terça-feira, 22 de janeiro de 2013

"Diário de uma Belieber" - Cap. 30





Três meses depois...

Amy POV

Minhas mãos tremiam e suavam frio. Meu corpo estava pesado, minha cabeça estava quase explodindo. Eu olhava fixamente para os olhos do Frederico. Ele parecia mais nervoso que eu. Nossas mãos estavam juntas e nós só ouviamos a voz do Padre. Ninguém mais falava. Esperavámos o momento certo para escapar de tudo isso. Medo. Medo define o que estou sentindo. Nós deixamos nossos pais acreditarem que nos gostamos e agora vamos virar o jogo. Fred mexeu os lábios, mas eu não entendi. E se ele desistir de fugir? E se ele ficar paralisado quando for para nós corrermos? Meu estomago estava revirando. Eu já não entendia mais nada que o Padre falava.
-Amy? – Fred disse. Olhei-o confusa.
- Você aceita? – O Padre perguntou. Ele já devia ter perguntado uma vez, mas não ouvi. Olhei Fred. Ele balançou a cabeça, discretamente. É a hora. Meu coração saltava em meu peito. Eu não sabia se conseguiria sair do lugar. Olhei as pessoas naquele igreja.
- Não. – Disse e foi o suficiente para todos começarem a falar, e expressar indignação em seus rostos. Fred apertou minha mão. Segurei meu vestido. Respirei fundo e senti meu corpo ser puxado. Frederico corria e eu o acompanhava. Ninguém nos parou. Eu acho que ninguém estava entendendo. Não haviam raciocinado esse último minuto, ainda. Nós só corremos. Corremos como era o plano. Como haviamos planejado há dias. Senti meu salto quebrar e meu pé torceu. Cai no chão. Fred me pegou no colo e continuou correndo até o carro. Correndo até Justin. O que me conforta é que ele está me esperando, e que ele está nesse plano. Fred me colocou no banco de trás do carro e saltou para frente. Estava tudo acontecendo muito rápido. Não dava tempo de sentir dor.
- Eu te vi caindo... – Justin estava preocupado.
- CORRE CARA! – Frederico gritou desesperado. Olhei pela janela. Vi meu pai apontando o carro. Ele estava furioso. Justin acelerou. Iamos nos afastando e eu tentava ficar mais calma. Meu pé começou a latejar. Doía muito. Deitei no banco e fechei os olhos. Tentei não demonstrar o que estava sentindo, não queria que tudo desse errado por minha culpa. Fechei os olhos e senti lágrimas escorrerem pelo meu rosto. – Amy, você esta bem? – Fred perguntou me olhando. Olhei pela janela e notei que estávamos em uma estrada, longe da cidade.
- Meu pé está doendo, mas vou ficar bem. – Disse, mas era visível minha dor. Enxuguei meu rosto. Justin virou o carro e estacionou. Onde estamos? Eu só via árvores. Justin desceu do carro e entrou atrás.
- Deixe eu ver. – Ele pegou meu pé. Rangi os dentes para não gritar. – A gente tem que ir pro hospital. – Justin segurou minha mão.
- Não. Nós não podemos voltar!
- Seu pé esta inchado Amy. – Fred disse.
- Eu aguento! Nós não vamos voltar! – Me mantive firme. Eu queria desabar em lágrimas.
- Meu amor, isso pode ficar pior. – Justin tentava me convencer.
- NÃO VAMOS VOLTAR. – Gritei. – Me desculpem. – Enxuguei as lágrimas. – Não podemos voltar. Volte a dirigir Justin!
- Faltam três horas para chegar.
- Eu aguento. – Repeti. Sentei direito no banco. Justin se aproximou e me beijou.
- Está linda de noiva. – Ele sussurrou antes de voltar para frente.
[...]
Senti meu corpo leve, estavam me carregando. Abri os olhos e Justin sorriu para mim. Ele estava subindo uma escada.
-A mulher da recepção ficou confusa. Eu estou de terno, Amy de vestido de noiva e não sou eu que estou a levando. – Frederico ria.
- Ela tentou ver meu rosto e eu ficava me escondendo atrás do vestido. – Justin também ria. Sorri. Como os dois são bobos.
- Você pegou dois quartos? – Justin perguntou.
- Não... Pedi um com três camas... É mais fácil... Ou vocês querem ficar à sós? – Fred fazia pausas enquanto falava.
- Não. Está ótimo. – Eu disse. Justin me olhou e fez bico.
- Ainda dói?
- Aqui tem hospital? Vocês pergutaram na recepção? – Fiz outra pergunta.
- Perguntou Frederico? – Justin o olhou.
- Nossa, quanta pressão. – Ele abriu a porta do quarto. Nós entramos. Justin me colocou em uma cama. Ele tirou a comoda do meio e empurrou sua cama para perto da minha.
- Vamos para o hospital? – Fred perguntou.
- Vamos. – Justin me olhou.
- Amanhã! Amanhã nós vamos. – Disse sorrindo. – Só preciso dormir. – Peguei uma troca de roupa em minha mochila. Não havia visto Fred com elas. Levantei e logo Justin estava do meu lado, como apoio. – Obrigada. - Ele me levou até o banheiro.
- Consegue sozinha agora?
- Não, acho melhor tomar banho comigo. – Disse brincando. Justin ficou me olhando, sério. – É brincadeira bobão. – Beijei sua bochecha e fechei a porta.

