domingo, 3 de novembro de 2013

"Falling" - Cap. 02



Caminhava para o ponto de ônibus, quando vi o garoto da sala de produtos de limpeza parar o carro. Ele desceu e começou a conversar com uma garota, que provavelmente também ia para o ponto. Revirei os olhos ao ver que eles iriam se beijar e continuei caminhando. Estava perto do ponto, quando ouvi uma buzina.
- Bom dia, amiga. – Eve disse sorrindo, olhei para o carro e depois para o Brandon.
- Entra aí Beth. – Brandon disse rindo.
- Beth? Pelo amor de Deus, Brandon. – Entrei no carro e nós fomos juntos para a escola, Brandon é meu amigo desde que tínhamos cinco anos, ele sempre foi o ouvinte dos meus problemas, mas não o contei sobre o câncer ainda e espero que Eve não tenha contado.
Descemos do carro e Eve me abordou:
- Bran perguntou por que você estava chorando ontem.
- Você contou? – Perguntei desesperada.
- Não, é claro que não. – Ela afastou-se e Bran abraçou-a.
- Está apaixonada, Liza? – Brandon perguntou me olhando.
- O que? – Olhei-o.
- Te vi chorando ontem... Algum garoto está te tirando o sono?
- Cala a boca Brandon! – Soquei seu braço e nós rimos.
- Por que estava chorando? – Ele me olhou sério e nós começamos a andar.
- Bran... – Parei e eles pararam também. – Eu estou doente.
- O que? O que você tem? – Me olhou e perguntou desesperado, olhei Eve e seus olhos estavam cheios de lágrima, ela se soltou e saiu correndo dali. Abaixei a cabeça e segurei as lagrimas. – Liza? – Bran levantou meu rosto.
- Eu tenho câncer, Brandon! – Sussurrei e ele ficou me encarando, exatamente como Eve fez, mas depois ele me abraçou forte e nós choramos juntos.

[...]
- Opa, opa, opa! – O garoto do time de futebol se afastou da garota que ele beijava e me seguiu. – Olá, marrentinha.
- Me deixe em paz garoto. – Acelerei o passo.
- Está chorando? – Ele parou em minha frente.
- O que você quer? – Enxuguei meu rosto e olhei.
- Que me apresente sua amiga. – Sorriu malicioso e apontou Eve.
- Ela tem namorado. – Desviei dele e continuei andando.
- Isso não é um problema. – Olhei para o lado e ele ainda me acompanhava.
- POR QUE VOCÊ NÃO VAI SE F... – Parei quando vi que o inspetor me olhava.
- Calma...
- Garoto, você é um imbecil. Como consegue ser tão patético?
- Você que é sem graça. – Ele deu meia volta e continuou caminhando para o outro lado.
[...]

Entrei em casa e Maisie estava jogada no sofá, com um cigarro entre seus lábios, dei um passo para trás e prendi a respiração.
- Eu comprei comida, está no forno. – Ela disse sem me olhar. Mamãe não sabe sobre o câncer, eu não contei ainda e papai também não, ele prometeu guardar segredo. – Elizabeth, quando seu pai vai voltar para a Inglaterra?
- Amanhã. – Disse e caminhei em passos apressados para a cozinha.
- Diga àquele imprestável para ficar longe de você, porque você quer morar comigo.
- Eu não sei se eu quero continuar morando com você, Maisie. – Disse, temendo a reação dela.
- Como é? – Maisie levantou e me encarou.
- Você nem se preocupa em perguntar o que eu fui fazer no hospital, mãe! Você nunca se preocupa. – As lágrimas já se formavam em meus olhos.
- Isso não é verdade!
- NÃO É VERDADE? – Gritei, irritada. – EU ESTOU COM CANCÊR NO PULMÃO POR CAUSA DESSES SEUS GIGARROS, VOCÊ SE IMPORTA? – Gritei ainda mais alto e desabei em lágrimas.
 - Pare de brincar com coisa séria, Elizabeth.
- Você nunca quis que eu morasse com você, eu sei que você só quer o dinheiro do meu pai. – Ela ficou me olhando por um bom tempo, até eu sair dali e correr para o meu quarto.

