domingo, 12 de maio de 2013

"The Mission" - Cap. 19



Megan POV
Acordei nos braços do Justin e fiquei o que olhando, enquanto ele dormia. Ele tem razão sobre eu sempre colocar alguma barreira entre nós, talvez esteja me precipitando em achar que ele deve ficar com a Melissa por causa do bebê. Ou talvez não e, esse é o meu maior medo. Levantei, com cuidado para não acordá-lo, e sai do quarto, abri a porta do quarto do Justin e não havia ninguém, pensei que Tyler dormiria ali, desci a escada o não encontrei ninguém na sala, a cozinha estava vazia. Bati na porta da sala do Scooter e não tive resposta, abri a porta e não havia ninguém, senti um aperto do coração, uma sensação ruim. Voltei para o segundo andar e Justin estava no corredor, ele esfregava os dedos nos olhos, me olhou, ainda um pouco desacordado, seu cabelo estava completamente bagunçado, ri.
- Por um momento, pensei que você havia ido embora. – Ele disse se aproximando – Foi horrível.
- Own. – Abracei-o. – Justin, você sabe onde Max e Tyler estão?
- Devem estar dormindo. – Ele se afastou e abriu a porta do seu quarto.
- Eu já procurei em tudo, eles não estão aqui. – Eu estava ficando preocupada e, ao mesmo tempo, irritada.
- Calma amor, eles devem estar na praia. – Justin me olhou, de novo, e me beijou. Deixei isso para lá e tentei não pensar em nada negativo, mas se eles foram embora sem se despedir, eu os mato.
[...]
O dia foi passando, Scooter também não estava em casa e minha preocupação começava a aumentar, eles cochichavam alguma coisa ontem e quando eu ouvi, eles me tiraram da sala. Só espero que não façam nenhuma burrada.
- Amor, eu preciso sair... – Justin disse, enquanto descia a escada. – Vem comigo?
- Para onde? – Perguntei e Justin abaixou a cabeça e ficou fazendo caretas, mas não me respondeu. Ok, já saquei.
- Eu só preciso entregar as coisas dela. – Ele disse com medo do que eu diria.
- Tudo bem Justin, vai lá. – Disse, encarando a televisão.
- E te deixar sozinha? Não mesmo. – Ele sentou ao meu lado. – Eu não irei demorar e você pode ficar no carro.
- Ok. – Levantei e caminhei até a porta, quando abri, Tyler estava prestes a tocar a campainha, sorri ao vê-lo. – OMG TYLER. – O abracei. – EU PENSEI QUE VOCÊS TIVESSEM IDO EMBORA. – Senti um alivio no peito e o nervosismo foi embora.
- Calma gatinha, só estava curtindo a praia e a beleza das garotas. – Tyler disse com cara de safado.
- Pervertido. – Bati em seu braço e ele riu.
- Vamos? – Justin me olhou.
- Agora que Tyler chegou, não ficarei sozinha. – Disse o olhando, Justin me olhou um pouco decepcionado. Notei que ele encarou Tyler. – Tudo bem?
- Você que sabe... – Justin caminhou até o carro, não, não esta tudo bem.
- Justin, espere. – Aproximei-me. – Amor, eu queria muito sair com você, mas para ir à casa da garota que está esperando um filho seu, é demais para mim.
- Ta bom Meggy. – Ele abriu a porta do carro.
- Quando chegar, podemos ir jantar fora. – Sugeri e Justin assentiu. – Estou te esperando. – Lhe dei um beijo rápido e afastei-me para que ele saísse com o carro, Justin abriu o vidro antes de partir e acenou, acenei de volta e entrei em casa.
[...]
A noite caiu e eu continuei esperando Justin chegar, ele já havia saído há três horas. Ouvi um barulho na porta e levantei, sorrindo.
- Justin... – Parei ao ver Max e Scooter entrarem, eles estavam sujos e com o rosto repleto de feridas. – O-o-o que aconteceu?
- Nada Megan. – Max passou por mim, Scooter ia fazer o mesmo, mas o parei. – Onde estavam?
- Meg, fique fora disso. – Scooter tentou passar por mim, mas não deixei. – Meg...
- Vocês foram atrás do Nick, não foram? – Perguntei e ele abaixou a cabeça. – Tem noção do perigo? Ele machucou vocês?
- Meg, nós encontramos os seus pais. – Scooter disse olhando em meus olhos, meu coração acelerou e meus olhos marejaram
- M-m-meus pais? – Gaguejei e senti um peso no corpo, minha visão ficou embaçada.
- Eles estão bem Meg, mas Nick está os mantendo em cativeiro. Nós vamos tirá-los de lá, eu prometo. – Ele me abraçou forte.