Justin POV
Deitei-me na cama e Amy virou-se para o meu lado. Ela sorriu. Aproximei-me mais e abracei-a. Amy estava cansada. Seus olhos não aguentavam mais ficar abertos.
-Boa noite meu anjo. – Beijei sua testa.
- Canta para mim? – Ela abriu os olhos. Comecei a sussurrar one less lonely girl. Parei e Amy se aconchegou em meus braços. – Obigada. Obrigada por estar aqui. Por corresponder os meus sentimentos. – Ela estava de olhos fechados. Eu afagava seu cabelo.
- Você desistiu de um casamento, por mim. Muito obrigado princesa. – Amy me olhou. Ficamos nos olhando.
- Eu desistiria de muita coisa por você. – Ela sorriu e aproximou nossos rostos.
- Eu te amo. – Selei nossos lábios e a beijei, calmo. Amy sorriu e fechou os olhos de novo. Fiquei a olhando por um longo tempo. Só quero aproveitar esse momento, quero viver cada segundo ao seu lado. E se seus pais nos separarem, quero lembrar de tudo e apenas sorrir. Porque esses momentos só mostram o que sinto. E o que sinto é amor. Amor pela Amy.
Continua...



Marcella Meneses Ah peeta *-* e eu sou casada com o hutcherson since always! E com o alexander também haha O josh é lindo de qualquer jeito, em qualquer papel... mas eu to louca pra ver ele como peeta agora em catching fire, porque o peeta consegue ser mais fofo ainda nesse livro. Eu li só dois, porque eu tenho preguiça de ler - um dia isso vai mudar :p -, mas um dia eu termino mockingjay, um dia eu vou! haha

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domingo, 20 de janeiro de 2013

