terça-feira, 11 de março de 2014

"Falling" - Cap. 37




Os dias foram passavam e cada vez mais o Justin ficava mais pálido e aparentemente cansado. Eu estava indo todos os dias na casa dele para estudarmos juntos, mas ele não aguentava nem manter os olhos abertos. O pior é não poder ajudá-lo.
Fechei o livro com força e Justin abriu os olhos assustado, ele esfregou os dedos nos olhos e tentou continuar com eles abertos.
- Me desculpe, vamos continuar. – Ele arrumou a coluna e me olhou esperando algo.
- Chega Justin. – Levantei e guardei aquela pilha de livros. – Não vai adiantar estudar assim.
- Me desculpe, eu não tenho dormido muito bem.
- Me conte. – Aproximei-me e sentei de frente para ele. – Você está se acabando com esse segredo.
- Você nunca me perdoaria Elizabeth. – Justin abaixou a cabeça e começou a chorar.
- Justin, eu preciso saber. – Levantei seu rosto e ele me olhou com medo. Justin ficou chorando por alguns minutos, eu segurava suas mãos e o olhava, meu coração se partia um pouco a casa lágrima que caía de seus olhos.
- Eu fiz isso por medo. Eu não sou ruim. – Justin engoliu o choro e olhou em meus olhos. – Bill se aproximou de mim outro dia na escola e começou a falar o quão linda você é, falou que minha irmã é tão nova para morrer e isso me assustou muito, eu sei o quão perigoso ele é.
- Eu odeio dizer isso, mas eu tenho vontade de matar esse babaca. – Disse com raiva.
- Não diga matar. – Justin abaixou a cabeça e soltou um suspiro. – Ele disse que vocês duas estariam salvas de qualquer perigo, se eu o ajudasse em algo, eu aceitei sem nem perguntar o que era.
- Eu sabia que era ele que estava fazendo isso com você.
- Bill me levou até um sitio na estrada para a capital... Ele estava tranquilo e até ria. Quando chegamos em um tipo de cabana no meio da mata, Bill apontou uma sacola preta no chão e me mandou abrir. – Estava sendo duro para o Justin dizer isso, tinha muita dor e medo em seus olhos, segurei sua mão mais firme. – Era um corpo. Um corpo de um cara.
- O que? – Perguntei assustada, eu não esperava isso, não de novo.
- Ele matou um cara que estava cobrando dinheiro dele. – Justin respirava ofegante por causa do choro. – Bill é mais perigoso do que qualquer de nós pode imaginar, ele está completamente fora de si.
- O que você tem a ver com isso Justin? – Estava com medo de ouvir o resto da história.
- Bill disse que eu precisava ajudá-lo para manter vocês seguras. – Justin olhou nos meus olhos com medo da minha reação. – Ele fez eu ajudá-lo à “limpar” a cena do crime e enterrar o cara. Por isso eu tenho chegado sujo e cheirando produtos de limpeza, ele limpou qualquer vestígio de que matou alguém naquela cabana.
- Justin... – Soltei suas mãos e me afastei horrorizada. – Por que não avisou a polícia, eles podiam prendê-lo e você estaria livre.
- Você acha que eu não pensei nisso? Eu fui até a delegacia outra noite, ficarei encarando a porta pensando no que fazer e Bill me ligou, ele estava me seguindo e disse que se eu pensasse em entrar ali, minha irmã estaria morta, então quando cheguei em casa, ele estava aqui, conversando com a minha mãe e brincando com o presente que deu para minha irmã. Elizabeth, eu não posso fazer nada que machuque vocês três.
- DROGA! – Levantei nervosa e comecei a chorar, Justin me abraçou.
- Eu não sei o que fazer, eu estou perdido, estou no escuro e qualquer movimento que eu faça pode machucar alguém que eu amo. – Justin voltou a chorar e ali estávamos nós dois chorando juntos.
- Hei. – Controlei minhas lágrimas para tentar acalmar Justin. – Nós vamos encontrar um jeito de resolver isso.
- Não, nós não vamos fazer nada. Você não vai fazer nada. – Justin mudou a expressão rapidamente. – Você vai me prometer que não irá fazer nada.
- Ele não vai parar de te ameaçar. – Disse irritada.
- Eu aguento. - Justin olhou para o chão.
- Aguenta? Justin olhe para você. Você não tem dormido há dias, isso está te fazendo muito mal.
- Eu aguento! – Ele repetiu.
- Não irei prometer nada. – Peguei minha mochila e coloquei nas costas.
- O que vai fazer?
- Vou para casa e depois eu volto, vou pedir pra minha mãe para eu dormir aqui, tudo bem? – Perguntei me aproximando, Justin assentiu. – Eu fazer você dormir, bebê. – Brinquei e Justin sorriu fraco, selei nossos lábios e o beijei. – Eu já volto amor. – Sorri tentando lhe passar um pouco de confiança, Justin suspirou e soltou minha cintura. Saí do quarto dele e desci a escada. Perguntei para a mãe do Justin se eu poderia dormir ali e ela aceitou.
- O que ele tem, querida?
- Justin precisa tirar notas boas nas provas e tem o time, ele está cheio de coisas na cabeça e isso está o atormentando um pouco.
- Ele não conversa mais comigo, nem brinca mais com a irmã. – Ela disse triste. – Você faz bem pra ele.
- Eu meio que o obrigo a me contar as coisas. – Disse rindo. – Mas logo Justin voltará a estar de bom humor, eu vou ajudá-lo com os problemas. – Sorri fraco. – Bom, vou falar com minha mãe e daqui a pouco eu volto. – Abracei-a e corri até a porta.