Justin POV
Estava tentando ir embora da casa da Melissa, mas ela começou a chorar e dizer coisas para que eu me sentisse culpado.
- Toma. – O irmão dela me entregou uma lata de refrigerante e eu tomei um gole, enquanto olhava Melissa chorar.
- Você sempre volta correndo para os braços daquela sonsa... – Ela disse, chorando, revirei os olhos e encarei a televisão, senti minha cabeça girar e minha visão ficar embaçada... Tinha algo no refrigerante.
[...]
Minha cabeça doía, abri os olhos e notei que estava deitado no sofá da casa da Melissa, levantei irritado e caminhei até a porta.
- Justin, já vai? – Ela perguntou, virei-me e a encarei.
- Fez de propósito, não fez?
- Não, você dormiu...
- Ah Melissa, faça-me o favor... – Estava irritado com ela. – É por isso que ninguém gosta de você, sempre faz seus joguinhos para ter o que quer.
- Cala a boca. – Ela parecia ofendida.
- Eu fico me perguntando como dormi com você, na boa, você é repugnante Melissa. – Ela me olhou e seus olhos se encheram de lágrimas.
- Você não tem o direito de falar isso. – Ela enxugou as lágrimas. – VÁ EMBORA. – Melissa me empurrou.
- Mel... Desculpe-me...
- SAIA DAQUI. – Ela me empurrou outra vez, sai arrependido de ter dito aquilo. – O dia que você engordar dez quilos e ter que carregar uma criança dentro de você por 9 meses, quando o cara que você ama nem se importa com sua existência, você diz alguma coisa sobre mim, caso contrário, só é mais um imbecil o mundo. – Ela bateu a porta, virei-me e entrei no carro. Não devia ter dito isso.
Voltava para casa quando vi Meggy caminhando em direção à praça, parei o carro e estacionei, a segui, até vê-la sentar no mesmo lugar em que sentamos no outro dia, quando disse que estava apaixonado. Aproximei-me sem fazer barulho e tampei seus olhos, com as mãos, Meggy pulou, assustada.
- Shhhhhhh... – Sussurrei em seu ouvido e beijei seu pescoço, tirei as mãos de seus olhos e sorri.
- Que susto Justin. – Megan colocou a mão no peito e respirou fundo, notei que ela estava chorando, sentei de frente para ela.
- O que foi, amor? – Enxuguei suas lágrimas.
- Onde esteve o dia todo? – Ela perguntou, tentando mudar de assunto, pensei no que dizer... – Não, não me diga.
- Não aconteceu nada. – Me adiantei.
- Ninguém fica o dia inteiro na casa de uma garota sem fazer nada. Mas, não me conte.
- Eles colocaram alguma coisa no refrigerante e eu dormi...
- Não conte. – Ela colocou o dedo indicador nos meus lábios, pare que eu parasse de falar.
- Jantei com o Tyler...
- Ah, claro... O Tyler. – Revirei os olhos.
- Algum problema com o Tyler?
- Não, você tem algum problema com ele? Algo para resolver?
- Nadinha – Isso soou tão irônico. Ficamos nos entre olhando, Meggy me olhava com raiva e eu só queria entender toda essa cena. – Vou embora. – Ela levantou.
- Vamos... – Levantei também e ficamos nos encarando.
- Pode ir...
- Ah qual é Megan? – Perguntei, confuso.
- QUAL É? VOCÊ ME DEIXOU ESPERANDO A TARDE TODA E QUER QUE SEJA SIMPATICA COM VOCÊ?
- Você não me deixou explicar...
- Explicações não vão mudar o fato de eu ter ficado te esperando. Você nem se quer perguntou se eu estava bem, nem se desculpou.
- Eu perguntei por que estava chorando.
- Scooter encontrou os meus pais e adivinha? Nada mudou, eles continuam presos, só que agora Nick sabe que eu estou na casa de você e pode nos matar a qualquer hora.
- E você saiu sozinha?
- Eu só queria esfriar a cabeça... Satisfeito? É tudo o que quer saber?
- Está descontando a raiva em mim... – Segurei sua cintura.
- Não, não estou. – Ela me empurrou.
- Sim, está. – Aproximei-me novamente. – Não quero brigar com você.
- Você me irrita. – Meggy tentou se afastar.
- E você me ama.
- Quem disse?
- Você.
- As pessoas mentem, Justin.
- Não vai me deixar nervoso contigo Meggy, eu sei que é isso que você quer. – Sorri e ela abaixou a cabeça. – Por quê?
- Estou com medo. – Ela sussurrou. – Se ele fizer alguma coisa com você, por minha culpa...
- Não é sua culpa Meggy, pare de se culpar por tudo.
- Mas...
- Meu amor, vai ficar tudo bem, confie em mim. – Encostei nossas testas e olhei em seus olhos. – Me desculpe por te deixar esperando.
- Tudo bem, eu sei que Melissa não é fácil. – Ela sorriu e abraçou minha cintura. – Vamos para casa.
- Vamos – Segurei sua mão e caminhamos para o carro, entramos e quando eu ia dar partida, alguém parou na frente do carro.
- JUSTIN! – Meggy gritou e eu vi a arma na mão do homem, logo apareceu outro cara, ele abriu a porta em que Meggy estava e me olhou.
- Se pensar em fazer alguma coisa, matamos a garota. – Ele disse e a puxou para fora do carro, o outro homem abriu a porta do meu lado.
- VÁ PARA TRÁS PLAYBOY. – Ele gritou, estava nervoso, obedeci, ouvi os gritos da Meggy e senti meu coração se partir, eu prometi que ficaria tudo bem.
- Não façam nada com ela, por favor. – Disse e o outro cara entrou no carro, eles deram partida, olhei para trás e vi Meggy parada, na rua, olhando o carro se afastar, virei-me para frente e fechei os olhos.
Continua...

