sábado, 15 de junho de 2013

"The Mission" - Cap. 26



Justin POV

Estava encarando os balões coloridos há uma hora, enquanto Melissa arrumava a casa para o aniversário da Lottie. Eu pensava no tempo que passou, em como tudo mudou. Soltei um suspiro e notei que estava sendo observado. Encontrei os olhos da Melissa e ela sorriu fraco.
- Tudo bem? – Ela perguntou, eu assenti e abaixei a cabeça.
- Vou acordar a Lottie e arrumá-la, daqui a pouco os convidados chegam. – Levantei da cadeira e senti os olhos da Melissa sobre mim, de novo, dei de ombros e sai dali. Entrei no quarto da minha filha, havia brinquedo espalhado por todo o chão, aproximei-me da cama e fiquei a olhando. Charlotte é o que me mantém aqui até agora, eu não me manteria longe de problemas durante esses quatro anos, se não fosse ela. Beijei sua testa e ela se mexeu. – Filha! Querida, está na hora de acordar.
- Estou cansada papai. – Ela continuou com os olhos fechados.
- Mas as pessoas estão chegando para a sua festa. – Disse, tentando fazê-la levantar.
- Mas eu não quero acordar papai. – Lottie continuava resmungando.
- Ok Lottie, levanta logo. – Falei, sem paciência, ela abriu os olhos e ficou me encarando. – Vai tomar banho, agora.
- Por que está brigando comigo? – Ela perguntou, triste.
- Eu estou cansado filha... Faz o que eu te pedi, por favor? – Ela sentou e assentiu. – Vou te esperar aqui.
[...]
Estava arrumando o cabelo dela, quando Charlotte virou-se e ficou me olhando. Eu tentei vira-la para continuar arrumando, mas ela continuou me fitando.
- O que foi filha?
- Papai, por que você não mora com a gente? – Ela sentou no meu colo. – Por que não gosta da mamãe?
- Quem disse que eu não gosto da sua mãe, filha? Nós só não moramos juntos.
- Mas os pais da minha amiga moram juntos. – Ela abaixou a cabeça e ficou balançando os pés.
- Ah Lottie...
- Eu queria que você morasse aqui, papai. – Ela me olhou, seus olhos estavam cheios de lágrimas.
- Eu queria muito morar com vocês, mas não seria justo. Sua mãe e eu não somos casados...
- Mas vocês podem se casar agora. – Ela insistia. – Sabe, um dia, mamãe disse que você gosta de uma mulher que não gosta de você, mas a mamãe gosta, ela te ama.
- Ela disse isso? – Perguntei e Lottie assentiu.
- Quem é essa mulher que você gosta?
- Lottie, você só tem quatro anos, não devia saber dessas coisas...
- Mamãe chorou, porque ela gosta muito, muito, muito de você. – Ela fez bico e ficou enrolando mechas do meu cabelo em seus dedos.
- Me deixe terminar de arrumar seu cabelo. – Coloquei-a no chão e voltei a pentear seus cabelos.