"Diário de uma Belieber" - Cap. 29





Justin POV

O “princepisinho” me contou que foi ele que beijou Amy. Ele até me pediu desculpas por isso. Eu queria ter acreditado quando Amy me disse, mas a foto era clara, eu realmente pensei que ela não me amasse mais. O garoto também começou a falar sobre um plano deles, sobre casamento. Fiquei muito confuso.
-Ele não sabe. – Amy interrompeu o garoto. Ficamos em silencio por um tempo. – Nossos pais arranjaram um casamento para Frederico e eu. Eles já tem tudo em mente, já estão marcando a data.
- O que? – Ri como se fosse uma piada. Amy e Frederico ficaram sérios. – Não é brincadeira?
- Justin isso é uma tradição em nossas famílias. E eles resolveram continuar a tradição comigo e Amelia. – Ele disse.
- Eu tentei te falar, mas você estava me irritando com todas aquelas dúvidas. Você não quis acreditar em mim – Ela estava chateada comigo. Aproximei minha cadeira da dela e levantei seu queixo.
- Me desculpe. – Sussurrei. – Sou um idiota.
- Um mega idiota. – Ela disse e sorriu fraco. – Fiquei com medo de ter sido a ultima vez que falaria comigo. Eu só pensava que não queria te perder. – Amy acariciava meu rosto.
- Eu também pensei. Eu percebi que nada é suficiente para me fazer deixar de te amar. – Olhei em seus olhos. Selei nossos lábios e a beijei. Frederico pigarreou, nos fazendo partir o beijo. Amy ficou vermelha. Segurei sua mão e olhei para o garoto.
- Nosso pais devem vir nos espiar em menos de um minuto. – Ele disse tranquilo. Amy levantou-se imediatamente e puxou o “futuro marido”. Ela parou e me olhou.
- Me encontre na casa da Julieta, às dez horas! – Ela disse como uma ordem. Assenti. Amy me mandou um beijo no ar e voltou para dentro do restaurante. Coloquei o capuz e  sai do restaurante. Antes olhei para Amy e recebi um sorriso.
[...]
Sai do hotel e fui caminhando até a casa da Julieta. Havia muitos casais por ali. Talvez também estejam vivendo um amor proíbido, como Julieta e Romeu, como Eu e Amy. Fique encarando o relógio até dar dez horas. O céu estava totalmente escuro, mas uma lua brilhava timidamente atrás de uma nuvem. Os casais que estavam ali, saiam do cinema, no final da rua. Talvez haja superstições sobre esse local. Levantei a cabeça e notei olhares sobre mim. Não acho que tenham percebido minha identidade, mas me olhavam. Abaixei a cabeça de novo e fiquei fitando o chão. O tempo passava e Amy não chegava. O pai dela pode ter descoberto tudo então a trancou em casa. Ou talvez ela não tenha dado uma boa desculpa para sair tão tarde.
-HEY! – Amy chegou gritando. Ela me abraçou. Um sorriso se formou em meu rosto.
- Pensei que não viria. – Disse quando nos afastamos.
- Queria te deixar esperando, só pra valorizar sabe – Ela piscou e começou a rir.
- Boba. – Amy parou de rir e ficou me olhando. – Como conseguiu sair de casa?
- Estou passeando com Frederico. – Ela disse sorrindo.
- Ah sim. – Segurei seu rosto e lhe roubei um selinho. – Onde ele está? – Perguntei procurando. Amy virou-se e apontou. Ele estava rodeado de garotas. – Principes fazem sucesso com as garotas.
- Prefiro um certo cantar de calças caídas. – Ela sorria. Puxei-a e nossos corpos ficaram colados. Aproximei meus lábios dos seus. – É o meu principe. – Fique olhando os olhos dela por alguns segundos.
- Casa comigo?
- Caso. Hoje mesmo se for possível. – Amy acariciava minhas bochechas. Colei nossas testas. Era como se estivessemos sozinhos ali. Eu sentia sua respiração. Nossos corações batiam em sincronia.
- Você me deixa sem palavras. – Deviei o olhar. Senti minhas bochechas corarem.
- Bobinho. – Amy segurou meu rosto e me fez olhá-la. – Senti sua falta.