 

sábado, 4 de maio de 2013

"The Mission" - Cap. 18




Megan POV

Ouvia música no celular do Tyler, enquanto observava a paisagem que passava pelo lado de fora da janela do carro. Novamente, estamos mudando de cidade, eles ainda têm medo do que Nick pode fazer se nos encontrar. Estou cansada de toda essa história, de tudo que tem acontecido, de fugir e, principalmente, de fingir que estou bem. Fechei os olhos e acabei cochilando.
Acordei com meu pescoço doendo, dormi de mau jeito e agora estou toda dolorida, olhei para fora do carro e notei que estávamos parados, virei-me para frente e não encontrei Max e Tyler. Ok, o que está acontecendo? Destranquei a porta do carro e sai, olhei em volta e meu coração acelerou. O que estamos fazendo em frente à ACOS? Voltei para dentro do carro e tranquei-me ali. Vi Max e Tyler se aproximando, eles carregavam copos da Starbucks, esperei-os entrar no carro para gritar.
- QUAL O PROBLEMA DE VOCÊS?
- Opa, a Bela adormecida acordou. – Tyler riu e me entregou um copo de café.
- Não quero... Vamos sair daqui logo! – Disse, sem entender o motivo de estarmos ali.
- Meg, relaxa, estamos esperando alguém... Chegou. – Max olhava para alguém, ele abriu a porta do carro e buzinou.
- Scooter? – Perguntei confusa.
- O próprio. – Scooter entrou no carro e me olhou.
- Megan... Você está bem? – Ele sorriu e me abraçou, fiquei parada, sem entender o que acontecia. – Fiquei tão preocupado.
- Scooter... Megan queria saber sobre sua briga com o pai dela. – Max disse e me olhou, Scott também me olhou, cabisbaixo.
- Foi por isso que me ligou?
- A garota precisa de explicações. – Max reprimiu o Scooter.
- Eu acho que seus pais deviam te contar o que aconteceu... – Scooter me olhou, meio sem jeito.
- Mas por quê? – Perguntei inconformada.
- Porque a versão deles é o que você deve saber... Agora, mudando de assunto, vocês poderiam ir lá em casa, tomar um chá, sei lá.
- Chá não, ofereça um jantar, é melhor. – Tyler disse, na cara de pau, ri dele.
- Claro, vocês estão convidados. – Scooter sorriu para mim, abaixei a cabeça. Eu preciso me desculpar por tê-lo acusado, mas não sei como.
[...]
Estávamos todos na porta da casa do Scooter, ele tentava descobrir qual a chave. Entramos e o seguimos pelo corredor de entrada, ouvia risadas e gritos, animados, vindos da sala, meu coração disparou só de imaginar meu encontro com o Justin de novo. Scooter me olhou e sorriu fraco.
- SCOOTER É VOCÊ? – Era voz do Justin, ele apareceu ali, rindo. – O bebê se mex... – Ele parou de falar ao me ver. – Megan...
- Não devíamos ter vindo. – Abaixei a cabeça e sussurrei para mim mesma.
- Justin, venha cantar para ele. – Melissa, provavelmente, disse de algum lugar da sala.