Megan POV

Estava em Miami, à trabalho, fazia algumas compras em uma lojinha de lembranças, quando ouvi uma voz conhecida. Continuei olhando os chaveiros e tentei reconhecer aquela voz. Dei alguns passos para o lado e olhei no espelho dos óculos, o homem estava de costas e conversava com o dono da loja. Sorri ao lembrar.
- Tyler? – Estava atrás dele, ele se virou e tirou os óculos de sol.
- Megan? – Ele sorriu e me abraçou. – Ai Meu Deus pirralha, como você mudou... UAU que mulherão. – Ele me olhava, surpreso.
- Eu nem acredito que está aqui, eu pensei que nunca mais o veria. – Abracei-o de novo. – Ah, eu sinto tanto a sua falta.
- Quando discutimos, aquele dia... – Ele falava sobre o dia em que paramos de nos falar, discutimos por causa do Justin. – Eu sinto muito, me desculpe...
- Esquece, estamos aqui agora e... Ah Ty... – O olhava, era como se tivesse vivendo meus 16 anos, de novo.
- Precisa ver o Max, ele falou sobre você hoje...
- Onde estão morando? – Perguntei curiosa.
- Na casa do Scooter ainda. – Ele riu. – Vamos lá, a gente fez um bolo ontem à noite... Ah, hoje é aniversário da Lottie, eu estava comprando algo para ela.
- Vai comprar o presente aqui?
- É, sei lá. – Como sempre, desligado e sem dar importância para as coisas, dei risada. – Eu vou levar isso. – Ele pegou um óculos e um colar. – Você vai?
- Eu não posso demorar, estou trabalhando...
- Então, vamos logo. – Ele me puxou depois de pagar o que comprou. Caminhamos até a casa do Scooter e foi bom para matar a saudade desse lugar e do Tyler. Ty abriu a porta e eu ouvi barulhos de tiros e risadas altas, isso me assustou um pouco. Mas era Scooter e Max jogando vídeo game, eles me olharam.
- Megan? – Scooter sorriu e me abraçou. – Meu Deus, você... Você está linda. – Ele me olhava, surpreso.
- Ah pirralha se tornou uma mulher, UAU. – Max comentou.
- Ah, parem – Corei.
- Quanto tempo Meg. – Scooter ainda me abraçava.
- É, muito tempo. – Eu os olhava e sentia como nos velhos tempos. – Vocês não mudam mesmo, não é? Cadê as mulheres? Quando vão parar com os jogos e ir viver a realidade, seus velhos.
- A realidade pode ser frustrante. – Max riu.
- Scooter está noivo, ele até nos deu um prazo para sair daqui. – Ty disse rindo.
- Está brincando? AI MEU DEUS SCOTT! – Abracei-o. – Quem é? Deixei eu ver uma foto? Ela é legal? Como se conheceram?
- O nome dela é Carin, olhe. – Ele me mostrou o plano de fundo do celular.
- Que linda. – Disse olhando. – Ah, como senti falta de vocês. – Puxei-os e abracei os três.
- Sem contato pirralha. – Max se afastou.
- Ah, cala a boca. – Abracei-o forte. – Ah quanto tempo não toma banho Max? – Perguntei, brincando e ele me fuzilou com os olhos, comecei a rir e ele sorriu fraco. – Como vocês conseguiram viver esses quatro anos sem mim? -Perguntei, convencida.
- Você coloca ordem nessa casa. – Scooter comentou, rindo.
- Ah não, não vamos lembrar o passado, ou inundarei a casa com lágrimas. – A campainha tocou, interrompendo nossa sessão nostalgia, Scooter foi abrir a porta, enquanto Tyler foi buscar o bolo para mim e Max voltou a jogar.
- A razão do seu viver voltou para sua vida e você vai trocá-la por um jogo estúpido? – Fingi indignação.
- Estúpido? Você perdeu a noção do perigo pirralha? – Max me olhou sério, mas não aguentou e começou a rir.
- Foram quatro anos sem te irritar, eu estava ficando sufocada. – Ri junto com ele. Scooter voltou e sentou ao meu lado, mas ele estava meio tenso e... Notei que a sala havia sido ocupada por outra pessoa, meu coração disparou. Os olhos dele brilhavam e seu sorriso foi surgindo, timidamente, em seu rosto. Levantei e dei alguns passos, ficando um pouco mais próxima dele.
- Aqui o bolo Meg. – Tyler entrou na minha frente, peguei o prato e sorri. – O que faz aqui Justin? Não é o aniversário da Lottie?
- Sim, eu vim buscar vocês, porque ela me cobrou a presença dos três engraçadinhos, que em vez de estarem na festa da minha filha, estão jogando vídeo game. – Ele mudou o tom de voz e sorriu irônico.
- Eu só vou trocar de roupa. – Tyler disse e subiu a escada.
- Já estou pronto. – Scooter disse, sem tirar os olhos do jogo.
- Eu não irei, não gosto de festas, muito menos de crianças. - Max sorriu falso.
- A Lottie gosta de você Max...
- Eu sei, também gosto da pirralhinha, mas não quero ir.
- Ela ficará muito triste... Por favor? – Justin insistiu.
- Dois minutos, é o máximo que ficarei lá. – Ele levantou e caminhou em direção à escada. – Scooter, você devia colocar outra camisa, está parecendo o cara do virgem aos 40. – Ele comentou com toda maldade do mundo e riu. Scooter olhou a camisa e correu para o segundo andar. Experimentei o bolo do Tyler e estava horrível.
- Ele fez você comer isso? – Justin riu.
- Será que eu finjo que está bom? – Perguntei confusa.
- Se disser a verdade, ele não fará mais. – Ele pegou o prato das minhas mãos e deixou em cima da mesa de centro. Justin me fitou. – M-M-Meggy... Quer vir conosco? É só uma festinha, mas será divertido.
- Não, eu tenho que voltar ao trabalho. – Disse e peguei minha bolsa, no sofá.
- Ela não está um pedaço de mau caminho? – Tyler disse parecendo um pervertido.
- Cala a boca Tyler. – Senti minhas bochechas corarem, de novo.
- Continua linda. – Justin disse, olhando em meus olhos.
- Não gostou do bolo, Meg?  - Tyler olhou prato na mesa. Olhei Justin e ele começou a rir, eu não sabia o que dizer.
- Ninguém gosta do seu bolo Tyler, se conforme. – Justin disse e Tyler abaixou a cabeça, ele pegou o prato e saiu dali.
- Eu tenho que ir. – Olhei o relógio.
- Não, espere Meggy... – Justin segurou minhas mãos. – Por favor? Você pode ficar por dois minutos, mas venha comigo. – Eu não conseguiria resistir a aqueles olhos.
- Justin, isso não é uma boa ideia, Melissa nunca gostou de mim e é aniversário da filha de vocês...
- Eu quero que Charlotte te conheça, apenas isso. – Ele insistia e continuava olhando em meus olhos.
 - Vamos logo. – Max já caminhava até a porta. Justin me olhou com aquele sorriso irresistível.
- Dois minutos! – Lembrei e ele assentiu. Não é uma boa ideia, mas eu disse que nos esbarraríamos qualquer dia, e não quero deixar esse esbarrão passar.
- Há possibilidades desses dois minutos se tornarem dez? – Justin perguntou, me olhando, balancei a cabeça, negativamente, e ele riu.
Continua...

