quinta-feira, 14 de março de 2013

"The Mission" - Cap. 4





- Meggy, vamos ao píer encontrar com alguns amigos, você quer ir? – Justin perguntou, eu estava vendo TV. A namorada dele me olhava com desconfiança.
- Não, obrigada. – Sorri fraco.
- Vá se divertir Megan. – Scott disse. De onde ele saiu?
- Na verdade, eu vou me encontrar com um amigo... – Levantei e procurei um relógio para me informar.
- Amigo? – Scott perguntou.
- Na verdade, ele era amigo dos meus pais...
- Tudo bem, mas tome cuidado. – Ele me olhou preocupado, assenti e acompanhei Justin e sua garota com cara de doente.
- Qual o nome dele? – A menina perguntou. Será que eu posso dizer o nome dele?
- Dylan. – Inventei e um sorriso abriu em meu rosto ao ver Nick sentado na areia. Corri até ele e o abracei, notei que Justin e Melissa se aproximavam. – Disse que seu nome é Dylan. – Avisei.
- Meggy... Estaremos no píer. – Justin disse encarando Nick, assenti e eles continuaram caminhando.
- E então? Como estão indo as coisas? – Nick sorriu para mim.
- Eles estão sendo tão bons comigo... Não sei se consigo continuar com isso...
- Megan, é a vida dos seus pais que está em risco. – Ele segurou meu rosto. – Você precisa encontrar aquelas informações.
- Mas... – Eu ia falar, mas ele me calou um beijo.
- Você consegue Meg. – Nick sorriu e pegou minha mão. – Vamos comer alguma coisa. – Ele me puxou, esse beijo abalou minha estrutura. Nick comprou algodão doce para mim e um ursinho de pelúcia gigante, isso é tão clichê, mas, de alguma forma, me deixou feliz.
- Quando nos veremos de novo? – Perguntei quando Nick me deixava em casa.
- Eu não sei Meg, não podemos nos arriscar... São seus pais. – Ele se aproximou. – Mas, eu prometo que te ligarei.
- Eu já devo começar a procurar essas informações? – Perguntei baixo.
- Ainda não, precisa fazer com que eles confiem em você. Direi quando for o momento certo. – Nick sorriu e me beijou. – Se cuida princesa. – Ele se virou e saiu caminhando pela areia. Nunca algodão doce, ursinhos e “princesa” foram tão românticos para mim, sempre achei ridículo, mas nesse momento foi tudo lindo e maravilhoso.
[...]
- Justin? – Ele estava na cozinha, bebendo uma garrafa de vodka, parecia chorar.
- Eu não a amo. – Ele disse encarando a garrafa, aproximei-me e o olhei. – Não estou preparado para ser pai...
- Devia ter pensado nisso antes. – Puxei a garrafa e tirei de perto dele. – Beber não vai mudar isso. – Justin se debruçou sobre o balcão e começou a chorar.
- Melissa era só uma diversão, eu nunca gostei dela. – Ele me olhou, aproximei-me novamente e o abracei.
- Venha, você precisa dormir. – O ajudei a levantar.
- Scooter me matará se me encontrar assim. – Justin choramingou, subimos a escada e entramos em seu quarto, ele deitou na cama e ficou me olhando.
- Obrigado Meggy. – Ele disse olhando em meus olhos.
- Sem problemas. – Sai do seu quarto e Scott estava no corredor, me olhando. – Eu só estava...
- Justin bebeu, não é mesmo? – Ele perguntou sério.
- N-n-não. – Menti.
- Isso nunca vai acabar. – Scooter colocou as mãos no rosto.
- Ele só precisa de alguém para desabafar... – Disse e entrei no meu quarto. Estou me sentindo da família e isso só complica as coisas, eu não terei coragem de apunhalar Scott pelas costas.
[...]
Acordei e me arrumei o mais rápido possível, eu estava atrasada, desci a escada correndo e corri até a cozinha, onde encontrei Justin e Scott.
- Bom dia, Bela Adormecida. – Justin sorriu, sentei com eles para tomar café da manhã.
- Precisamos fazer compras...
- Vocês só comem comida pronta? – Perguntei, eles se entre olharam e assentiram, começamos a rir. Justin foi pegar um casaco e ficamos apenas eu e Scott na cozinha.
- Megan... – Ele me olhou. – Justin me disse que você estava com um homem ontem na praia... Que ele aparentava ser muito mais velho...
- Ele tem 25 anos. – Disse.
- Você só tem 16... E eu sou responsável por você agora, então... Por favor, tome cuidado. – Ele pediu meio sem jeito.
- Não se preocupe. – Sorri fraco e tomei o resto do suco.
[...]
Estava esperando um táxi, quando um carro parou em minha frente, o vidro abaixou e vi Justin sorrindo para mim.
- Eu te levo para casa. – Ele disse.
- Não precisa...
- Por favor. – Ele insistiu, entrei no carro. – Meggy... Você pode ir comigo... Visitar alguns amigos?
- Eu? Por quê? – Franzi a testa.
- Se eles me oferecerem bebida... – Justin abaixou a cabeça.
- Entendi... Eu posso ir, mas que seja rápido.
[...]
Justin encarava as garrafas de cerveja, enquanto conversava com seus “amigos”. Fiquei sentada no sofá, o monitorando, ele me olhou e sorriu fraco, respirei fundo e um mar de pensamentos confusos tomou conta da minha mente. Eu gosto do Justin e do Scooter, gosto deles e a cada segundo que passa é como se eles fossem parte da minha família. Eu tento colocar em minha mente que meus pais estão em perigo, mas não consigo encaixar Scott nisso, é impossível para mim.
- Vamos. – Justin disse, me fazendo voltar à realidade, assenti.
- Voltem sempre. – Um garoto moreno e muito bronzeado disse, me olhando diferente.
- Não irei te trazer aqui de novo, eu prometo. – Justin sussurrou e nós rimos.
- Você conseguiu, não bebeu nada. – Sorri para ele.
- Na verdade, eu lutei muito para não beber, só não fiz porque você estava ali. – Justin suspirou e abaixou a cabeça, desapontado. – Eu odeio o gosto daquilo, mas quando estou bêbado, tudo fica mais fácil... Parece que estou mais perto dos meus pais.
- Mas você sabe que assim, você só fica mais longe deles, não é?
- Mas a sensação me vicia. – Ele abriu a porta do carro para mim, o olhei.
- Só pense em um momento de felicidade com seus pais e feche os olhos. – Segurei suas mãos e Justin me olhou desconfiado, antes de fechar os olhos. – Pense em como eram felizes...
- Eu não me lembro de mais... Não me lembro de nenhum momento feliz... – Justin soltou minhas mãos e abriu os olhos. – É como se tivesse sido apagado da minha mente. – Justin começou a chorar, ele tentou se mostrar forte, mas esse momento o deixou muito triste, abracei-o forte, fiz como fazia com meu pai.
Continua...