- Justin, esses são Tyler e Max. – Justin os cumprimentou com um aperto de mão e voltou a me olhar. – Venham, vou levá-los ao meu escritório e podemos conversar melhor. – Scott disse aos garotos, Tyler parou do meu lado.
- Tudo bem? – Ele sussurrou.
- Eu vou com vocês. – Levantei a cabeça e o puxei.
- Meggy, espere. – Justin segurou meu braço.
- Vá cantar para o seu filho, Justin. – Disse e soltei-me, entramos na sala do Scooter, Tyler estava impressionado com os detalhes, coisa de agentes. Sentei em uma poltrona e fiquei rodando.
- Como iremos tirar James e Elena de lá? – Scooter perguntou ao Max, e eu comecei a prestar atenção em tudo, eles perceberam e me olharam. – Meg, vá levar o Tyler para conhecer a casa.
- Não, ele pode fazer isso sozinho. – Disse fria.
- Venha logo, mimada. – Tyler me puxou e adivinha quem o destino colocou no corredor? Sim, Melissa. – Olá. – Ty disse, simpático, belisquei o braço dele. – Ai. – Fuzilei-o com os olhos.
 - Mel, onde coloquei o cel... – Justin parou de falar e me encarou.
- Está comigo, amor. – Melissa aproximou-se dele e o beijou, senti o ódio me consumir.
- Melissa, vá indo para o carro, vou falar com o Scooter. – Justin disse e ela foi, emburrada, ele voltou a me olhar. – Precisamos conversar.
- Não, não precisamos. – Disse fria.
- Ela só está passando um tempo aqui...
- Justin, você não me deve explicações. – O interrompi, notei que Tyler tentava sair dali, então segurei seu braço.
- Megan, escute o cara. – Tyler disse, olhei-o nervosa. – Na boa, não me coloque nessa confusão. – Ele se soltou e entrou na sala do Scooter, de novo.
- Não me ignore, por favor. – Justin levantou meu queixo e olhou em meus olhos.
- A barriga dela está enorme. – Desviei o olhar e tentei me afastar, mas Justin puxou minha cintura.
- Não se afaste. – Ele sorriu fraco e acariciou meu rosto. – Senti tanto a sua falta.
- Quantos meses? – Perguntei.
- Meggy, não faça isso...
- Justin, é impossível cogitar sentir algo por você, com a Melissa grávida e morando aqui. – Afastei-me.
- Eu posso resolver isso...
- Não Justin, eu me sentiria horrível se vocês se separassem por minha causa. – Senti uma lágrima percorrer meu rosto. – Eu vou embora com Max e Tyler e você vai fingir que eu não estive aqui, vai viver sua vida com a mãe do seu filho...
- Para com isso Megan, você sabe que eu não sinto nada pela Melissa, sabe que essa criança não vai mudar o que eu sinto por você. – Ele estava irritado. – O tempo todo você fica colando a criança nessa história, como desculpa. Se não gosta mais de mim, diga, não fiquei inventando motivos para se afastar. – Ele alterou o tom de voz, estava quase gritando.
- Eu uso a criança como desculpa, são os fatos...
- O único fato aqui é que nada que eu diga, irá fazer você parar com esse drama estúpido. – Justin me olhava com raiva.