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terça-feira, 11 de junho de 2013

"The Mission" - Cap. 25




Megan POV

Meus pais haviam conversado comigo sobre irmos morar em outro lugar, longe daqui, longe de tudo. Eu não tinha concordado, mas agora eu mudei de ideia e minhas malas estão prontas. Eu pedi que Tyler viesse em minha casa, para me despedir e quando estava colocando minhas bagagens no carro, quando ele chegou e me abraçou por trás.
- Pirralha. – Ele me virou e sorriu, sem jeito. – Para onde vai?
- Nós ainda não sabemos, meu pai não se decidiu, mas por enquanto, ficaremos na casa de uns amigos, no Canadá. – Disse triste. – Talvez ficaremos por lá mesmo... E você e Max, para onde irão?
- Scooter disse para ficarmos na casa dele, ele disse que não se importa de morarmos lá, mas eu ainda não sei...
- Vou sentir sua falta Ty. – Abracei-o.
- Eu também vou sentir sua falta, pirralha. – Ele beijou minha testa.
- Tyler? – Papai apareceu e o cumprimentou com um aperto de mão. – Max está melhor?
- Sim, ele já voltou a resmungar e reclamar de tudo. – Tyler disse e nós rimos. – E o Justin? – Ele me puxou e perguntou baixo.
- Não diga a ele que estou indo embora, por favor. – Pedi e Tyler assentiu.
- Ontem Justin falou comigo, depois que você foi embora... Meg, se te serve de consolo, eu nunca vi ninguém tão apaixonado... - Fiquei o olhando. – Meg...
- Ty, eu sei disso, eu sei que devia voltar com Justin, mas eu não posso... Vocês nunca entenderão.
- Porque não tem motivo. – Tyler disse, chateado.
- Tanto faz. – Dei de ombros.
- Não vai me esquecer, ok pirralha? – Ele apertou minhas bochechas e beijou a esquerda. – Não quero que isso seja um adeus.
- Não será. – Sorri e o abracei, outra vez. Logo, meus pais me chamaram e eu olhei, pela última vez para Tyler. – Nos vemos logo. – Acenei e ele acenou de volta.
- Se cuida, pirralha. – Ele sorria, virei-me e caminhei até o carro, entrei e olhei para trás, para acenar.
[...]
Chegamos à casa dos amigos dos meus pais, eles tinham dois filhos, um casal, Luke e Ashley. Tivemos uma boa recepção, mas eu não queria ficar ali, não quero ter que ficar sorrindo o dia todo e fingindo estar super feliz e animada. Estava vendo televisão, quando Luke sentou ao meu lado.
- Quer pipoca?
- Não, obrigada. – Não o olhei, estava vidrada na TV.
- Eu notei que está triste... – Ele comentou, encarando o balde de pipoca.
- Não gosto de despedidas, ou da falta delas. – Disse e o garoto me olhou.
- Namorado? – Ele perguntou, olhei-o e assenti.
- Eu tinha uma namorada, mas ela me deu um fora, ontem. – Ele disse de boa, estava quase rindo.
- E você está bem? – Perguntei, confusa.
- Sim, não é o fim do mundo, eu só tenho 18 anos. – Ele deixou a pipoca de lado e me encarou. – Você vai superar.
- Esse é o problema, eu não quero superar. – Eu tinha acabado de conhecer Luke e já estava desabafando para ele.
- Hm... Assim fica complicado.
- Eu vou ficar bem, logo nós nos veremos de novo e talvez ficaremos juntos.
- Boa sorte então. – Luke voltou a devorar o balde de pipoca e encerramos nossa conversa assim.

