segunda-feira, 11 de março de 2013

"The Mission" - Cap. 3




Entrei no escritório do Scott, ele falava várias coisas, me explicava o que deveria fazer, mas eu não prestei atenção em nada, fiquei pensando onde estaria essa informação que Nick quer.
- Megan? – Scooter estalou os dedos, voltei de meus pensamentos. – Eu sei que não nos conhecemos, mas eu preciso que converse comigo, que desabafe. – Vai ficar esperando, coitado. – Eu, realmente, quero te ajudar... Imagino como deve ter sido ruim perder seus pais.
- Está sendo difícil. – Disse e abaixei a cabeça.
- Eu te entendo. – Ele puxou uma cadeira para mim e sentou em outra, revirei os olhos e o olhei. – Eu cuido do Justin desde seus sete anos. Os pais dele foram viajar e ele não foi porque estava doente, e então... O avião deles explodiu no ar... – Scooter abaixou a cabeça. Ai Meu Deus, eu não sabia disso. – Justin me perguntava quando os pais dele voltariam e eu não sabia o que responder... Eu fui o enrolando até seus doze anos, e quando eu disse que eles haviam morrido, Justin se revoltou, ele começou a andar com gangues e chegar bêbado em casa...
- E-e-eu não sabia... – Disse sem jeito e a dúvida se Scooter é mesmo mau martelou em minha mente. – Sinto muito. – Ele enxugou uma lágrima.
- Eu quero te ajudar, quero que venha conversar comigo quando se sentir sozinha, se precisar de um abraço, de um colo para chorar, eu estarei aqui. – Scott sorriu fraco.
- Obrigada. – Me senti na obrigação de abraça-lo, então eu fiz.
[...]
Organizei várias pastas, arrumei as prateleiras, separei papéis. Meu dia foi cansativo, mas de alguma forma, me senti mais segura com a presença de Scooter. Isso é estranho, ter que enganar alguém que parece ser uma boa pessoa, é muito estranho.
- Vamos para casa? – Scooter entrou na sala. – Preciso buscar Justin. – Assenti e o acompanhei, entrei no carro do Scooter e coloquei meus fones no ouvido, tentando evitar que ele converse comigo. Senti o carro parar e olhei para a janela, Justin beijava a garota com cara de doente, Scooter buzinou e Justin veio na direção no carro, ele abriu a minha porta.
- Megan? – Justin arregalou os olhos.
- Eu já saio. – Ia pegar minha bolsa, mas Justin já havia entrado atrás.
- Não gosto dessa menina. – Scott disse com um tom de preocupação.
- Interessante, mas quem tem que gostar dela sou eu. – Justin respondeu com ignorância, Scooter respirou fundo e deu partida com o carro.
- Eu vou à casa do Chaz...
- Você não vai a lugar nenhum. – Scooter disse nervoso e desceu do carro. – Você vai para o quarto, estudar.
- O que deu em você Scooter? – Justin parecia chocado.
- Eu cansei de te deixar fazer o que quer só porque seus pais morreram. Eles não iriam se orgulhar disso, não iam se orgulhar da pessoa que se tornou.. Vá para o quarto, agora! – Ele disse firme.
- Vai começar a agir como um homem sério só porque essa garota está morando com a gente? Eu nem sei o motivo de você ter pego outro órfão para criar. – Justin disse nervoso e entrou em casa, fiquei pensando no que ele disse.
- Meg, me desculpe por isso... – Scooter disse constrangido, assenti e entrei na casa, de cabeça abaixada. Não sou órfã, ou sou? Entrei no meu quarto e ouvi um som vindo da sacada – Era uma sacada ligando todos os quartos –, caminhei até ver Justin tocando violão.
- Droga. – Ele jogou o instrumento no chão ao errar uma nota.
- O violão não tem culpa. – Disse e Justin me olhou assustado.