- Drama? – Senti vontade de apertar o pescoço dele.
- Eu te disse que te amo, duas vezes e você simplesmente ignorou, disse “Eu sinto muito”. Faz ideia do quanto isso me machucou?
- E você acha que eu não tive que passar por cima de todos os meus sentimentos para dizer aquele “Sinto muito”? Você acha mesmo que eu sinto muito?
- Eu acho que você está fazendo o possível para se afastar... É esse Tyler? Ele é todo bonitão, forte... Você gosta dele?
- Não é possível. – Ri irônica. – Cala a boca.
- Então é ele!
- Justin, você está maluco...
- Por que não o chama aqui e diz na minha cara que estão juntos. – Ele parecia um psicopata falando, eu não conseguia acreditar no que ele dizia.
- Não estamos juntos, Tyler só está me ajudando.
- Ajudando a me esquecer? Ele deve passar muito tempo te “ajudando”. Já dormiram juntos?
- CALA A SUA BOA. – Empurrei-o conta a parede, Scooter abriu a porta e nos olhou.
- O que estão fazendo crianças? – Desabei em lágrimas e fiquei olhando Justin, com ódio.
- Está bem Meg? – Tyler me abraçou e Justin saiu dali, depois de socar um vaso de flores e quebrá-lo em pedaços, abracei Tyler e deixei as lágrimas rolarem.
- Será possível que vocês nunca se entenderão? – Scooter desabafou. – JUSTIN, VOLTE AQUI!

