
- CALA A BOCA. – Alguém gritou com ela. Afastei-me. Caminhei até o delegado.
- Amy está aqui! É a voz dela! – Disse desesperado. – Mas tem alguém a ameaçando.
- Vamos. – O delegado disse e eles arrombaram a porta.
Foi tudo muito rápido. Eles gritavam. Sr. Shaw estava desesperado, assim como eu. Ouvi a voz da Amy. Atravessei aquela porta e corri, sem rumo. Só queria encontrar minha princesa. Vi um policial ajudando Amy a andar. Abracei-a.
-Meu amor. – Segurei seu rosto. Amy chorava. – Me desculpe. Me desculpe por dizer aquilo, por ter te deixado ir. Me desculpe.
- Ele atirou em você. – Ela me analisou.
- Não acertou. – Disse quando ela encontrou o sangue em minha roupa.
- O que ele fez com você? – Perguntei olhando em seus olhos, assustados.
- FILHA – Sr. Shaw a abraçou. Nós fomos saindo da casa, como o policial ordenou. Deixei Amy ficar com o pai dela. Mas eu não tirei os olhos dela. Uma culpa me consumia. O delegado foi falar com o pai da Amy e ela veio até mim.
- Meu anjo. – Abri os braços e ela me abraçou.
- Me desculpe por ter ficado brava. – Ela olhou em meus olhos. Roubei um beijo dela.
- Não fique longe de mim. Nunca, por favor. – Acariciava seu rosto. Olhei em volta e o pai dela, nos encarava. Amy se fastou um pouco. Nos olhamos e sorrimos um para o outro.  
CONTINUA...

Marcella Meneses Essa é uma das poucas edições, atuais, de malhação que presta! Verdade! e fica mais emocionate a cada capitulo né haha


Selinho *-* Obrigada Livian Belieber

http://i1281.photobucket.com/albums/a509/JustinDevonnico/SELINHO_zps3c1a7575.jpg 

1 Qual é a sua parte preferida do corpo do Justin?
Vish, dificil escolher. Mas eu acho que os olhos, os olhos dele me encantam *-*2 É Belieber à quanto tempo?
desde 2009
 
@GiveMeYourLove Obrigada! HEY MENINAS, Leaim essa ib >>> http://princessofbiebs.blogspot.com.br/

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