- Meggy, me desculpe por dizer aquilo, eu... – Ele me olhava, arrependido.
- Tudo bem. – Aproximei-me dele e sentei ao seu lado. – Quando você me disse que entendia o que eu estava passando...
- Eu entendo. – Ele abaixou a cabeça.
- Eu sinto muito por isso. – Coloquei a mão em seu ombro e olhei em seus olhos, Justin se aproximou e acariciou meu rosto, ele se aproximou, mas se afastou rapidamente e virou de costas.
- Eu vou descansar um pouco. – Fui me afastando.
- Meggy. – Por que ele fica me chamando de Meggy? Meus pais me chamam assim. – Você quer ir à praia?
- Eu não curto muito isso de sol, areia...
- Mas você esta morando na praia... – Justin franziu a testa.
- Não por muito tempo. – Disse e ele ficou me olhando. – Não que eu não esteja gostando... É que...
- Não precisa explicar, mas, fique à vontade se quiser conversar...
- Por que trata o Scooter daquele jeito? – Perguntei rápido.
- Sei lá... – Justin abaixou a cabeça.
- JUSTIN! – Scooter apareceu na sacada. – Por que tem um exame de gravidez no seu casaco? – Ele mostrava um papel.
- Você não pode mexer nas minhas coisas. – Justin pegou o papel.
- Aquela garota está grávida? Você a engravidou?
- Sei lá... Aconteceu... – Justin olhava o papel.
- Você tem noção do que é criar uma criança? VOCÊ SÓ TEM DEZESSETE ANOS! – Scott estava muito nervoso, fiquei assustada com sua reação, será que ele vai revelar o cara ruim que existe dentro dele. O cara que Nick disse que ele é.
- Eu posso fazer isso... – Justin parecia arrependido. – Se Melissa pudesse vir morar aqui...
- Não. – Scott disse rapidamente. – Eu posso ajudar vocês a comprar um apartamento, mas aqui não.
- Eu... Eu não quero morar com ela. – Justin disse e Scott o olhou confuso. - Eu só...
- Se acalmem! – Disse por impulso. – Vão esfriar a cabeça e depois vocês conversam.
- Saia daqui Meggy. – Justin disse, me olhando.
- PARE DE ME CHAMAR DE MEGGY. – Explodi e sai dali. Fechei a porta da sacada e me agarrei ao travesseiro que me consolou noite passada.
- Megan. – Scooter já me chamava há uma hora, mas eu não quero que me vejam assim, não quero dar explicações. Peguei meu celular e liguei para o Nick.
“Megan?”
“Eu preciso sair daqui Nick, eu não conheço essas pessoas... Eu só quero voltar para a minha casa.”
“Você disse que estava preparada.”
“Mas eu não estou, eu não sou Agente e não quero ser.” – Estava aos prantos.
“Mas Meg...”
“Podemos nos encontrar? Eu preciso falar com alguém...”
“Tudo bem... Hoje à noite! Eu estarei na praia, me encontre.” – Ele desligou a ligação.
- Megan, por favor... – Levantei e abri a porta, Justin que estava ali.
- Scooter desistiu de chamar. – Ele sorriu fraco. – Eu queria me desculpar...
- Não! Eu que não devia ter gritado... – Me senti envergonhada pela forma como falei.
- Que tal você me contar o motivo dessas lágrimas? – Justin enxugou meu rosto, fui me afastando e balancei os ombros, Justin entrou no quarto, sentamos em minha cama.
- V-você vai mesmo ser pai? – Perguntei de repente e o garoto assentiu cabisbaixo. – Não vai abandonar a garota, não é?
- Não. – Ele me olhou, ficamos nos olhando por um tempo.
- Por que chorava? – Justin quebrou o silencio.
- Você me chamou de Meggy, meus pais sempre me chamavam assim. – Abaixei a cabeça.
- Me desculpe...
- Não, tudo bem. – Sorri lhe passando confiança. Ficamos conversando por mais um tempo, até a namorada do Justin chegar.
Continua...