- Eu estava com abstinência de você. – Amy riu. Selei nossos lábios e a beijei de surpresa. – Senti falta do seu cheiro, da sua pele, dos seus olhos, do seu abraço, do seu beijo. Não posso mais viver longe de você Amy. – Sussurrei.
- Olá. – alguém disse atrás da Amy. A olhamos. A garota sorria. UOU ela é gata. – Eu não queria atrapalhar, mas eu o vi de longe e como fã, eu o reconheceria em qualquer lugar... – Sorri para a garota. – Eu só queria uma foto, um autográfo, sei lá. Talvez um abraço. – Ela parecia nervosa. Suas mãos tremiam. Abri os braços, meio sem jeito e ela me abraçou.
- OMG, isso está mesmo acontecendo? – A garota disse entre as lágrimas.
- Oh, não chore. – enxuguei seu rosto e a abracei de lado. Olhei Amy. Eu não sabia o que fazer.
- Você quer que eu tire a foto? – Amy peguntou apontando o celular da garota. Ela assentiu.
- Qual o seu nome princesa? – Perguntei.
- Maya. – Ela sorriu. Posamos para a foto. Amy lhe devolveu o celular. – Obrigada Justin. Muito obrigada.
- Obrigado você, minha belieber. – Beijei sua testa.
- OMG! – Parecia que ela ia ter um ataque do coração, ou algo assim. Segurei sua mão e a beijei. Eu amo conhecer minhas fãs. É uma sensação boa.
- Mora aqui? – Amy perguntou.
- Sim. Eu moro na rua de trás.
- E esta com um namorado, ou algum gatinho por aqui? – Amy perguntou rindo.
- Na verdade não. – Maya disse rindo. – Eu estava indo para casa... Vocês... – Ela estava insegura para continuar.
- Sim! Mas ninguém pode saber que nos viu aqui, por favor. – Amy quase implorou.
- Tudo bem. Quem são vocês? – Maya brincou. Rimos.
- Justin, vamos levá-la até a casa dela. – Amy nos puxou. Nos afastamos da multidão. Amy olhou em volta, procurando alguém. Ela parou ao ver Frederico quase beijando uma garota.
- Não. Ele não pode beijar aquela garota. – Amy correu até os dois. Comecei a rir. Eu tenho certeza do que ela quer fazer. Ela voltou puxando Fred. Eles discutiam. Ele ficou mudo ao ver Maya.
- O-oi. – Ele disse gaguejando.
- Vamos levar Maya até a casa dela e depois voltamos, porque nossos pais vão ficar loucos. – Amy disse com um sorriso de orgulho de si mesma.
- Só você Amy. – Disse a puxando para irmos na frente.
- Sou demais. – Ela se gabou e beijou minha bochecha. Fomos conversando até Maya apontar sua casa. Paramos em frente a ela.
- Obrigada. Esses minutos com vocês foram os melhores de toda minha vida.
- Mas Fred pode fazer outros minutos serem melhores. – Amy comentou. Comecei a rir. Os dois coraram. – Maya, quando o Justin vier fazer shows aqui, eu o obrigo a te dar ingressos ok?
- Farei de livre e espontanea vontadade. – Mortei a lingua para ela. Amy sorriu e me deu um selinho.
- Awn, vocês são tão fofos. E as revistas estão dizendo tantas coisas sobre vocês.
- Ah, sobre a foto que Fred está me beijando, foi só uma coisa sem importancia. Não se preocupe, se você quiser ele é todo seu.
- Já deu Amelia. – Frederico disse bravo.
- Está falando demais Amy. Vamos esperar para lá, enquanto eles trocam o telefone. – Segurei a mão dela. – Até mais Maya. – Beijei sua bochecha e caminhei com a Amy para o fim da rua. – Por que fez isso?
- Eles são bonitinhos, combinam.
- Ela é muito gata. – Comentei.
- Isso porque você não viu Fred sem camisa. – Fiquei a olhando. – Eu não o vi sem camisa, bobão. – Amy começou a rir. -Precisava ver sua cara.
- Nossa, como é engraçada Amy.
- Eu sei. – Ela disse ironica. Sorri e a beijei.
- Quando disse sobre casamento... – Lembrei e fiquei a olhando por algum tempo. – Eu estava falando sério.
- E eu aceitei. Com seriedade. – Ela disse. – Então estamos noivos.
- Eu acho que sim. – Eu tentava ficar sério, mas não conseguia não rir.
- OMG. Estou noiva do Justin Bieber. – Amy brincou.
- Haha. Eu te amo palhacinha. – Tirei a mecha de cabelo dos seus olhos.
- Te amo calça caída. – Ela me beijou.
Continua...