Peguei meu celular e fiquei olhando as novas mensagens, milhares só do Brandon perguntando como eu estava. Respondi uma com “estou bem”. E em minutos meu celular estava tocando.
“Liza, estou indo te buscar para irmos ao jogo de futebol da escola.”
“Jogo de futebol? Sério Bran?”
“Sim, estou ai em cinco minutos!” – Eu sabia que não ia adiantar dizer não, então tirei o pijama e coloquei um vestido, uma sapatilha e peguei minha bolsa. Tentei sair de casa sem ser vista, mas mamãe estava do lado de fora, fumando.
- Aonde vai? – Perguntou e apagou o cigarro.
- À escola. – Dei os ombros e vi o carro do Bran se aproximar.
- Precisamos marcar uma consulta médica...
- Papai já fez isso, ele vai me levar amanhã antes de ir embora... Não voltarei tarde. – Disse quando Brandon estacionou.
- Se cuida, filha. – Maisie disse, preocupada.
Continua...

rafaella é que o email é da minha irmã e ela que fez o blog, ai fica o nome dela :)
Anônimo simmmmmmmmm, melhor livro do mundo

Que bom que estão gostando <3

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

"Falling" - Cap. 01






 Os meus passos estavam lentos, meus olhos enxergavam apenas o fim do corredor, tudo em volta era sem importância no momento. Parecia que eu estava naqueles filmes onde tudo fica em câmera lenta e sua vida passa diante dos seus olhos em alguns segundos, era como se o meu mundo não fizesse mais sentido. O sinal tocou e eu parei de andar, minha visão voltou ao normal e a velocidade com que as pessoas andavam aumentou, fiquei parada no corredor, vendo-o ser esvaziado.
- O que está fazendo aqui fora Senhorita Bradshaw? – O professor de História me olhava, não o respondi e caminhei para dentro da sala, sem olhar para trás.
- Liza. – Eve virou-se e sorriu para mim, quando sentei atrás dela. – Brandon me pediu em namoro. – Ela estava muito animada.
- Legal. – Foi o que consegui falar, então abaixei a cabeça e debrucei sobre a mesa. Eu não queria ser grossa, mas eu não estava bem.

- Senhorita Bradshaw, poderia vir fazer a resolução desse problema na lousa? – Perguntou o professor de álgebra.
- Não. – Disse ao abrir os olhos.
- Você vem à escola para dormir, Senhorita Bradshaw? – Ele estava surpreso com a minha resposta, porque eu sempre respondo as questões.
- Não, venho porque sou obrigada. – Respondi mais uma vez e comecei a guardar o material, sabia o que viria depois.
- Se retire da minha sala, por favor. – Ele abriu a porta, levantei e caminhei para fora da sala. – Não vou te dar uma anotação, mas é bom que tenha uma explicação para estar agindo assim. – O professor fechou a porta e eu encarei o corredor, decidindo por onde seguir. Direita. Caminhei para a direita e abri a porta de uma sala, onde havia uma placa escrita “não entre”. Tanto faz. A cena que presenciei não foi agradável, um garoto com o uniforme do time de futebol estava se atracando com uma líder de torcida.
- O que está fazendo aqui garota? – Ele me encarou.
- O mesmo que vocês, me escondendo. – Entrei, fechei a porta e acendi a luz, então eles começaram a arrumar suas roupas, que por pouco não foram tiradas.
- Você não pode ficar aqui. – Ele disse irritado.
- Vocês também não. – Sorri falsa e sentei no canto da sala cheia de produtos de limpeza.
- Vou para a sala, depois nós continuamos. – A menina disse com uma voz irritante e antes de sair, quase engoliu os lábios do garoto.
- Pode deixar que eu te ligo. – Ele disse com um pouco de desprezo e depois me encarou.
- A coitada ainda acredita em você. – Ri, encarando minha agenda.
- Por que está se escondendo, nerdizinha? – Ele sentou ao meu lado.
- Não te interessa.
- Nossa, está irritada?
- Cara, por que não vai procurar outra vadia que vai cair na sua história de “eu te ligo”. – Estava ficando realmente irritada.
- Eu vou ligar... Um dia, quando eu precisar. – Ele começou a rir.
- Que nojo de você. – Levantei e caminhei até a porta. – Devia ter vergonha.
- Vergonha de poder ter a mulher que eu quiser? – O garoto levantou e se aproximou, olhei em seus olhos.
- Vergonha de não conseguir ser amado por nenhuma delas. – Sai dali e caminhei para o banheiro. Olhei-me no espelho e vi uma lágrima percorrer meu rosto, enquanto eu imaginava como estaria em algumas semanas.