Justin POV
- Como assim? Ela não pode ter ido embora. – Tyler me contou, depois de tanto insistir.
- Justin eu não devia ter dito, eu prometi à ela... – Ele se sentia culpado.
- Tyler, essa garota é o amor da minha vida. Eu não estou dizendo isso da boca para fora, não mais uma coisa de adolescente, eu realmente a amo! – Desabafei.
- Eu sei cara, mas talvez não fosse o momento de vocês, talvez se encontrem no futuro...
- Para onde ela foi? – Perguntei.
- Ah cara, não faça isso, por favor...
- Tyler, por favor? – Eu estava quase implorando.
- Me desculpe Justin, mas se eu disser, Meg m mata! Eu posso ligar para ela e você pergunta, mas não direi, sinto muito. – Ele pegou o celular.
- Tudo bem, então ligue. – Fiquei o olhando e ele fez isso. Quando Megan atendeu, Tyler me entregou o celular.
“Hey Ty.” – Ela disse, respirei fundo antes de dizer qualquer coisa. – “Tyler?”
“Meggy...” – Disse, com medo que ela desligasse. – “Me ouça, por favor.”
“Justin, não...”
“Você não podia ter ido embora, não sem se despedir... Cara, e-e-eu... Eu passei a noite inteira pensando em você, em nós e quando acordo, descubro que você foi embora sem se despedir. Eu não iria te impedir Meggy, eu não insistiria para ficar, porque nós já falamos sobre isso, mas podia ter, ao menos, dito até logo. Podia ter deixado eu te abraçar e...” – Eu não aguentei, estava chorando. Droga, odeio chorar. – “Por quê me faz sofrer tanto Megan?”
“Justin...”
“Não vem com aquelas suas frases de vítima...”
“Eu não me despedi porque eu sabia que se te visse, eu desistiria...” – Ela respondeu e nós dois ficamos calados, só ouvia nossas respirações e o choro abafado, dos dois lados. – “Desculpe, mas por favor, não me ligue, não insista nisso Justin.”
“O que mais dói é ver você se afastar, quando é a pessoa mais importante para mim.” – Disse e desliguei, devolvi o celular do Tyler e joguei-me na cama, coloquei um travesseiro no rosto e tentei não chorar, mas não conseguia.
- Cara, eu sinto muito. – Tyler disse.
- Pode fechar a porta quando sair? – Perguntei, ainda com o travesseiro no rosto, ouvi o barulho da porta fechando e desabe em lágrimas, era como se estivessem pisando em meu coração e essa dor era horrível. Eu só queria que tudo isso acabasse.
Continua...

Anônimo ok, eu vou ver, porque eu ainda não sei o que vai acontecer com eles e tal, mas valeu!

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sábado, 8 de junho de 2013

"The Mission" - Cap. 24



Justin POV

Estava em casa, Scooter chamou um médico para cuidar do Max e chamou uma ambulancia para o capanga do Nick. Eu só precisava de um descanço, tudo que tem acontecido está me deixando desgastado. Então tomei um banho e tirei todo aquele sangue das minhas roupas e joguei-me em minha cama, dormi rapidamente.
[...]
- Justin? – Scooter me balançava, para eu acordar, abri os olhos. – Você tem visita. – Ele segurava um bebê, então lembrei que tenho uma filha e... UOU cara, eu tenho uma filha! Acho que a ficha não havia caido ainda. Levantei a peguei-a no colo.
- Hey Lottie. – Acariciei suas bochechas gordinhas. – Minha princesinha. – Ela é tão linda.
- Melissa precisou sair e pediu que você cuidasse da bebê até que ela volte. – Scooter me entregou a bolsa dela. - Eu acho que você vai precisar trocar a fralda. – Ele fez careta e saiu rindo. – AH... – Scooter voltou e me olhou. – Meg está aqui.
- O que? Onde?
- Está com Tyler, acho que ela nos odeia, porque nem olhou na minha cara.
- Ontem ela deu um tapa na minha, então você ainda está bem na fita. – Disse rindo e continuei brincando com minha filha.