Esses comentários de vocês me deixaram tão feliz :))))))))))))))
  
Bianca Ah, mas quem é vivo sempre aparece né? haha hey chatinha <3
Marcella Meneses nossa mas se arranjassem um casamento pra mim com o peeta/josh eu casava no mesmo instante.  


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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

"Diário de uma Belieber" - Cap. 28





Duas semanas depois...

Justin POV

“Parece que a princesa tem outro pretendente e ele não é Justin Bieber”. Li isso em um site. Tinha uma foto da Amy beijando um cara, todo arrumado, parecia um político. Havia uma foto deles de mãos dadas também. Por isso ela não me atende? Conheceu outro homem.
Liguei para o novo celular dela. Tocou várias vezes e ela não atendeu. Senti uma raiva me consumir. Há uma semana ela estava planejando se casar comigo. Nós ficamos horas no telefone e Amy me contou, com cada detalhe, como ela queria nosso casamento.
 
Amy POV

Fred me beijou. Nós estavamos bem próximos, ele tem sido encantador comigo, mas não era para ele me beijar. Não era para isso acontecer. Voltei para casa com milhões de pensamentos na cabeça. Havia centenas de ligações em meu celular, 90% era do Justin. Tinha uma mensagem da Jessie. “Quem é o principe?”, principe? O que? Luc entrou no meu quarto, sem bater.
-Está com o engomadinho?
- Do que está falando? – Franzi a testa. Luc me entregou o celular. “Parece que a princesa tem outro pretendente e ele não é Justin Bieber”, era a noticia principal no site de fofoca. Tinha uma foto do Fred me beijando. Droga.
- Amy, e o Bieber?
- Ele que me beijou. Eu não sei o que aconteceu. Eu não sei.- Minha cabeça estava explodindo.
- Filha. – Papai entrou no quarto.
- Olha o que o seu queridinho fez. – Entreguei-lhe o celular.
- Isso é ótimo para vocês.
- ÓTIMO? Então se eu sou o assunto do momento porque apareci com o Justin é a pior coisa do mundo, é desonra a familia. Agora se é com o Principesinho, é “ótimo”?
- Sim, porque vocês vão se casar. – Ele disse sorrindo.
- Vamos o que? – Arregalei os olhos.
- É tradição na nossa família. O casamento ser arranjado pelos pais. E vocês se deram muito bem. Além disso, nossas famílias são amigas.
- NÃO VOU ME CASAR COM ELE! – Gritei ainda tentando digerir as palavras dele.
- Pai, isso já passou dos limites. – Luc disse irritado.
- Não vamos acabar com a tradição da família por uma rebeldia de adolescente – Ele saiu do quarto, batendo a porta. Abracei Luc, com toda minha força. Meu celular começou a tocar. Peguei-o rapidamente.
“Justin?”
“É o Alfredo.” – Ele parecia decepcionado.
“Fredo, eu preciso falar com o Justin. Por favor.”
“Ele esta nervoso, é melhor esperar a poeira abaixar”
“Não. Eu preciso falar com ele agora, por favor.” – Alfredo falou com alguém.
“Eu só quero que me diga: por que Amy?”
“Meu amor, acredite em mim. Foi ele que me beijou. Foi ele. Eu juro”
“Ah, ele segurou sua mão a força. Te amarrou para poder te beijar?”
“Não. Justin, não é bem assim...”
“Eu devia ter ouvido o seu pai.”
 “JUSTIN DREW BIEBER CALE A BOCA E ME OUÇA.” – Gritei nervosa. – “Eu não o beijei. Eu não gosto de mais ninguém. Só gosto de você. Só de você. ”
“Será Amy?”
“Quer saber Bieber? Vá pro inferno.” – Joguei o celular contra a parede. Por que ele está duvidando de mim? Por que ele não me apoia ao invés de ficar desconfiando de tudo. Caminhei até o celular, ainda intacto. Sentindo culpa por jogá-lo na parede.
-Ele não acredita em mim. – Disse olhando Luc.
- A foto é clara Amy. Vai ser difícil ele aceitar que foi um beijo roubado. De tempo para ele pensar.
- Eu vou acabar com o Frederico. – Sai do quarto. Eu não conseguia pensar. Minha cabeça estava cheia de problemas. Encontrei Fred sentado no sofá. – VOCÊ! – Apontei para ele. – SEU DESGRAÇADO. – Gritei e puxei a gola de sua camisa. Ele me olhu assustado. – Eu te falei milhões de vezes que gosto do Justin. Você me viu falar com ele. Você sabia o tempo todo e mesmo asism me beijou. QUAL A SUA?
- Nós vamos nos casar Amelia. – Ele disse pensativo.
- Você sabia o tempo todo.
- Eu não sabia. Eu juro que nao sabia. Eu não quero me casar. Eu tenho 17 anos. – Ele parecia em choque. O soltei e sentei ao seu lado. Ficamos olhando o nada.
- Por que me beijou? – O olhei confusa.
- Eu não sei. Você é legal, encantadora. É diferente. Eu só fiz. Foi só um beijo. Depois nós fingiriamos que não aconteceu.
- MAS O MUNDO INTEIRO SABE DESSE BEIJO AGORA. Justin sabe. – Desabei em lágrimas. Fred me abraçou.
- Me desculpe. Eu posso falar com ele. – Afastei-o.
- Não. Deixei-o. Ele devia ter acreditado em mim. – Disse fitando o chão.
- O que vamos fazer? Eu não quero me casar com você.
- Seria tão ruim assim casar comigo? – O olhei confusa.
- Não. Não é isso. – Fred soltou um suspiro. – Mas eu quero ser livre. Quero viver a juventude e pensar em compromissos quando eu quiser. Quando for mais velho. Ainda somos novos.
- Eu sei. – Limpei meu rosto. E o abracei.
[...]