(play)
Justin POV

Disse para Melissa passar a noite na casa do irmão dela, ela reclamou, mas não tinha escolha, Scooter havia me pedido. Voltei para casa, entrei e Max dormia na sala, subi a escada e parei em frente o quarto de hóspedes, ouvi um choro baixo, respirei fundo e abri a porta. Megan e Tyler me olharam, os dois estavam sentados na cama, de frente um para o outro.
- Me desculpem, e-e-eu... – Gaguejei, Tyler levantou e colocou as mãos no bolso da calça.
- Acho que vocês precisam conversar... – Ele disse e Megan o olhou e balançou a cabeça.
- Não, não Ty. – Ele sussurrou e ele caminhou em minha direção.
- Ela te ama cara, pare de dizer besteiras... Ah, e se fazê-la chorar, de novo, eu quebro tua cara. – Ele disse e saiu dali, olhei Megan e entrei no quarto, aproximei-me e sentei ao lado dela.
- Primeiramente, me desculpe. – Disse a olhando, segurei suas mãos. – Por cada palavra que eu disse mais cedo...
- Como pode insinuar que eu dormi com alguém... Justin, eu preferiria receber uma facada a ouvir isso de você... – Ela chorava.
- Eu sei, eu sei meu amor. – Aproximei-me e segurei seu rosto. – Me perdoe. – Encarei seus lábios, eu queria muito beijá-la, sinto tanta falta de tê-la em meus braços.
- Justin... – Ela olhou em meus olhos. – Eu preciso te dizer uma coisa...
- Não, espere. – Ela não pode dizer que vai embora. – Deixe-me mostrar que o que eu sinto por você é real...
- Mas é importan... – Calei-a com um beijo, foi uma mistura de saudade e vontade, ela também sentia falta disso, eu sinto.
- Justin... – Megan partiu o beijo e olhou profundamente em meus olhos. Respirei fundo e milhões de coisas passaram por minha mente, pensei em tudo o que poderia vir a seguir. – Eu te amo.
- Você o quê? – Eu não acreditava no que havia ouvido, talvez tenha me enganado.
- Eu te amo. – Ela repetiu, sorrindo.
- M-m-me ama? – Sorri confuso e feliz.
- Sim, bobão. – Meggy me deu um selinho.
- Ai meu coração, está tão acelerado. – Disse rindo e a beijei. – Eu também te amo, te amo muito, muito, muito, muito mesmo. – Lhe dei centenas de selinhos. – Muito.
- Ok. – Os olhos dela brilhavam. – Só me beije, Justin. – Ela me puxou e nos beijamos.
[...]
Meggy estava deitada em meu peito, nossos dedos estavam entrelaçados, víamos um filme de comédia.
- Seu coração está acelerado. – Ela disse, com a mão em meu peito.
- Dizem que nosso coração acelera quando estamos com a pessoa que amamos. – Sorri e lhe dei um selinho.
- Justin... – Meggy olhou em meus olhos. – O que vai acontecer amanhã?
- Como assim amor? – Franzi a testa.
- Quando eu for embora...
- Você não tem que ir embora. – Nos arrumamos na cama e ficamos nos olhando. – Você pode ficar aqui Meggy... Agora, você sabe que Scooter não é o vilão da história.
- Mas Nick poderia vir atrás de vocês e seria minha culpa...
- Não vamos pensar nisso agora Meggy, eu só quero ficar com você. – Puxei sua cintura e colei nossas testas. – Senti falta de tê-la em meus braços. – Sorrimos um para o outro. – Mas, Meggy, o que aconteceu para esses caras terem que te ajudar?
- Não vamos falar disso amor. – Ela me abraçou e ficamos assim, coladinhos, por um longo tempo. Dormimos abraçados.
Continua...