Eduarda Bavaresco anjo, eu to sem tempo, mas vou guardar o link e quando der, eu leio!

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segunda-feira, 11 de março de 2013

"The Mission" - Cap. 3




Entrei no escritório do Scott, ele falava várias coisas, me explicava o que deveria fazer, mas eu não prestei atenção em nada, fiquei pensando onde estaria essa informação que Nick quer.
- Megan? – Scooter estalou os dedos, voltei de meus pensamentos. – Eu sei que não nos conhecemos, mas eu preciso que converse comigo, que desabafe. – Vai ficar esperando, coitado. – Eu, realmente, quero te ajudar... Imagino como deve ter sido ruim perder seus pais.
- Está sendo difícil. – Disse e abaixei a cabeça.
- Eu te entendo. – Ele puxou uma cadeira para mim e sentou em outra, revirei os olhos e o olhei. – Eu cuido do Justin desde seus sete anos. Os pais dele foram viajar e ele não foi porque estava doente, e então... O avião deles explodiu no ar... – Scooter abaixou a cabeça. Ai Meu Deus, eu não sabia disso. – Justin me perguntava quando os pais dele voltariam e eu não sabia o que responder... Eu fui o enrolando até seus doze anos, e quando eu disse que eles haviam morrido, Justin se revoltou, ele começou a andar com gangues e chegar bêbado em casa...
- E-e-eu não sabia... – Disse sem jeito e a dúvida se Scooter é mesmo mau martelou em minha mente. – Sinto muito. – Ele enxugou uma lágrima.
- Eu quero te ajudar, quero que venha conversar comigo quando se sentir sozinha, se precisar de um abraço, de um colo para chorar, eu estarei aqui. – Scott sorriu fraco.
- Obrigada. – Me senti na obrigação de abraça-lo, então eu fiz.
[...]
Organizei várias pastas, arrumei as prateleiras, separei papéis. Meu dia foi cansativo, mas de alguma forma, me senti mais segura com a presença de Scooter. Isso é estranho, ter que enganar alguém que parece ser uma boa pessoa, é muito estranho.
- Vamos para casa? – Scooter entrou na sala. – Preciso buscar Justin. – Assenti e o acompanhei, entrei no carro do Scooter e coloquei meus fones no ouvido, tentando evitar que ele converse comigo. Senti o carro parar e olhei para a janela, Justin beijava a garota com cara de doente, Scooter buzinou e Justin veio na direção no carro, ele abriu a minha porta.
- Megan? – Justin arregalou os olhos.
- Eu já saio. – Ia pegar minha bolsa, mas Justin já havia entrado atrás.
- Não gosto dessa menina. – Scott disse com um tom de preocupação.
- Interessante, mas quem tem que gostar dela sou eu. – Justin respondeu com ignorância, Scooter respirou fundo e deu partida com o carro.
- Eu vou à casa do Chaz...
- Você não vai a lugar nenhum. – Scooter disse nervoso e desceu do carro. – Você vai para o quarto, estudar.
- O que deu em você Scooter? – Justin parecia chocado.
- Eu cansei de te deixar fazer o que quer só porque seus pais morreram. Eles não iriam se orgulhar disso, não iam se orgulhar da pessoa que se tornou.. Vá para o quarto, agora! – Ele disse firme.
- Vai começar a agir como um homem sério só porque essa garota está morando com a gente? Eu nem sei o motivo de você ter pego outro órfão para criar. – Justin disse nervoso e entrou em casa, fiquei pensando no que ele disse.
- Meg, me desculpe por isso... – Scooter disse constrangido, assenti e entrei na casa, de cabeça abaixada. Não sou órfã, ou sou? Entrei no meu quarto e ouvi um som vindo da sacada – Era uma sacada ligando todos os quartos –, caminhei até ver Justin tocando violão.
- Droga. – Ele jogou o instrumento no chão ao errar uma nota.