Oh, minha vida anda muito agitada. Estou proibida de ver ou até mesmo falar com o Justin. Não posso fazer minhas escolhas, porque meu pai já planejou meu destino. Agora Justin pensa que eu o trai e não quer falar comigo. E o pior, terei que me casar com um garoto que conheci há duas semanas. Dá para piorar?

Fechei o diário ao ouvir a maçaneta da porta girar. Mamãe entrou no quarto com uma caixa nas mãos. Ela sorria.
-Querida. – Mamãe sentou em minha cama e colocou a caixa em meu colo. – É o meu vestido de casamento. – Ela não parava de sorrir. – Eu quero que use-o no seu casamento.
- Não vou me casar com Fred. Ele não quer se casar comigo. Não podem nos forçar. – Disse, mas eu sei que eles não estão se importando com nossas opiniões.
- Filha, logo vocês verão que são lindos juntos e que podem ser felizes.
- Por que não planejaram um casaamento para o Luc? Por que comigo?
- Você é a garota. – Mamãe disse como se fosse obvio.
- Isso é preconceito. Vivemos uma democrácia. Não estavamos mais no século dezoito.
- Eu só vim entregar isso, não quero discutir com você Amelia. – Ela sempre faz isso. Que raiva!
- NÃO MÃE! Você devia me apoiar, eu sei que você está vendo o quanto estou sofrendo. Eu juro que tento deixar vocês orgulhosos. Eu faço de tudo para ser uma boa filha, mas dessa vez eu não tenho escolha. São os meus sentimentos mãe. Eu não posso mudar isso. – Ela ficou me olhando. – Eu sei que só está apoiando o papai para não causar mais brigas.
- Eu não quero interferir nas decisões dele. Eu já dei minha opinião. Mas isso é uma questão de familia Amy. É algo que está na familia dele há séculos.
- Mas um dia terá que acabar. Ninguém mais é obrigado a ter casamento arranjado.
- Amy, não insista. Você vai se adaptar. – Ela disse e saiu do quarto. Eu ia atrás dela. Mas vi Frederico no corredor. Ele parecia perdido.
- O que faz aqui? – Franzi a testa.
- Eu preciso falar com você. – Ele me empurrou para dentro do quarto.
- Eu não vou me casar com você Frederico. – Disse, mesmo sem saber o que ele queria.
- Eu não quero me casar com você. – Ele fez careta. – Mas nossos pais devem pensar que sim. Eles devem achar que nós estamos felizes com essa ideia “maravilhosa”.
- Nunca ouvi tanta ironia na minha vida. – Disse rindo.
- Tudo bem Amy. Preste atenção. – Ele começou a falar sobre seu plano. E talvez funcione. Gostei desse garoto. De forma amigável. Não um gostei de gostar, gostar mesmo. Enfim. Balancei a cabeça, voltando a prestar atenção no que ele dizia.
[...]