terça-feira, 30 de abril de 2013

"The Mission" - Cap. 17




Megan POV

Estava olhando a vitrine de roupas, Max havia me dado dinheiro para comprar o que eu quisesse. Tyler estava experimentando uma roupa, olhava no espelho o tempo todo, como ele é gato, socorro.
- Hey Megan. – Tyler me chamou, aproximei-me. – Essa está boa?
- Sim. – Sorri, o analisando. Ele vestia uma blusa branca e uma camisa xadrez por cima.
- E você, não vai comprar nada? – Ele perguntou.
- Vou. – Voltei a olhar as roupas, peguei algumas, mas não experimentei nada, estava preocupada e ansiosa, eu queria falar com Justin, dizer que estou bem.
[...]
- Meg, o que acontece? Está tão quietinha hoje. – Ty sentou ao meu lado, na cama – estávamos em um hotel –, ele me olhou.
- Eu queria saber o motivo de meu pai e Scooter terem brigado. – Disse, o olhando.
- Talvez Max saiba. Max! – Tyler o chamou, Max, que assistia TV, nos olhou. – Conheceu o Scooter? – Max arregalou os olhos e levantou.
- S-s-scooter? – Ele gaguejou.
- Scott Braun. – Disse.
- Como sabe dele?
- Eu estava morando com ele, Nick dizia que Scooter que havia sequestrado os meus pais e que eu devia descobrir alguma coisa, na casa dele. – Expliquei resumidamente.
- Ele nos disse que você estava morando com sua avó. – Tyler disse, confuso.
- Mas você conhece o Scooter? – Perguntei ao Max.
- Sim.
- E sabe o motivo de ter brigado com o meu pai? – Max arregalou os olhos, mais uma vez.
- Você não precisa saber Meg, é assunto deles. – Ele respondeu e desviou o olhar.
- Mas...
- Morou lá por quanto tempo? – Ele me interrompeu.
- Não sei, talvez dois meses. – Dei de ombros. Max e Tyler ficaram se olhando, mas não diziam nada. – Por que eu não posso saber?
- Você pode saber, mas não sou eu que contarei. – Ele estava nervoso, encarei-o.
- Vocês podem me emprestar um celular? – Perguntei, irritada.
- Para quem ligará? – Max me olhou, desconfiado.
- Justin.
- O sobrinho d...
- Sim, o sobrinho do Scott, algum problema? – O interrompi.
- São namorados? – Ele sorriu malicioso. – Ela tem um namoradinho. – Max fez piada e Tyler riu.
- Engraçado, agora você pode me emprestar a droga do celular? – Estendi a mão ao Tyler e ele me entregou o aparelho.
- E para sua informação... Ele não é meu namorado. – Sai dali, batendo a porta, caminhei até o fim do corredor e disquei o número dele.