No refeitório, enquanto eu aguardava na fila, vi Eve procurando por alguém e encontrei seus olhos, ela começou a caminhar em minha direção e eu rezei para que não perguntasse o que eu tinha ou se eu estava bem.
- Finalmente te encontrei. – Ela sorriu fraco. – O que aconteceu mais cedo, por que agiu daquela forma? – Ela não perguntou, mas se eu for responder essa pergunta com a verdade, terei que dizer que não estou bem e que tenho algo, assim receberia mais perguntas.
- Depois conversamos. – Andei e peguei uma bandeja.
- Liza, você está escondendo algo. – Eve me seguia, enquanto eu enchia minha bandeja.
- Não estou escondendo nada, depois nós conversamos! – Repeti e Eve me virou, derrubando meu copo de suco que estava equilibrado na bandeja.
- Você vai conversar comigo agora. – Ela me puxou para uma mesa e nós sentamos, fiquei a olhando. – Liza, você nunca responderia um professor, ainda mais o de história... Tem algo muito sério acontecendo. – Eve ficou me olhando, esperando uma resposta.
- Tudo bem, eu não posso ficar escondendo isso por muito tempo mesmo. – Disse e olhei nos olhos dela. – Ontem, quando fui ao hospital com meu pai, eu passei mal e fiz alguns exames... – Senti as lágrimas encherem meus olhos. – Os exames mostraram que eu tenho um problema sério.
- O que? – Eve segurou minhas mãos.
- Eve, eu tenho câncer nos pulmões. – Disse e desabei em lágrimas, mais uma vez. Eve ficou paralisada, ela não conseguia dizer nada. – É algo recente, mas eu podia ter prevenido se...
- Se sua mãe...
- Sim, minha mãe tem uma parcela grande de culpa. – Abracei Eve e nós choramos juntas.
Continua...

E aí garotas? O que acharam desse primeiro capítulo? Comentem!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Hey!

E aí gente, tudo bem com vocês?

Bom, todo mundo ta perguntando se eu vou postar outra fic e tal, vocês querem outra?
Eu comecei a escrever uma história, mas antes de começar a postar, eu queria avisar que eu não terei dia certo ou o quanto vai demorar de um capítulo para o outro. Minhas notas abaixaram e como é o último bimestre, preciso recuperar, além dos vestibulares... Então é isso, vocês querem que eu poste?


Atualização:
Em breve eu posto o primeiro capítulo, agora está muito corrido, mas aguardem!