Sarah Gilbert Jeniffer Barbosa Karol Borges Sim gente *------* Guerra é Guerra é O Filme!!!! >> pra quem não assistiu, eu recomendo!
Marii seja bem vinda!

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quinta-feira, 7 de março de 2013

"The Mission" - Cap. 2





O plano era fingir que eu precisava de um lugar para morar e em troca ajudaria Scooter em seu escritório, era como se fosse um estágio. Meu nome, a partir de agora, é Megan Donovan, meus pais morreram em um acidente e eu preciso de algum lugar para ficar, que seja longe do que resta da minha família, que me odeia. Isso é tudo teatro. Depois de uma semana, desde o sumiço dos meus pais, demos inicio ao plano.
 Deixei minhas malas no chão e toquei a campainha da mansão Braun. Respirei fundo e vi a maçaneta girar, a empregada abriu a porta.
- Pois não? – Ela sorriu.
- Aqui é a casa do Scott, não é? – Perguntei e ela assentiu. – Ele esta à minha espera.
- Mas ele não me avisou que alguém viria... – Ela ficou pensativa. – Eu vou chamá-lo, você pode esperar um segundo? – Assenti e sentei na entrada da casa. E se esse plano não der certo? E se meus pais nunca mais voltarem?
- Megan Donovan? – Olhei para trás e o homem sorria para mim. – Prazer, Scooter.
- Olá. – Sorri sem graça
- Vamos entrar. – Ele colocou as mãos em minhas costas, ia pegar minhas malas, mas elas já estavam sendo carregadas pela empregada. – Estamos dando uma festa, você quer ir se trocar?
- Não, estou bem assim. – Olhei minha roupa, uma blusa preta larga, uma camisa xadrez e calça. Scott me olhou e deu de ombros, ele pegou meu braço e me puxou, as pessoas estavam com vestido, roupa social, me senti um lixo.
- Vou te apresentar à Marian, ela irá te auxiliar no escritório. – Cumprimentei milhões de pessoas e quando Scott, finalmente, me deixou sozinha, eu peguei alguma coisa para comer. Eu não sabia o nome, tinha gosto de peixe, mas comi porque estava morrendo de fome. Ouvi risadas e vi um casal vindo da praia para a festa. O menino estava molhado e a garota parecia doente, não sei por que, mas tinha cara de doente, eles pararam ao me ver.
- Eu te conheço? – O garoto loiro perguntou.
- Não e não precisa conhecer. – Levantei da cadeira e passei por eles, fui para a praia, sentei na areia e fiquei pensando se estou fazendo o certo, se o que me disseram é verdade... Se meus pais ainda estão vivos e onde estão.
- Megan. – Ouvi alguém gritar, era o garoto loiro. – Scooter esta te chamando. – Levantei e caminhei até o menino. – Olá, sou Justin.
- Olá. – Passei por ele e voltei para a mansão, encontrei Scott na sala de estar, ele bebia um liquido alaranjado. – Está me procurando?
- Quer ir para o seu quarto? Não sei se está com animo para festa, já que acabou de chegar...
- Eu agradeceria. – Disse e o acompanhei.
- Fique à vontade! Se ficar com fome pode pegar qualquer coisa na cozinha, ok? – Ele parecia um cara legal. Assenti e fechei a porta do quarto, era enorme, me joguei na cama e comecei a chorar, ao lembrar-me dos meus pais.
[...]
O sono não chegava, resolvi andar pela casa, desci a escada e fiz “uni duni tê” para escolher um lado a seguir, fui parar na cozinha. Abri a geladeira e peguei a garrafa de suco, peguei um copo e bebi.