Megan POV

Tyler estava hospedado na casa do Bieber ainda, então eu teria que esbarrar com um deles de qualquer forma, se quisesse conversar com Ty. Mas eu não esperava sentir tanta raiva do Scooter, quando o visse, ele falou comigo, mas o ignorei completamente.
- Pirralha. – Ty abriu os braços e me abraçou forte.
- Você está bem? Max está bem? O que aconteceu? – Perguntei de uma vez só.
- O que foi isso com o Scooter? – Ele se referia ao o que fiz há alguns segundos.
- Vamos conversar em outro lugar? – Ele assentiu e puxou-me pelo braço. Entramos no quarto de hóspedes, Tyler estava usando o notebook do Justin. Lembro do desenho que fiz na capa do notebook, nós adorávamos riscar aquilo. Eu me perdia em minhas lembranças, enquanto Tyler falava.
- Está me ouvindo Megan? – Olhei-o e balancei a cabeça. – Isso tudo me faz lembrar do Justin. – Abaixei a cabeça, chateada.
- E isso quer dizer que você o ama e fica se fazendo de difícil. – Ele disse com um tom de bronca.
- Nunca deviamos ter nos conhecido, eu estraguei a vida deles.
- Ele gosta de você Megan, idependente do quão difícil seja vocês ficarem juntos. – Tyler me encarava, estava parecendo meu pai.
- Vou ao banheiro. – Virei-me de costas e sai do quarto. Estava caminhando, até o banheiro no fim do corredor, quando ouvi risadas, parecia riso de criança. Era o quarto do Justin. A porta estava entre aberta, olhei para dentro do quarto e vi Justin brincando com Lottie, na verdade, ele tentava trocar a fralda dela, mas era uma cena engraçada. Sorria, olhando-os, quando me desiquilibrei e bati na porta, Justin me olhou assustado. Fiquei sem saber o que fazer, precisava de uma desculpa para estar o bisbilhotando.
- E-e-eu só estava passando e tropecei... – Gaguejei.
- Tudo bem Meggy. – Eu senti falta desse “Meggy”, no tempo que Justin estava desacordado. – Você sabe como fazer isso? – Ele perguntou meio sem jeito, sorri e me aproximei.
- Acho que devia pegar aqueles lenços. – Apontei e Justin fez, ele não tinha ideia de como trocar as fraldas da Lottie, e eu também não.
- Acho que é isso... Agora tiro esse adesivo e fecho a fralda. – Ele foi dizendo e fazendo.
- Justin, eu acho que você colocou do lado errado. – Comecei a rir. – Olhe, o desenho está atrás.
- Oh, droga. – Ele tirou e fralda e Lottie fez bico, estava prestes a chorar. – Não filha, espere um pouco, é a primeira vez que faço isso. – Ele fez bico e mudou a voz para falar com ela. Afastei-me um pouco e fiquei os olhando. – Pronto, pronto, pronto. – Ele levantou a bebê e fez cócegas nela, fazendo-a rir. – Isso é mais complicado do que eu imagina. – Ele disse me olhando.
- Pois é. – Disse, me perdendo em seu sorriso. – Justin, eu... E-e-e-eu vou...
- Ah, pensei que me ajudaria a dar comida para ela... – Ele disse mostrando um potinho de papinha.
- Ah sim, eu posso ajudar. – Aproximei-me e peguei-a no colo.
- Eu tenho medo de fazê-la engasgar. – Ele olhou diretamente em meus olhos. Não faça isso, não faço isso. Desviei os olhos.
- Você está com fome Lottie? Está? – Mudei minha voz para falar com ela, acho que a presença de alguma criança nos torna meio bobos. Sentei na cama do Justin e ele sentou ao meu lado, coloquei Lottie em seu colo e abri o potinho, enchendo uma colher de papinha. A colher tinha formato de avião, era engraçado.
- Olha quem está vindo filha, é um aviãozinho. – Justin disse.
- Abra a garagem Lottie, o aviãozinho vai pousar. – Aproximei a colher da boca dela e ela aceitou, comeu com tanta vontade que me deixou feliz. Justin e eu fizemos esse joguinho do avião, até Lottie comer tudo. Ela começou a ficar meio sonolenta, coçando os olhinhos. – Acho que está com sono.
- De novo? – Justin deitou-a em seus braços. – Go to sleep you little baby... – Justin começou a cantar.
Go to sleep you little baby
Go to sleep you little baby
Don't you weep pretty baby
Go to sleep you little baby