sábado, 21 de setembro de 2013

"The Mission" - Cap. 40 - FINAL




Megan POV

Os dias se passavam e eu ainda lembrava os olhos de Nick brilhando, enquanto ele dizia que me amava e queria ser feliz ao meu lado, eu não conseguia esquecer a cena dele no chão, sangrando muito, mas me senti menos culpada com as conversar que tive com Scooter. Ele me disse que teve que matar muitas pessoas durante sua carreira de agente e que ainda lembra os rostos deles, implorando por misericórdia, mas o que me deixou calma foi o que ele disse sobre essas pessoas.
- Eles não tiveram misericórdia quando tentaram, à todo custo, conseguir o que queriam, por que eu deveria ter tido antes de matá-los? – Foi o que ele disse.
Eu não matei Nick, mas ele matou pessoas para conseguir o que queria, ele não pensou duas vezes antes de tentar resolver os problemas numa boa, conversando, ele preferiu usar uma arma. E eu não tenho culpa sobre isso.
- Amor? – Justin entrou em nossa casa, recém-comprada, e me olhou.
- Oi. – Deixei os pensamentos de lado e sorri.
- Eu estava passando pela rua, quando vi isso em uma loja. – Ele segurava uma caixa decorada. – Eu sei que ainda é cedo para pensarmos nisso, mas eu... Ah, sei lá, eu só quis comprar. – Ele parecia tímido.
- O que é? – Peguei a caixa e abri, era uma roupa de bebê.
- Está brava?
- Não. Não, meu amor... Eu adorei, e-e-eu... Sim, é cedo para pensarmos nisso, nós vamos nos casar em uma semana, mas eu fico feliz por saber que você quer ser pai outra vez... Eu fico muito feliz por isso.
- Você está triste. – Ele sentou ao meu lado e olhou em meus olhos.
- Não, Justin...
-Meggy, pode dizer, se você não gostou da roupa, eu posso devolver...
- Não é a roupa, eu só estava pensando...
- Pensando no que? – Ele franziu a testa, olhei-o e soltei um suspiro.
- Isso importa? – Fique pensando. – Eu acho que já passou da hora de esquecermos o que aconteceu no passado e vivermos nossa vida...  – Pensei alto.
- Nós estamos fazendo isso. – Justin estava confuso.
- Eu não estou! Eu não estava... – Sorri e encarei Justin. – Eu vou me casar com você e nós vamos ser o casal mais feliz desse país. – Eu ainda sorria.
- Sim, nós iremos. – Justin sorria.
- Eu te amo Justin. – Abracei sua cintura e olhei em seus olhos.
- Eu também te amo Meggy. – Justin beijou minha bochecha e sorriu. – Mais do que você pode imaginar. – Meus olhos começaram a lacrimejar.
- Nada vai nos impedir de ser feliz, nada. – Fechei os olhos e o abracei forte.

Exatamente uma semana depois, eu estava no meu antigo quarto, na casa do Scooter, na frente do espelho, tentando me maquiar, mas minhas mãos tremiam.
- Ah, merda. – Joguei o lápis na cômoda e desisti de me maquiar. Eu estou nervosa. Meu estômago está embrulhando desde quando acordei, e eu sei o motivo.
- Meggy? – Era a voz do Justin, meu coração disparou.
- Você devia estar se arrumando. – Disse, aproximando-me da porta.
- Eu estou quase pronto... É que... Meggy, eu... Eu tive uma sensação ruim.
- Sensação ruim? Você já procurou a Lottie? – Ela foi a primeira pessoa que veio em minha mente.
- Sim, ela está brincando no jardim. Todos estão bem, meu amor, eu só não sei você.
- Eu estou, estou ótima. – Disse e pensei e devia lhe contar.
- Tem certeza?
- Você acha que essa supertição de o noivo não poder ver a noiva... É real?
- Não sei, por quê?
- Por que eu queria te abraçar. – Soltei um suspiro.
- Sua mãe me mataria. – Justin riu e um sorriso se formou em meu rosto.
- Justin, feche os olhos. – Disse e ele ficou em silencio. – Pronto?
- Sim.
- Não abra. – Disse e ele riu, abri a porta e o vi ali, parado, com os olhos fechados. Abracei-o forte e beijei sua bochecha. – Nos vemos no altar, meu amor. – Voltei para o quarto e fechei a porta, eu já me sentia melhor.
[...]
Mamãe entrou no quarto, com um copo de água em mãos e sorriu. Continuei amarrando minha sandália, enquanto ela se aproximava.
- Está incrível, querida. – Seus olhos brilhavam. – Eu nem acredito que minha filhinha irá se casar em minutos.
- Tem muita gente lá embaixo? – Perguntei, aflita.
- Todos estão aqui. – Mamãe sorria, me analisando. – É a noiva mais linda que já vi.
- Oh mamãe. – Abracei-a.
- Está pronta? – Ela perguntou, tentando não chorar.
- Sim. Estou pronta. – Disse segurava e respirei fundo, me sentindo segura.
- Então, vamos lá. – Mamãe segurou minha mão e me entregou o buque, para que eu segurasse coma a outra.
[...]
Encontrei papai no final da escada e ele beijou minha testa. Não falamos nada, até chegarmos à porta que dava para o jardim, onde todos estavam. Vi flores e alguns bancos, mas não conseguia enxergar o altar, não conseguia ver Justin. Apartei a mão do papai e soltei um suspiro.
- Fique tranquila, querida. – Ela sussurrou.  – Você não poderia estar mais linda.
- Obrigada papai. – Beijei sua bochecha e de repente a marcha nupcial começou a tocar, senti um frio na barriga, mas tentei manter a calma.
- Meg! – Lottie parou em minha frente e sorriu.
- Hey querida. – Abaixei a abracei-a.
- Eu tenho que entrar. – Ela virou-se e correu até o tapete vermelho.
- Sua vez. – Papai disse e deu passo, me puxando junto. Nós paramos no começo do tapete vermelho e eu encontrei vários olhos em cima de mim, mas só, entre tantos olhares, me acalmava. Justin sorria e seus olhos brilhavam, sorri ao ver que ele mexia as mãos, por nervosismo. A cada passo que eu dava, meu coração acelerava um pouco mais. Papai entrou na frente do Justin, antes dele segurar minha mão. – Cuide dela!
- Sempre. – Justin respondeu e sorriu para papai.
- Seja feliz, querida. – Ele beijou minha testa e afastou-se, Justin entrelaçou nossos braços e nós demos alguns passos até o altar.
- Está linda. – Justin sussurrou.
- E muito nervosa.
- Eu também estou. – Justin riu e beijou minha bochecha. Encaramos o mestre de cerimônia e ele começou a falar. Nós repetimos tudo o que ele pediu e dissemos o “Eu aceito”.
[...]
- MINHA ESPOSA! ELA É MINHA ESPOSA. – Justin me pegou no colo e saiu correndo para dentro da casa, depois que nos despedimos dos últimos convidados.
- Justin, nós temos que ir embora. – Disse, rindo.
- Oh, verdade, não moramos mais aqui. – Ele parecia confuso.
- Não, não moramos. – Meus pés tocaram o chão e Justin segurou minha cintura.
- Então, vamos para a nossa casa. – Justin sorriu e me beijou.
- E Lottie? – Perguntei.
- Eu cuido dela. – Tyler carregava Lottie, que dormia, no colo.
- Ela já dormiu? – Nos aproximamos.
- Sim, podem deixar que eu cuido da princesinha aqui. – Ty sorriu com malícia para mim, revirei os olhos. Justin beijou a testa da Lottie e Tyler a levou.
- Vamos, esposa. – Justin entrelaçou nossos dedos e nós deixamos a casa.