- Hey. – O garoto loiro entrou na cozinha, ele estava só de cueca. – Eu não sabia que estava aqui...
- Eu não devia estar. – Guardei o suco e quando ia sai da cozinha o garoto me parou.
- Você é a garota que vai trabalhar com o Scooter?
- Acho que sim. – Disse tentando não olhar para seu corpo. – Você é filho dele? – Nick não me falou sobre nenhum garoto.
- Sobrinho. – Justin, se eu não me engano, disse sorrindo. – Bom, nos vemos amanhã.
- É, talvez. – Disse e quando estava saindo ele disse “Boa noite Meg”, olhei-o e sorri. Voltei ao quarto e peguei meu celular, tentei ligar para os meus pais, isso já tinha virado rotina. Fiquei pensando na vida e uma dor bateu em meu peito, meu coração foi ficando esmagado e senti um vazio dentro de mim. Se meus pais não voltarem, eu não terei mais ninguém, não terei mais motivo para viver... Éramos tão felizes juntos. – Merda. – Disse e enxuguei meu rosto, peguei uma almofada e a abracei. Eu preciso se alguém, alguém para desabafar, preciso de um abraço.
Acordei com alguém batendo na porta, levantei da cama e a abri. Meus olhos mal abriam e minha visão ainda estava embaçada, mas consegui perceber que era o Justin. Que garoto chato, não me deixa em paz!
- Scooter me pediu para ver se você está bem, ou pelo menos viva. – Ele riu de sua piada sem graça.
- Estou bem. – Respondi fria.
- Seus olhos estão inchados... Megan, eu soube que você perdeu seus pais e se quiser conversar sobre isso...
- Eu disse que estou bem! – Repeti e fechei a porta sem pedir licença, fui um pouco grossa, talvez.
[...]
Olhei no relógio e já era tarde, eles já deviam estar almoçando, mas eu não quero ficar próxima, quero encontrar essa merda de informação preciosa e ter meus pais de volta. Resolvi sair do quarto algumas horas depois. Scooter e Justin jogavam vídeo game.
- Megan. – Scott se aproximou. – Você está passando mal?
- Não, eu estou bem. – Forcei um sorriso.
- Compramos um lanche para você. Não sei se gosta, mas eu não sabia o que comprar...
- Obrigada. – O interrompi, caminhei lentamente para a cozinha e a “sombra” veio atrás de mim. – Eu disse, mil vezes, que estou bem! – Estourei e gritei com Justin, ele arregalou os olhos. – Me desculpe... – Cobri o rosto. – Mas, por favor, me deixe sozinha.
- Eu sei o que esta passando Megan...
- Não! Você não sabe. – Disse grossa. – Agora me deixe, por favor. – Virei-me e peguei o sanduiche, Justin saiu dali. Depois de comer, caminhei até a sala, Scott sorriu para mim.
- Está animada para amanhã? – Ele disse se arrumando no sofá, acho que queria que eu sentasse ali.
- Sim. – Sorri fraco.
- Megan... Justin e eu seremos seus parceiros de casa agora, se quiser conversar...
- Eu sei que estou sendo grossa, que parece que construí uma parede de bloqueio, mas é que não estou a fim de conversar, não agora, não ainda. – Disse e suspirei.
- Quer jogar vídeo game? – Justin perguntou, foi como se ele não tivesse ouvido o que eu acabei de falar.
- Não, mas vou assistir vocês. – Sentei no meio dos dois no sofá. Não falei nada, apenas assisti o jogo, Scott e Justin se insultavam com piadinhas bobas e morriam de rir um do outro. Não é possível que esse cara seja uma má pessoa, mas sei lá, as aparências enganam.
Continua...