- Acho que ela dormiu. – Disse, olhando aquela carinha de anjo. Justin colocou-a na cama e a rodeou de travesseiros, ele beijou-a no topo da testa e se afastou. Justin contornou a cama e sentou-se ao meu lado, ele ficou me olhando e eu tentava desviar o olhar.
- Ela se parece com você. – Disse quebrando o silêncio.
- Meggy... – Justin segurou minha mão, mas eu puxei-a.
- Eu preciso ir. – Levantei e ele também. Ficamos nos olhando por alguns segundos, até Justin tentar me beijar, mas eu o empurrei.
- Por que Meggy? – Ele perguntou triste. Abaixei a cabeça e não respondi. Eu não a razão, mas eu não quero continuar com isso, eu não quero mais colocar ninguém em risco, não quero mais destruir a vida de ninguém. – Eu sei que você pensa que está me fazendo mal, mas não está. – Ele leu meus pensamentos? – Meu amor, você e Lottie foram as melhores coisas que me aconteceram depois que perdi meus pais. Meggy, você me fez sorrir de novo, me fez feliz quando eu pensava que minha vida estava acabada.
- Ah Justin... – Ouvir isso só me deixava mais preocupada.
- Volte para mim... – Ele segurou minhas mãos e se aproximou. Justin beijou meu pescoço, fechei os olhos e tentei resistir. – Seja minha de novo Meggy. – Ele sussurrou em meu ouvido.
- Justin – Tentei afasta-lo, mas ele se aproximou ainda mais e segurou minha cintura. Justin olhou em meus olhos e acariciou meu rosto, ele encarou meus lábios e selou-os aos seus. – Eu preciso pensar. – Soltei-me de seus braços e aproximei-me da porta.
- Pensar no que Megan? Eu sei que você me ama, eu sei que quer ficar comigo. – Ele parecia impaciente.
- Por isso que eu preciso pensar. – Girei a maçaneta e antes que pudesse abrir a porta, Justin estava ali, me impedindo.
- Eu suponho que você já saiba o motivo de eu ter dito aquelas coisas no telefone, então não tenho ideia do motivo pelo qual ainda está se mantendo afastada.
- Nick ainda está solto, Justin... Ele ainda pode fazer mal à vocês. – Eu disse, olhando aqueles olhos brilhantes.
- Vamos nos afastar por causa desse imbecil?
- Eu prefiro ficar longe a vê-lo internado em um hospital, de novo. – Disse e Justin abaixou a cabeça. – Devia tentar alguma coisa com a mãe da Lottie... Seria uma boa para ela, ver os pais juntos.
- Não começa Megan. – Ele me olhou, irritado.
- Lembre-se que estarei pensando em você, independente da distância. - Meus olhos estavam lacrimejando. – Um dia, iremos nos esbarrar por ai. – Eu estava pensando em morar longe daqui, mas não iria dizer ao Justin, ele não precisa saber, não agora.
- E eu ainda estarei te esperando... Você é o amor da minha vida, Megan. – Ele disse com o coração e se eu não saísse dali, iria chorar, então abri a porta e corri.
Continua...

Obrigada pelos comentários <3

segunda-feira, 3 de junho de 2013

"The Mission" - Cap. 23




Megan POV
 
Esperei a poeira abaixar, meu pai ficar menos irritado e voltei ao Hospital, no dia seguinte. Eu subia o elevador, quando senti um vazio no peito, odeio essa sensação, é como se algo ruim estivesse acontecendo. A porta abriu e vozes de várias pessoas tomaram conta, pessoas que conversavam aflitas sobre algum paciente. Aproximei-me da recepção e disse o nome do Justin, ela me olhou.
- Esse paciente foi transferido hoje de manhã. – Ela disse e continuou encarando a tela do computador.
- Transferido? Como assim transferido? Ele piorou?
- Não, o paciente saiu daqui consciente.
- Ele acordou?
- É o que está escrito aqui. – Ela sorriu para mim.
- E qual o hospital?
- Não posso informar isso.
- Mas ele é meu namorado.
- Eu sinto muito, está escrito que não é permitido dar essa informação para ninguém.
- Mas... Mas...
- Eu sinto muito, agora preciso atender as outras pessoas. – Tinha uma pequena fila atrás de mim. Sai dali e voltei para dentro do elevador. Disquei o número do Scooter e caiu na caixa de mensagem.
- Scooter, quando ouvir essa mensagem, ligue para mim. Por favor, eu soube que Justin melhorou, mas não quiseram me informar o nome do hospital. Por favor, me ligue. – Deixe a mensagem. Voltei para casa e fiquei com o celular na mão, o dia inteiro, mas ele não ligou.
[...]
Eu estava no meu quarto, tentando ligar o Scooter, pela milésima vez, quando recebi uma mensagem
- “Meg, eu sinto muito por isso, só não me odeie. Justin acordou ontem, um pouco depois que você foi embora, ele está bem... Eu o trouxe para outro hospital, para terminar o tratamento, mas logo terá alta. E bom, eu não irei dizer onde estamos.” – Parei de ler e senti meu sangue ferver, eu já estava com ódio. – “Eu sei que vocês não tem nada a ver com minha história e dos seus pais, mas Justin está sobre minha responsabilidade, então ele terá que viver comigo, e isso será o mais longe possível da sua família. Enfim, espero que você entenda. Eu sinto muito.” – Li aquilo, com os olhos cheios de lágrimas. FILHO DA... Scooter está maluco? O que ele pensa que está fazendo? Mandei-lhe uma mensagem: “Se você não me atender, eu irei atrás de vocês em cada lugar no mundo. E sim, isso é uma ameaça”. Mandei a mensagem e liguei para ele.
“Meg, por favor...”
“CALE A BOCA, SCOOTER” – O interrompi. – “Você não tem o direito de tirar Justin de mim só porque minha mãe não corresponde o seu amor.” – Eu não devia, mas disse, e não me arrependo. Ele ficou mudo. – “Deixe-me falar com o Justin.”
“Megan, ele não quer.”
“Scooter, eu não passei tudo isso para você afastar Justin de mim, por caprichos seus.”
“Meggy...” – A voz do Justin fez meu coração dar um pulo.
“Meu amor, você está bem... Eu sinto tanto a sua falta, volte para cá, me diga onde vocês estão...”
“Meggy, eu não irei voltar, não irei dizer onde estamos, você precisa esquecer...”
“Não é possível... Vocês estão brincando comigo, não estão?” – Ele continuou mudo, senti meus olhos lacrimejarem, novamente. – “Justin, não tem graça.”
“Não torne isso mais doloroso, por favor...” – Ele estava falando sério.
“J-J-Justin, nós... Você disse que me amava... Nós fizemos planos.”
“Esqueça tudo” – Ele disse com tanta frieza que senti meu coração se partindo.
“Eu queria estar aí agora, para poder te dar um tapa na cara...” – Enchi meu peito de ódio e senti meu sangue ferver. –“Um vai se fod*r bem grande para você e o Scott.”
“Meggy...”
“Sabe o que é pior? Você me dizer tudo isso por telefone”
“Eu não queria que fosse assim...”
“EU TE ODEIO JUSTIN BIEBER, TE ODEIO COM TODAS AS MINHAS FORÇAS.” – Eu já estava em prantos, encerrei a ligação e joguei o celular contra a parede.
- MEGAN? O QUE ESTÁ ACONTECENDO AI? – Mamãe gritou do primeiro andar.
- NADA! – Tentei não demonstrar que estava chorando. Deitei em minha cama, encolhida e desabei em lágrimas.