Justin beijava meu pescoço e segurava minha cintura contra seu corpo, sua camisa estava jogada no chão e estávamos quase chegando ao nosso quarto. Empurrei-o para dentro do quarto e ele sorriu para mim, nós deitamos na cama e ficamos nos olhando por um tempo.
- Eu te amo, Megan. – Ele murmurou e me beijou.
- Justin? – Afastei nossos lábios e olhei em seus olhos.
- Sim, querida. – Ele acariciava meu rosto e encarava meus lábios.
- Eu preciso te dizer algo. – Imediatamente, Justin olhou em meus olhos.
- O que? – Ele perguntou, sentei e abaixei a cabeça.
- Eu não tenho certeza, mas eu acho que seremos um número maior, daqui para frente. – Eu estava nervosa, não com medo, mas muito nervosa, Justin parecia confuso.
- Do que está falando?
- Sobre nossa família aumentar. – Peguei a mão dele e coloquei na minha barriga. – Sobre você ser pai, mais uma vez. – Seu queixo caiu e ele ficou me olhando, sem acreditar. – Justin? Fala alguma coisa.
- E-e-eu... Eu, e-e-e-eu... – Ele gaguejou.
- Você?
- Ah meu amor. – Justin me abraçou, eu consegui ver lágrimas enchendo os olhos deles. – Eu não sei o que dizer, eu não consigo acreditar, eu esperei tanto por isso. – Ele beijou minha testa e voltou a olhar minha barriga.
- Justin, você está chorando? – Levantei seu rosto e ele fechou os olhos e algumas lágrimas caíram.
- Tem como negar? – Ele riu e eu balancei a cabeça negativamente.
- Eu fiquei tão feliz quando comecei a suspeitar, mas agora é quase certeza, eu até já marquei os exames.
- Eu estou muito, muito, muito feliz, muito mesmo. – Justin me beijou e ficou olhando em meus olhos. – Obrigado por me fazer feliz, Meggy.
[...]
Uma semana de casados e meus pais virão nos visitar, na nossa nova casa.
- Bom dia, querida. – Justin me abraçou por trás e beijou meu pescoço.
- Boa tarde. – Virei-me e ri da expressão de cansaço dele.
- Precisa de ajuda? – Continuei lendo o livro de receitas que comprei, procurando o que cozinhar para meus pais, Justin abriu a geladeira e pegou a caixa de suco e bebeu nela mesmo.
- Preciso que você vá ajudar Lottie a se trocar, ela subiu há um bom tempo. – Comecei a abrir os armários e procurar por ingredientes.
- ESTOU PRONTA! – Charlotte apareceu na cozinha e deu um giro para mostrar a roupa.
- Está maravilhosa. – Disse eu, sorrindo.
- Parece uma modelo. – Justin pegou-a no colo e lhe deu vários beijos, a campainha tocou e nós nos entre olhamos.
- Mas já? – Franzi a testa e encarei o livro de receitas, começando a entrar em desespero.
- Eu atendo, meu amor. – Justin deixou Lottie no chão e foi atender a porta, comecei a juntar os ingredientes. – MEGGY, QUEREM FALAR COM NÓS DOIS. – Ele gritou e eu franzi a testa, confusa.
- Um segundo. – Gritei e deixei os ingredientes de lado. – Venha, querida. – Estendi a mão para Lottie e a levei para a sala. Fiquei surpresa ao não ver meus pais e sim um homem de meia idade, vestindo terno e gravata.
- Filha, vá brincar no seu quarto por enquanto, quando o almoço estiver pronto, nós te chamamos. – Disse Justin e Lottie assentiu.
- Bom dia Senhorita McGraien. – O homem sorriu para mim e eu fiquei o encarando, confusa. – Deixe-me me apresentar. – Ele pegou algo no bolso. – Meu nome é John... Sou agente da ACOS. – Ele nos mostrou a carteira de identificação, meu coração disparou e eu senti os dedos do Justin se entrelaçarem aos meus.
- O que está fazendo aqui? – Justin perguntou, ele percebeu que eu fiquei desconfortável.
- Eu só quero conversar com vocês. – O homem disse, calmo. – Podemos sentar?