- O violão não tem culpa. – Disse e Justin me olhou assustado.
- Meggy, me desculpe por dizer aquilo, eu... – Ele me olhava, arrependido.
- Tudo bem. – Aproximei-me dele e sentei ao seu lado. – Quando você me disse que entendia o que eu estava passando...
- Eu entendo. – Ele abaixou a cabeça.
- Eu sinto muito por isso. – Coloquei a mão em seu ombro e olhei em seus olhos, Justin se aproximou e acariciou meu rosto, ele se aproximou, mas se afastou rapidamente e virou de costas.
- Eu vou descansar um pouco. – Fui me afastando.
- Meggy. – Por que ele fica me chamando de Meggy? Meus pais me chamam assim. – Você quer ir à praia?
- Eu não curto muito isso de sol, areia...
- Mas você esta morando na praia... – Justin franziu a testa.
- Não por muito tempo. – Disse e ele ficou me olhando. – Não que eu não esteja gostando... É que...
- Não precisa explicar, mas, fique à vontade se quiser conversar...
- Por que trata o Scooter daquele jeito? – Perguntei rápido.
- Sei lá... – Justin abaixou a cabeça.
- JUSTIN! – Scooter apareceu na sacada. – Por que tem um exame de gravidez no seu casaco? – Ele mostrava um papel.
- Você não pode mexer nas minhas coisas. – Justin pegou o papel.
- Aquela garota está grávida? Você a engravidou?
- Sei lá... Aconteceu... – Justin olhava o papel.
- Você tem noção do que é criar uma criança? VOCÊ SÓ TEM DEZESSETE ANOS! – Scott estava muito nervoso, fiquei assustada com sua reação, será que ele vai revelar o cara ruim que existe dentro dele. O cara que Nick disse que ele é.
- Eu posso fazer isso... – Justin parecia arrependido. – Se Melissa pudesse vir morar aqui...
- Não. – Scott disse rapidamente. – Eu posso ajudar vocês a comprar um apartamento, mas aqui não.
- Eu... Eu não quero morar com ela. – Justin disse e Scott o olhou confuso. - Eu só...
- Se acalmem! – Disse por impulso. – Vão esfriar a cabeça e depois vocês conversam.
- Saia daqui Meggy. – Justin disse, me olhando.
- PARE DE ME CHAMAR DE MEGGY. – Explodi e sai dali. Fechei a porta da sacada e me agarrei ao travesseiro que me consolou noite passada.
- Megan. – Scooter já me chamava há uma hora, mas eu não quero que me vejam assim, não quero dar explicações. Peguei meu celular e liguei para o Nick.
“Megan?”
“Eu preciso sair daqui Nick, eu não conheço essas pessoas... Eu só quero voltar para a minha casa.”
“Você disse que estava preparada.”
“Mas eu não estou, eu não sou Agente e não quero ser.” – Estava aos prantos.
“Mas Meg...”
“Podemos nos encontrar? Eu preciso falar com alguém...”
“Tudo bem... Hoje à noite! Eu estarei na praia, me encontre.” – Ele desligou a ligação.
- Megan, por favor... – Levantei e abri a porta, Justin que estava ali.
- Scooter desistiu de chamar. – Ele sorriu fraco. – Eu queria me desculpar...
- Não! Eu que não devia ter gritado... – Me senti envergonhada pela forma como falei.
- Que tal você me contar o motivo dessas lágrimas? – Justin enxugou meu rosto, fui me afastando e balancei os ombros, Justin entrou no quarto, sentamos em minha cama.
- V-você vai mesmo ser pai? – Perguntei de repente e o garoto assentiu cabisbaixo. – Não vai abandonar a garota, não é?
- Não. – Ele me olhou, ficamos nos olhando por um tempo.
- Por que chorava? – Justin quebrou o silencio.
- Você me chamou de Meggy, meus pais sempre me chamavam assim. – Abaixei a cabeça.
- Me desculpe...
- Não, tudo bem. – Sorri lhe passando confiança. Ficamos conversando por mais um tempo, até a namorada do Justin chegar.
Continua...