Justin POV
Meu coração se partia há cada palavra que eu dizia a ela, eu encarava a arma em minha cabeça e continuava fingindo. Eu não sei como Nick conseguiu escapar, mas quando eu estava saindo do hospital, ele estava com essa arma em mãos e nos obrigou a entrar em um carro, onde Tyler estava com as mãos amarradas e uma fita na boca e Max estava sangrando, desacordado. Encarei Tyler e vi o desespero em seus olhos. Nick nos jogou em um quarto, no mesmo lugar em que mantinha Helena e James, presos.
- O que aconteceu? – Perguntei quando Nick virou de costas, Tyler abaixou a cabeça.
- Foi minha culpa, eu dormi e ele conseguiu se soltar. – Ele sussurrou. – Me desculpe.
- Você não tem culpa Tyler. – Olhei para Scooter, sem saber o que fazer. Max estava desacordado ainda.
- Eu vou sequestrar Megan e ela será minha, novamente.
- Se encostar um dedo nela, eu te mato. – Disse, o fuzilando com os olhos.
- Eu ainda sou o cara com a arma, Justin, cuidado com as palavras. – Ele tinha olhar de psicopata, guardei todo o meu ódio.
- Ela é bem gostosinha, não é? – Ele olhava a tela do celular. – Eu tive a chance de ter esse corpinho, mas não podia manchar meu papel de bom moço.
- Desgraçado. – Sussurrei e ele riu.
- Bom, preciso ir atrás da donzela, se comportem. – Ele assobiou, fazendo um capanga aparecer, como mágica. – Se eles escaparem, eu o mato. – Ele disse ao cara. Não irei deixar esse desgraçado tocar na Meggy, não irei.
[...]
O capanga estava encarando o chão, quando eu consegui soltar a corda que amarrava meus pulsos, olhei para Tyler e ele percebeu o que eu havia feito.
- Vire de costas para mim. – Disse e percebi que o capanga, nos encarava.
- Em silêncio, os dois. – Ele disse, tentando colocar medo. Tyler e eu nos viramos, ficando de costas um para o outro. – O que estão fazendo? – O cara se aproximou.
- Minhas costas estão doendo. – Disse e segurei a corda nas mãos.
- Quietos. – Ele chutou minha perna, com desprezo.
- Filho da... – Não terminei a frase. Tentei desamarrar Tyler e com muito esforço, consegui, mas continuamos fingindo, até que ouvimos um estrondo, no lado de fora do galpão. O capanga correu até lá, ajoelhei-me e desamarrei Scooter, Tyler correu até Max e tentou acordá-lo.
- O QUE ESTÃO FAZENDO? – O capanga chegou e apontou a arma. Scooter estava atrás da porta e  fechou-a na cara do homem, depois abriu e começou a socá-lo, mas ele ainda tinha a arma apontada para o Scooter.
- SCOOTER NÃO!  - Gritei e ouvi o barulho de um tiro. Scooter foi caindo para trás. – NÃO, não, não.
- Acertou nele. – Scooter disse, ofegante, o capanga agonizava de tanta dor.
- Calma cara, nós vamos te ajudar. – Disse, tentando tampar o lugar que sangrava, rasguei um pedaço da minha calça e coloquei em cima do sangue.
- Eu não queria ser um criminoso, mas eu preciso de dinheiro...
- Esse não era o único caminho cara. – Disse, com pena.
- Nick vai chegar. – Scooter disse, ajudando Tyler a carregar o Max.
- Vocês vão me deixar aqui? – O capanga perguntou com os olhos cheios de lágrimas. – Eu tenho duas filhas, eu tenho família.
- Tente levantar. – Ajudei-o. – Vamos caminhando. Fomos os cinco, tentando fugir. Saímos do galpão e seguimos pela mata.
- Eu não aguento mais. – O cara parou, eu estava quase o levando no colo, não aguentava mais também.
- Vamos lá, você consegue. – Tentei dar apoio moral, mas também estava cansado. – Você tem celular?