- Claro, fique à vontade. – Justin estava sendo simpático com o homem, ele parecia muito interessado no assunto, sentei-me, ao lado do Justin e nós continuamos a olhar o homem.
- Bom, eu cheguei à direção da ACOS, no último mês e estive organizando algumas fichas, tinham muito papel acumulado e eu li alguma coisa sobre vocês...
- Por causa do Nick. – Eu disse.
- Sim. Eu soube do que aconteceu e me interessei em saber mais sobre vocês dois... Então, eu procurei funcionários antigos, alguns do que restaram, e me informei.
- Alguns do que restaram? – Franzi a testa, confusa.
- Muitos agentes e funcionários se demitiram depois que a agencia começou a falir.
- Muitos? – Justin parecia surpreso.
- Praticamente todos. – Havia um ar de decepção na voz de John.
- Mas por que quis saber mais de nós? Por que está aqui? – Confesso que a curiosidade tomou conta de mim.
- Bom, primeiramente eu quero deixar claro que se vocês não aceitarem minha proposta, eu não irei desistir aqui. – Ele sorriu. – Enfim, Megan e Justin, vocês são jovens, eu sei que se casaram há pouco tempo, mas eu preciso fazer essa proposta a vocês. – Nós não dissemos nada, então ele continuou: - Como a agencia está com poucos funcionários, nós estamos à procura de novos e vocês nasceram para isso, seriam ideais para a ACOS.
- Você está falando sério? – Eu via o brilho nos olhos do Justin.
- Sim, nunca falei tão sério antes... Nós estamos dispostos a ouvir suas propostas e condições.
- Isso é... INCRIVEL. – Justin sorria.
- Vocês aceitam? – Ele perguntou animado.
- Justin, eu estou grávida. – Disse antes que ele aceitasse sem falar comigo.
- Eu sei meu amor, mas nós podemos esperar... Podemos, não? – Justin virou-se para o John
- Claro, podemos esperar! E parabéns para vocês. – Ele disse sorrindo e eu o encarei, um pouco irritada.
- Justin... – Olhei-o de novo.
- Meggy, nós mandamos muito bem... – Justin ainda sorria e isso estava me deixando culpada.
- John, podemos dar a resposta depois? – Perguntei, olhando-os.
- Sim, eu posso voltar outro dia...
- Pode deixar um telefone e nós ligamos. – Disse.
- Tudo bem. – Ele tirou um cartão do bolso e me entregou.
- Nos falamos em breve, senhor. – Justin apertou a mão dele e o acompanhou até a porta, fiquei olhando o cartão milhões de coisas passaram por minha mente. Quando eu descobri que meus pais eram agentes, eu me imaginei fazendo o mesmo, eu estava decidida a fazer aquilo, mas depois de tantas aventuras  e momentos de perigo, eu pensei que seria muito para mim, que talvez eu não aguentasse o peso de um trabalho assim. Eu pensava nisso todos os dias, pensava em como seria minha vida sendo uma agente e por mais que seja uma vida cheia de adrenalinas e momentos marcantes, eu fiquei interessada.
- Espero que eu receba uma resposta positiva. – John dizia ao Justin.
- Eu também espero senhor. – Ele estava tão animado e feliz com a proposta.
- John, espere. – Eu disse e fechei os olhos, pensando se eu deveria fazer o que meu coração estava mandando.
- Meggy? – Justin me olhou, confuso.
- Eu aceito. – Disse, olhando Justin e vi um sorriso se formar em seu rosto.
- Aceita?
- Aceito. – Repeti e Justin correu para me abraçar.
- Tem certeza? – Ele parecia não acreditar.
- Não me faça desistir. – Ri e Justin virou-se para John.
- Nós aceitamos. – Ele disse feliz e confiante.
- Sejam Bem Vindos à ACOS. – Justin entrelaçou nossos dedos e me olhou.
- Eu te amo agente Megan.
- Eu te amo muito, agente Justin. – Disse e nós nos beijamos.