Sarah Gilbert Jeniffer Barbosa Karol Borges Sim gente *------* Guerra é Guerra é O Filme!!!! >> pra quem não assistiu, eu recomendo!
Marii seja bem vinda!

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quinta-feira, 7 de março de 2013

"The Mission" - Cap. 2





O plano era fingir que eu precisava de um lugar para morar e em troca ajudaria Scooter em seu escritório, era como se fosse um estágio. Meu nome, a partir de agora, é Megan Donovan, meus pais morreram em um acidente e eu preciso de algum lugar para ficar, que seja longe do que resta da minha família, que me odeia. Isso é tudo teatro. Depois de uma semana, desde o sumiço dos meus pais, demos inicio ao plano.
 Deixei minhas malas no chão e toquei a campainha da mansão Braun. Respirei fundo e vi a maçaneta girar, a empregada abriu a porta.
- Pois não? – Ela sorriu.
- Aqui é a casa do Scott, não é? – Perguntei e ela assentiu. – Ele esta à minha espera.
- Mas ele não me avisou que alguém viria... – Ela ficou pensativa. – Eu vou chamá-lo, você pode esperar um segundo? – Assenti e sentei na entrada da casa. E se esse plano não der certo? E se meus pais nunca mais voltarem?
- Megan Donovan? – Olhei para trás e o homem sorria para mim. – Prazer, Scooter.
- Olá. – Sorri sem graça
- Vamos entrar. – Ele colocou as mãos em minhas costas, ia pegar minhas malas, mas elas já estavam sendo carregadas pela empregada. – Estamos dando uma festa, você quer ir se trocar?
- Não, estou bem assim. – Olhei minha roupa, uma blusa preta larga, uma camisa xadrez e calça. Scott me olhou e deu de ombros, ele pegou meu braço e me puxou, as pessoas estavam com vestido, roupa social, me senti um lixo.
- Vou te apresentar à Marian, ela irá te auxiliar no escritório. – Cumprimentei milhões de pessoas e quando Scott, finalmente, me deixou sozinha, eu peguei alguma coisa para comer. Eu não sabia o nome, tinha gosto de peixe, mas comi porque estava morrendo de fome. Ouvi risadas e vi um casal vindo da praia para a festa. O menino estava molhado e a garota parecia doente, não sei por que, mas tinha cara de doente, eles pararam ao me ver.
- Eu te conheço? – O garoto loiro perguntou.
- Não e não precisa conhecer. – Levantei da cadeira e passei por eles, fui para a praia, sentei na areia e fiquei pensando se estou fazendo o certo, se o que me disseram é verdade... Se meus pais ainda estão vivos e onde estão.
- Megan. – Ouvi alguém gritar, era o garoto loiro. – Scooter esta te chamando. – Levantei e caminhei até o menino. – Olá, sou Justin.
- Olá. – Passei por ele e voltei para a mansão, encontrei Scott na sala de estar, ele bebia um liquido alaranjado. – Está me procurando?
- Quer ir para o seu quarto? Não sei se está com animo para festa, já que acabou de chegar...
- Eu agradeceria. – Disse e o acompanhei.
- Fique à vontade! Se ficar com fome pode pegar qualquer coisa na cozinha, ok? – Ele parecia um cara legal. Assenti e fechei a porta do quarto, era enorme, me joguei na cama e comecei a chorar, ao lembrar-me dos meus pais.
[...]
O sono não chegava, resolvi andar pela casa, desci a escada e fiz “uni duni tê” para escolher um lado a seguir, fui parar na cozinha. Abri a geladeira e peguei a garrafa de suco, peguei um copo e bebi.
- Hey. – O garoto loiro entrou na cozinha, ele estava só de cueca. – Eu não sabia que estava aqui...
- Eu não devia estar. – Guardei o suco e quando ia sai da cozinha o garoto me parou.