Justin POV

Estava no hospital com Melissa, ele havia passado mal ontem à noite. Isso tem se tornado constante e eu estou com medo do que pode acontecer. Fiquei esperando alguma informação, quando meu celular tocou, o número era desconhecido.
“Alô?” – Disse nervoso, minhas mãos tremiam.
“O-o-oi Justin” – Ela gaguejou, meu coração disparou.
“Meggy? Meggy, é você?”
“Sim” – Parecia estar chorando.
“Você está bem? Meu amor, onde você está?” – Levantei e fiquei andando de um lado para o outro. E se ela estiver em perigo?
“Não sei, não sei onde estou, mas estou bem”
“Está sozinha?”
“Não, estou com Max, um amigo do meu pai... Eu sinto sua falta” – Eu ia respondê-la, mas senti uma mão em meu ombro.
- Senhor Bieber. – Era o médico, afastei o celular do ouvido. – Precisamos do Senhor na sala de exames.
- Só um segundo.
- É urgente, Melissa esta descontrolada. – Ele parecia tenso.
“Meggy, eu preciso ir, nos falamos depois”
“Esta com Melissa?”
“Não... Sim, estou, ela passou mal, estamos no hospital”
“Ah sim, me desculpe por atrapalhar”.
“NÃO, não, espere...” – Ela desligou. Droga, droga, droga. Acompanhei o doutor.
[...]
Abri a porta de casa e ajudei Melissa a caminhar, ela estava péssima, reclama de dor o tempo todo. Scooter estava sentado no sofá e nos olhou, ele levantou e me ajudou com Melissa.
- Pode levá-la ao quarto? – Perguntei.
- Você não vem Justin? – Melissa perguntou, me olhando.
- Preciso fazer uma ligação, eu já vou. – Disse e Scooter a levou, caminhei até a cozinha e liguei para o número que Meggy ligou.
“Alô?” – Era voz de homem.
“Posso falar com a Megan?”
“Quem é?”
“O namorado dela.” – Disse e ouvi uma risada, “Meg, seu namorado no celular”, ele disse. “Ele não é meu namorado”.
“Justin, eu só liguei para dizer que estava bem e...” – Ela disse fria.
“Meggy, por favor, volte para mim.” – A interrompi.
“Você vai ser pai Justin...”
“Mas eu não preciso estar com a Melissa para isso, eu não sinto nada, NADA, por ela.” – Megan ficou em silêncio. – “Eu te amo Meggy”.
“Eu sinto muito Justin” – Ela desligou a ligação, mais uma vez, fiquei olhando a tela do celular. Eu a amo.
Olhei para o armário e vi uma garrafa de vinho, peguei e abri. Caminhei, lentamente, de volta para a sala e me joguei no sofá, aproximei a garrafa da boca e ouvi a voz da Megan ecoar em minha mente, “Você é melhor que isso”. Bebi um gole daquilo, em poucos minutos, já havia bebido toda a garrafa. “Você não precisa disso”. Ouvi passos na escada e escondi a garrafa.
- Justin? Melissa está te esperando. – Scooter disse, me olhando.
- Eu já vou. – Disse frio.
- Esta tudo bem? – Ele sentou ao meu lado.
- Sim. – Menti. – Eu vou dormir. – Levantei e fiquei o olhando, como esconderia a garrafa?
- O que tem ai atrás? – Ele olhou, mas virei-me. – Justin... – Scooter levantou e puxou meu braço. – Não acredito. – Ele pegou a garrafa da minha mão. – Bebeu tudo isso?
- Me deixe Scooter. – Dei as costas, mas ele me segurou.
- O que aconteceu? – Ele me olhou, confuso.
- Eu falei com a Meggy. – Abaixei a cabeça. – Ela desligou, na minha cara.
- E se a ligação caiu? Você ligou de novo?
- Eu disse que a amo e ela falou “Eu sinto muito”. – Disse irritado. – Sinto muito? Eu nunca me arrependi tanto de dizer algo.
- Calma Justin, vocês são novos, a mãe do seu filho está aqui, e esta muito doente, é com ela que você deve se preocupar.
- Eu sei... Mas não é tão simples assim... – Deixei a garrafa na mesa e subi a escada. Parei em frente a porta do meu quarto e respirei fundo, abri a porta e vi Melissa deitada, em minha cama. Aproximei-me e ela sorriu fraco. – Vou dormir no quarto de hóspedes. – Disse, mas ela segurou minha mão.
- Fique aqui Jus, fique comigo. – Ela olhava em meus olhos. – Por favor? – Assenti e deitei ao seu lado, ficamos nos olhando, Melissa se aproximou e me beijou, correspondi. Foi a primeira vez que beijei outra garota desde que disse tudo o que eu senti à Megan. – Por que você não gosta de mim? – Melissa sussurrou.
- Eu gosto Melissa, mas não como você gostaria... Não podemos escolher isso. – Disse, olhando em seus olhos. – Eu sinto muito.
- Não! Só sinta muito se for amor. – Ela se aproximou novamente e me deu outro beijo, mas esse foi mais intenso. Melissa puxava minha camisa, enquanto nossos lábios se tocavam, abri os olhos e afastei-me.
- Eu não posso. – Arrumei a camisa e levantei da cama.
- Por que não? – Mel me olhava, triste. – Você tem outra?
- Melissa, por favor. – Virei-me.
- Justin, estou esperando um filho seu, nós já fizemos isso antes. – Ela parecia impaciente, agora. Fiquei a olhando e o “Sinto muito” da Megan ecoou em minha mente, encarei Melissa e me aproximei, nossos lábios se tocaram e eu só conseguia pensar em Megan.
- Eu não quero apressar as coisas... – Afastei meus lábios dos dela e sussurrei. – Vamos com calma, Mel. – Beijei sua testa e levantei. – Boa noite.
- Não vai dormir aqui? – Ele me olhava confusa.
- Não, ainda não. – Sai dali e caminhei até o quarto de hóspedes, joguei-me na cama e fechei os olhos, preciso dar um tempo para mim.
Continua...

Mesninas do Mistletoe Ane Borges Joana Margarida @raiinhadapacoca aaaawn, valeu :3 eu estava com medo de vocês não gostarem haha ssad
bia4ever respondi lá no comentário, não sei se você viu...

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