- Aqui no bolso. – Ele mostrou, peguei-o e fiquei indeciso se ligava ou não para a polícia. – Não faça isso, Nick é muito perigoso, ele vai matar aquela menina.
- Eu preciso ir atrás dela. – Scooter me olhava.
- Vá Justin, eu o levo. – Scooter deixou Tyler ajudando de Max.
- Moleque, pegue o atalho nas fazendas da redondeza... Chegará à cidade mais rápido. – Assenti e sai correndo, eu passei por três fazendo, os cachorros latim para mim, as galinhas corriam assustadas, mas eu continuava correndo, estava morrendo de cansaço quando vi a cidade, corri mais rápido, preciso chegar à casa da Meggy. Quando vi o mar, meu coração acelerou, corri por mais 5km e avistei sua casa, corri, agora mais devagar e toquei a campainha, toquei três vezes e ouvi Helena gritando “Espere”.
- Justin? – Helena me olhou confusa.
- V-v-você não estava no hospital? Isso é sangue? – Ela olhou minha roupa.
- Meggy está aqui? – Perguntei e Helena balançou a cabeça.
- Ela disse que iria a um luau praia. – Ela estava confusa.
- Há quanto tempo ela saiu?
- Cinco minutos, no máximo... Justin, o que está acontecendo?
- Nick nos sequestrou na saída do hospital... Vocês podem ir atrás do Scooter?
- Como assim? Onde eles estão?
- Nós fugimos, Max está muito mau e tem um cara baleado, eles estavam fugindo e eu vim atrás de Meggy, Nick disse que a pegaria.
- Ai meu Deus, de novo não. – James apareceu ali, confuso.
- Por favor, ajudem Scooter e Max, eles estava em uma estradinha, perto do galpão em que Nick manteve vocês presos. Vou encontrar Meggy. – Sai correndo, de novo. Dessa vez, corria com menos velocidade, por conta do cansaço. Quando cheguei à praia, olhei para cada pessoa que estava ali, mas não encontrava Megan.
- MEGAN! – Gritei e várias pessoas me olharam. – MEGGY? – Gritei, de novo e avistei alguns conhecidos. – Você a viram?
- Ela passou por aqui, há alguns minutos, estava chorando. – Um deles disse. – Foi por ali. – Ele apontou.
- Obrigado. – Continuei correndo. – MEGGY! – Continuava gritando, as pessoas me olhavam assustadas, por causa do sangue em minha roupa e minhas mãos. Vi uma garota, bem parecida com ela, estava de costas. – MEGGY! – Ela virou-se e não era. Parei, desiludido. Eu não tinha mais forças para correr, estava um pouco tonto, minha visão se embaralhava, às vezes.
- Justin? – Ouvi sua doce voz e a olhei. Ela usava um boné de um time de basquete, escondendo os olhos.
- Meggy, meu amor. – Aproximei-me e ela deu um tapa tão forte em meu rosto, que estralou. Vi as lágrimas transbordarem em seus olhos. Tentei me aproximar, de novo.
- N-n-não encoste em mim. – Ela ia se afastando aos poucos.
- Meggy, eu não queria ter dito aquelas coisas, Nic...
- Eu não quero ouvir mais nada, me deixe esquecer Justin. – Ela enxugou o rosto. – Fique longe de mim.
- Não, meu amor, me escute... – Ela virou-se e saiu correndo. – MEGAN!
- Se continuar me seguindo, irei gritar que estou sendo perseguida. – Ela me ameaçou, eu vi a tristeza em seus olhos.
- Eu te deixo em paz, mas tem que me deixar acompanhá-la até sua casa. – Disse, olhando fixamente para os seus olhos. – Ela continuou andando, eu a seguia, dando alguns centímetros de distância.  Meggy pegou as chaves de casa, o bolso da calça e abriu a porta, antes de entrar, ela me olhou, com desprezo, então fechou a porta. Sorri sozinho. Eu sei que ela está brava comigo, e eu entendo, mas me senti melhor vendo que está segura.
Continua...

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