(...) 

- Agente Megan? – Virei-me e um funcionário me olhava, com um livro em mãos.
- Sim.
- Aqui estão todas as informações para essa missão. – Ele me entregou o livro, provavelmente o livro falava sobre o vilão que estamos procurando, desta vez.
- Obrigada. – Disse e ele se retirou da sala, me virei e encontrei os olhos dos agentes, em mim.
- Quem é o bonzinho da vez? – Tyler disse com cara de deboche.
- Quem iremos destruir agora? – Justin disse, mais radical, mas eu sabia que ele estava brincando.
- Não iremos destruir ninguém.... Talvez, só machuquemos – Scott entrou na sala, segurando um equipamento.
- É minha vez de capturar. – Papai disse, exibindo uma de suas armas novas.
- Ordem! Vocês parecem crianças falando sobre um personagem do vídeo game. – Mamãe revirou os olhos.
- Meggy, Cory acordou. – Kate segurava meu filho, aproximei-me o peguei.
- PAPAI, O TIO MAX COMPROU SORVETE PARA MIM. – Lottie entrou, segurando a mão do Max e o sorvete com a outra.
- Max, porque a trouxe aqui? – Justin levantou e todos esconderam os seus equipamentos.
- Ela quer brincar. – Max disse, tranquilo e jogou-se no sofá.
- Vêm Lottie, vamos brincar. – Kate a chamou e pegou Cory do meu colo. – Eu cuido deles. – Ela piscou para mim e saiu dali. Justin começou a discutir com Max e todos começaram a falar, ao mesmo tempo. Olhei em volta e sorri. Essa é minha vida, essas pessoas são minha vida, eu não poderia querer algo diferente... Mas ok, eles precisam parar de brigar agora.
- SILÊNCIO! – Gritei e todos me olharam. – Agora sim... Essa é minha família.
 FIM.

Bom pessoal, me desculpem a demora, eu não sabia como terminar e tava sem tempo, enfim... É isso, espero que gostem!

Me digam o que acharam!