No dia seguinte...

Me arrumava para o jantar com a família do Frederico. Terei que usar meu italiano horrível essa noite. Não faço questão de aprender totalmente. Eu não vou me casar com um italiano. Coloquei um vestido novo e um colar que minha avó me deu de presente. Ela disse que é de seus ancestrais. Olhei no espelho e conferi cada detalhe. Não vou me casar com Frederico, mas quero demonstrar elegancia da mesma forma que ele faz. Por mais que seja engraçado às vezes. Mas com certeza ainda prefiro o jeito garoto largado do Justin. Mesmo que use aquelas calças largas rídiculas, eu amo aquele estilo malandro dele de ser.
[...]

Estava sentada na mesa do restaurante. Os nossos pais – meus e do Frederico – conversavam em italiano. Ele às vezes me traduzia algumas coisas que eu não entendia. Mas só perguntava para fingir interesse. Aquele jantar estava um tédio.
-Querido, converse com Amelia. – Maria disse para Frederico.
- Estamos conversando. – Eu mesma respondi. – Mas estamos ouvindo o que dizem sobre nosso casamento. – Sorri falso e acariciei o rosto do Fred. Senti uma vontade enorme de rir, e ele também, mas nos mantivemos sérios. E elegantes. – Me beije. – Disse baixinho. Não que eu quisesse um beijo dele, mas temos que seguir o plano. Frederico colocou a mão em minha nuca.
- Licença. – Ele disse, educado. Comecei a rir e me afastei. Ok, atuação não é comigo. – Amy! – Ele me repreendeu. Fiquei séria imediatamente e ele voltou de onde parou. Olhei em seus olhos e senti seus lábios nos meus. Foi um selinho rápido. Já está de bom tamanho todo esse fingimento.
- Vocês são tão lindos juntos. É bom ver que se entenderam. É bom vê-la sorrindo Amy. – Mamãe comentou. Queria dar uma boa resposta, mas me contive. Olhei em volta e vi que alguém escondia o rosto com o cardápio. Ele estava sozinho na mesa, e não havia pedido nada ainda. Continuei olhando, e quando tirou o cardápio do rosto, olhou diretamente para mim. Ele escondeu o rosto de novo, rapidamente. Justin. Sorri ao vê-lo. Ele jogou o cardápio sobre a mesa e se levantou, indo para a parte exterior do restaurante.
- Fred, venha comigo. – Peguei seu braço e o puxei, tentando não parecer desesperada. Quando estávamos longe da mesa, acelerei os passos.
- O que foi? – Ele perguntou confuso.
- Justin! – disse ao vê-lo fitando um arbusto florido. Ele me olhou. Soltei Fred e corri até Justin. Ia beijá-lo, mas ele me afastou. – O que foi?
- Acabou de beijá-lo Amy! – Justin estava morrendo de raiva.
- Tudo bem, agora que esta aqui... Nós três precisamos conversar. – Disse séria e os puxei até uma mesa vazia. 
Continua...