[...]
Justin tomou banho e deitou na cama, eu o segui com os olhos enquanto meus dedos mudavam a TV para qualquer canal. Justin não disse nada, ele arrumou o travesseiro e se acomodou. Desliguei a TV e deitei virada para ele, depois de alguns minutos o olhando, Justin finalmente me olhou.
- Odeio te ver triste. – Disse com o coração partido.
- Desculpe. – Os olhos dele estavam marejados e em volta estavam muito vermelhos, ele deve ter chorado muito no banho. Continuei o olhando, Justin passou os braços por mim e me abraçou, aconcheguei-me em seu peito.
- Eu estou aqui, sempre estarei. – Segurei sua mão, que cariciava meu braço. – Olhei para Justin e uma lágrima caiu de seus olhos. – Nada vai acontecer com ninguém, ok? – Justin só assentiu. – Fala comigo. – Quase implorei.
- Como foi no trabalho hoje? – Ele perguntou sorrindo.
- Mais ou menos, eu ainda me sujo toda de sorvete, mas é legal. – Disse rindo. – E como foi o treino?
- Eu não estou sendo um bom capitão. – O sorriso dele sumiu.
- Você é o melhor capitão que aquela escola já teve. – O silencio voltou a deixar um clima triste no quarto. Justin estava muito mal mesmo, pior do que eu imaginava. – Amanhã nós iremos ao hospital. – Disse e ele me encarou confuso.
- Você não pode ficar em depressão e essa tristeza toda está te levando a isso.
- Vou ao hospital fazer o que? Contar que eu enterrei um cara que meu amigo, ou melhor, quem eu pensava ser meu amigo, matou?
- Não, mas você precisa se sentir menos triste e culpado.
- Eu não vou a hospital algum Lizzie, eu estou bem. – Justin segurou meu pescoço e me beijou. – Olha essa gata aqui na minha cama, você acha mesmo que eu vou ficar depressivo? – Ele brincou.
- Bobo. – Empurrei-o rindo, Justin me segurou e me beijou de novo.
- É ótimo saber que tenho você. – Sussurrou olhando em meus olhos. – De verdade, me faz um bem danado.
- Eu fico tão encantada de lembrar a gente brigando no começo do ano e olhar para nós agora. Justin, estamos noivos! – Disse quase sem acreditar.
- Eu gostava de te provocar, você ficava toda estressadinha, mas era apaixonadinha por mim.
- Não era não. – Disse séria.
- Mas eu te conquistei de jeito. – Justin ria.
- Olha quem está falando, o maior galinha da escola e agora só tem olhos para mim. Quem é que conquistou de jeito? – Provoquei de volta e Justin gargalhou.
- Você me pegou de jeito. – Ele puxou minha cintura e mordeu os lábios.
- Vamos dormir, amanhã tem aula. – Lhe dei um selinho e virei, Justin me abraçou e começou a sussurrar uma música. – Sua voz. – Disse de olhos fechados. – Amo ouvi-lo cantando. – Eu estava de costas, mas sei que Justin estava sorrindo enquanto continuava murmurando uma música para mim. 
Continua...

Gente, eu nem olhei se tem algum erro, passei rapidinho pra postar porque ta tudo muito corrido, então me avisem se tiver algo errado. Beijos!

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