 bia4ever é pode ser! mas eu estava assistindo guerra é guerra, ai eu falei "vou escrever uma fic com agentes" e bum! foi mais por isso haha 
Jeniffer Barbosa mil desculpas, eu tinha escrito com Amanda e vocês preferiram Megan, ai eu mudei, mas esqueci esse, desculpa. O nome dela é Megan!

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segunda-feira, 4 de março de 2013

"The Mission" - Cap. 1






Estava arrumando quarto, ouvindo música no ultimo volume. Estava entediada com a rotina comum, desde que nos mudamos para essa casa – há dois anos -, não converso com ninguém além de meus pais e o professor particular que eles contrataram. Nunca entendi o motivo de ter que estudar em casa. A música terminou e eu ouvi um barulho vindo do primeiro andar, tirei os fones do ouvido e quando estava me aproximando da porta, alguém a derrubou, dois homens de preto me encararam e quando eu pensei em gritar, um spray me fez desmaiar.
[...]
Acordei com uma dor de cabeça forte, olhei ao meu redor e só vi paredes brancas, eu estava deitada em uma maca. Uma porta automática se abriu e um homem entrou no quarto branco.
- Agente 578, é um prazer conhecê-la. – Ele pegou minha mão e beijou-a, puxei a mão e o olhei com desprezo.
- Não posso dizer o mesmo. – Levantei daquela maca e caminhei até a porta que se fechou antes que eu pudesse sair. – Tudo bem... – Olhei o homem. – Quem é você? Por que me chamou de “agente”? E o que estou fazendo aqui?
- Sou o Agente 001. – Ele sorriu e foi se aproximando. – Temos uma missão para você.
- Cara, você anda vendo muito filme.
- Senhorita McGraien, nós a trouxemos aqui para uma missão.
- Eu quero ir para casa, não sou Agente. – Virei-me para onde, antes, era a porta.
- Você é filha dos Agentes James e Elena... – Ele olhava uma ficha.
- Não... Meu pai é militar e minha mãe tem uma loja de doces.
- Isso é o que eles te disseram. – O homem que se dizia “Agente 001”, me conduziu até uma das paredes brancas e de repente um vídeo dos meus pais apareceu ali. – Estes são seus pais em ação. – Eram eles mesmo. – Eles nunca te contaram?
- Contar o que?
- Seus pais são Agentes da ACOS, queridinha. – O homem parou o vídeo.
- Eu preciso ir para casa, meus pais devem estar preocupados. – Disse caminhando até onde a porta deveria estar.
- Eles não estarão lá. – O Agente 001 começou a rir. – É o seguinte, pequena McGraien, seus pais foram presos por agentes estrangeiros e agora você precisa ajudar a completar a missão que em que eles trabalhavam...
- Dá para abrir essa porcaria de porta? – Perguntei irritada e a porta se abriu para mim, sai dali.
- Se a missão não for completada, eles correrão sérios riscos de vida.
- Isso só pode ser uma pegadinha... – Procurei por câmeras escondidas.
- Megan, você precisa ajudá-los. – O homem estava sério agora.
- Você é um desses Agentes?
- Sim, eu treino jovens Agentes. – Ele me mostrou um crachá de identificação.
- Então está do lado dos meus pais?
- Megan, eu sou muito amigo do seu pai.
- E por que não pode salvá-los? – Isso ainda estava confuso para mim.
- Eu poderia se soubesse onde estão... – Ele olhou para o chão. – Eles saíram para uma missão ontem à noite e desapareceram.
- Mas você disse que foram sequestrados.
- É uma hipótese!
- E por que essa missão tem que ser completada?
- Porque tem informações valiosas sobre nossos rivais.
- Cara, isso é demais para mim. – coloquei as mãos no rosto. – Eu preciso ir para casa.
- Meg... – Ele segurou meu braço, meus olhos estavam cheios de lágrimas. – Você precisa confiar em mim. – Soltei-me e sai correndo dali, eu passava pelos corredores e todos me olhavam confusos, consegui encontrar a saída e olhei para o prédio que, por fora, parecia um prédio residencial. Sai pelo portão central e fui caminhando para casa. Procurei meus pais em todos os cantos da casa, mas não encontrei ninguém, parei de frente a um retrato e as lágrimas tomaram conta do meu rosto, tentei tirar o retrato da estante, mas estava preso, ele girou sozinho e a parede abriu dando espaço a uma televisão.
- Meggy, querida... Talvez você saiba que nós mentimos para você. Talvez agora você esteja perdida, sem saber o que fazer... Você só precisa confiar em seu coração. – Mamãe sorria.
- Nós tivemos que mentir filha, nos desculpe... – Papai abaixou a cabeça. – E se ela não entender?
- Ela vai, meu amor. – Mamãe o abraçou. – Megan, nós te amamos.
Fique paralisada, tentando digerir aquilo, senti uma mão em meu ombro, o 001 me abraçou e eu caí em seus braços, em prantos.
- Meu nome é Nick. – Ele disse e sorriu.
- O que tenho que fazer? – Enxuguei meu rosto e o olhei confiante.
- Está preparada? – Nick, ou Agente 001, perguntou.
- Completamente preparada. – Respondi e ele me puxou.
[...]
- Esse é Scott Braun, ele é um empresário muito rico e perigoso. – Nick me mostrou a foto. – Você irá morar com ele...
- O que? – Gritei, por impulso.
- É tudo parte do plano, Megan. Você precisa ganhar a confiança dele e então conseguir as informações sobre essa agencia...
- Mas como sabe que ele é perigoso? – Perguntei por curiosidade.
- Nossos agentes já tentaram infiltrar-se nessa operação e... Eles morreram.
- E você quer que eu seja a próxima que talvez consiga essas informações, se não morrer antes? – Perguntei rindo irônica.
- Sim, precisa ser você Megan!
- Por quê? – Eu estava o deixando irritado com tantas perguntas.
- Porque é a única que não faz parte da ACOS, ainda, todos os agentes são conhecidos pelo Braun.
- E como isso vai ajudar a salvar meus pais?
- Eu ainda não sei, mas seus pais diziam que essas informações salvariam muitas vidas, inclusive as deles. – Nick abaixou a cabeça. – E então? Entrará para a Agência Central de Operações Secretas?
- Não... Eu quero fazer isso do meu jeito, sem ter que receber ordens ou coisa do tipo. – Exigi e Nick assentiu. – Quando começo?
- Agora, Agente 578! – Ele me entregou uma maleta e quando abri, meus olhos encontraram vários tipos de armas. – Seja bem-vinda à missão. – Um ar de suspense surgiu no ar.
- Ok, tudo bem... Mas me chame de Megan, sem essa de 578. – Disse e Nick riu.
Continua...

Bom, eu coloquei "Megan" como protagonista porque a maioria preferiu esse nome, mas eu vou tentar colocar o outros nomes em outros personagens, sei lá. Mas me desculpem se alguém preferia o outro :x 
E eu to achando o layout do blog tão "bléh" se alguém que quiser me dorar um bg, eu agredeceria :)

É isso,  espero que vocês gostem dessa fic,
xx