- Você é a garota que vai trabalhar com o Scooter?
- Acho que sim. – Disse tentando não olhar para seu corpo. – Você é filho dele? – Nick não me falou sobre nenhum garoto.
- Sobrinho. – Justin, se eu não me engano, disse sorrindo. – Bom, nos vemos amanhã.
- É, talvez. – Disse e quando estava saindo ele disse “Boa noite Meg”, olhei-o e sorri. Voltei ao quarto e peguei meu celular, tentei ligar para os meus pais, isso já tinha virado rotina. Fiquei pensando na vida e uma dor bateu em meu peito, meu coração foi ficando esmagado e senti um vazio dentro de mim. Se meus pais não voltarem, eu não terei mais ninguém, não terei mais motivo para viver... Éramos tão felizes juntos. – Merda. – Disse e enxuguei meu rosto, peguei uma almofada e a abracei. Eu preciso se alguém, alguém para desabafar, preciso de um abraço.
Acordei com alguém batendo na porta, levantei da cama e a abri. Meus olhos mal abriam e minha visão ainda estava embaçada, mas consegui perceber que era o Justin. Que garoto chato, não me deixa em paz!
- Scooter me pediu para ver se você está bem, ou pelo menos viva. – Ele riu de sua piada sem graça.
- Estou bem. – Respondi fria.
- Seus olhos estão inchados... Megan, eu soube que você perdeu seus pais e se quiser conversar sobre isso...
- Eu disse que estou bem! – Repeti e fechei a porta sem pedir licença, fui um pouco grossa, talvez.
[...]
Olhei no relógio e já era tarde, eles já deviam estar almoçando, mas eu não quero ficar próxima, quero encontrar essa merda de informação preciosa e ter meus pais de volta. Resolvi sair do quarto algumas horas depois. Scooter e Justin jogavam vídeo game.
- Megan. – Scott se aproximou. – Você está passando mal?
- Não, eu estou bem. – Forcei um sorriso.
- Compramos um lanche para você. Não sei se gosta, mas eu não sabia o que comprar...
- Obrigada. – O interrompi, caminhei lentamente para a cozinha e a “sombra” veio atrás de mim. – Eu disse, mil vezes, que estou bem! – Estourei e gritei com Justin, ele arregalou os olhos. – Me desculpe... – Cobri o rosto. – Mas, por favor, me deixe sozinha.
- Eu sei o que esta passando Megan...
- Não! Você não sabe. – Disse grossa. – Agora me deixe, por favor. – Virei-me e peguei o sanduiche, Justin saiu dali. Depois de comer, caminhei até a sala, Scott sorriu para mim.
- Está animada para amanhã? – Ele disse se arrumando no sofá, acho que queria que eu sentasse ali.
- Sim. – Sorri fraco.
- Megan... Justin e eu seremos seus parceiros de casa agora, se quiser conversar...
- Eu sei que estou sendo grossa, que parece que construí uma parede de bloqueio, mas é que não estou a fim de conversar, não agora, não ainda. – Disse e suspirei.
- Quer jogar vídeo game? – Justin perguntou, foi como se ele não tivesse ouvido o que eu acabei de falar.
- Não, mas vou assistir vocês. – Sentei no meio dos dois no sofá. Não falei nada, apenas assisti o jogo, Scott e Justin se insultavam com piadinhas bobas e morriam de rir um do outro. Não é possível que esse cara seja uma má pessoa, mas sei lá, as aparências enganam.
Continua...

 bia4ever é pode ser! mas eu estava assistindo guerra é guerra, ai eu falei "vou escrever uma fic com agentes" e bum! foi mais por isso haha 
Jeniffer Barbosa mil desculpas, eu tinha escrito com Amanda e vocês preferiram Megan, ai eu mudei, mas esqueci esse, desculpa. O nome dela é Megan!

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