sábado, 21 de setembro de 2013

"The Mission" - Cap. 40 - FINAL




Megan POV

Os dias se passavam e eu ainda lembrava os olhos de Nick brilhando, enquanto ele dizia que me amava e queria ser feliz ao meu lado, eu não conseguia esquecer a cena dele no chão, sangrando muito, mas me senti menos culpada com as conversar que tive com Scooter. Ele me disse que teve que matar muitas pessoas durante sua carreira de agente e que ainda lembra os rostos deles, implorando por misericórdia, mas o que me deixou calma foi o que ele disse sobre essas pessoas.
- Eles não tiveram misericórdia quando tentaram, à todo custo, conseguir o que queriam, por que eu deveria ter tido antes de matá-los? – Foi o que ele disse.
Eu não matei Nick, mas ele matou pessoas para conseguir o que queria, ele não pensou duas vezes antes de tentar resolver os problemas numa boa, conversando, ele preferiu usar uma arma. E eu não tenho culpa sobre isso.
- Amor? – Justin entrou em nossa casa, recém-comprada, e me olhou.
- Oi. – Deixei os pensamentos de lado e sorri.
- Eu estava passando pela rua, quando vi isso em uma loja. – Ele segurava uma caixa decorada. – Eu sei que ainda é cedo para pensarmos nisso, mas eu... Ah, sei lá, eu só quis comprar. – Ele parecia tímido.
- O que é? – Peguei a caixa e abri, era uma roupa de bebê.
- Está brava?
- Não. Não, meu amor... Eu adorei, e-e-eu... Sim, é cedo para pensarmos nisso, nós vamos nos casar em uma semana, mas eu fico feliz por saber que você quer ser pai outra vez... Eu fico muito feliz por isso.
- Você está triste. – Ele sentou ao meu lado e olhou em meus olhos.
- Não, Justin...
-Meggy, pode dizer, se você não gostou da roupa, eu posso devolver...
- Não é a roupa, eu só estava pensando...
- Pensando no que? – Ele franziu a testa, olhei-o e soltei um suspiro.
- Isso importa? – Fique pensando. – Eu acho que já passou da hora de esquecermos o que aconteceu no passado e vivermos nossa vida...  – Pensei alto.
- Nós estamos fazendo isso. – Justin estava confuso.
- Eu não estou! Eu não estava... – Sorri e encarei Justin. – Eu vou me casar com você e nós vamos ser o casal mais feliz desse país. – Eu ainda sorria.
- Sim, nós iremos. – Justin sorria.
- Eu te amo Justin. – Abracei sua cintura e olhei em seus olhos.
- Eu também te amo Meggy. – Justin beijou minha bochecha e sorriu. – Mais do que você pode imaginar. – Meus olhos começaram a lacrimejar.
- Nada vai nos impedir de ser feliz, nada. – Fechei os olhos e o abracei forte.

Exatamente uma semana depois, eu estava no meu antigo quarto, na casa do Scooter, na frente do espelho, tentando me maquiar, mas minhas mãos tremiam.
- Ah, merda. – Joguei o lápis na cômoda e desisti de me maquiar. Eu estou nervosa. Meu estômago está embrulhando desde quando acordei, e eu sei o motivo.
- Meggy? – Era a voz do Justin, meu coração disparou.
- Você devia estar se arrumando. – Disse, aproximando-me da porta.
- Eu estou quase pronto... É que... Meggy, eu... Eu tive uma sensação ruim.
- Sensação ruim? Você já procurou a Lottie? – Ela foi a primeira pessoa que veio em minha mente.
- Sim, ela está brincando no jardim. Todos estão bem, meu amor, eu só não sei você.
- Eu estou, estou ótima. – Disse e pensei e devia lhe contar.
- Tem certeza?
- Você acha que essa supertição de o noivo não poder ver a noiva... É real?
- Não sei, por quê?
- Por que eu queria te abraçar. – Soltei um suspiro.
- Sua mãe me mataria. – Justin riu e um sorriso se formou em meu rosto.
- Justin, feche os olhos. – Disse e ele ficou em silencio. – Pronto?
- Sim.
- Não abra. – Disse e ele riu, abri a porta e o vi ali, parado, com os olhos fechados. Abracei-o forte e beijei sua bochecha. – Nos vemos no altar, meu amor. – Voltei para o quarto e fechei a porta, eu já me sentia melhor.
[...]
Mamãe entrou no quarto, com um copo de água em mãos e sorriu. Continuei amarrando minha sandália, enquanto ela se aproximava.
- Está incrível, querida. – Seus olhos brilhavam. – Eu nem acredito que minha filhinha irá se casar em minutos.
- Tem muita gente lá embaixo? – Perguntei, aflita.
- Todos estão aqui. – Mamãe sorria, me analisando. – É a noiva mais linda que já vi.
- Oh mamãe. – Abracei-a.
- Está pronta? – Ela perguntou, tentando não chorar.
- Sim. Estou pronta. – Disse segurava e respirei fundo, me sentindo segura.
- Então, vamos lá. – Mamãe segurou minha mão e me entregou o buque, para que eu segurasse coma a outra.
[...]
Encontrei papai no final da escada e ele beijou minha testa. Não falamos nada, até chegarmos à porta que dava para o jardim, onde todos estavam. Vi flores e alguns bancos, mas não conseguia enxergar o altar, não conseguia ver Justin. Apartei a mão do papai e soltei um suspiro.
- Fique tranquila, querida. – Ela sussurrou.  – Você não poderia estar mais linda.
- Obrigada papai. – Beijei sua bochecha e de repente a marcha nupcial começou a tocar, senti um frio na barriga, mas tentei manter a calma.
- Meg! – Lottie parou em minha frente e sorriu.
- Hey querida. – Abaixei a abracei-a.
- Eu tenho que entrar. – Ela virou-se e correu até o tapete vermelho.
- Sua vez. – Papai disse e deu passo, me puxando junto. Nós paramos no começo do tapete vermelho e eu encontrei vários olhos em cima de mim, mas só, entre tantos olhares, me acalmava. Justin sorria e seus olhos brilhavam, sorri ao ver que ele mexia as mãos, por nervosismo. A cada passo que eu dava, meu coração acelerava um pouco mais. Papai entrou na frente do Justin, antes dele segurar minha mão. – Cuide dela!
- Sempre. – Justin respondeu e sorriu para papai.
- Seja feliz, querida. – Ele beijou minha testa e afastou-se, Justin entrelaçou nossos braços e nós demos alguns passos até o altar.
- Está linda. – Justin sussurrou.
- E muito nervosa.
- Eu também estou. – Justin riu e beijou minha bochecha. Encaramos o mestre de cerimônia e ele começou a falar. Nós repetimos tudo o que ele pediu e dissemos o “Eu aceito”.
[...]
- MINHA ESPOSA! ELA É MINHA ESPOSA. – Justin me pegou no colo e saiu correndo para dentro da casa, depois que nos despedimos dos últimos convidados.
- Justin, nós temos que ir embora. – Disse, rindo.
- Oh, verdade, não moramos mais aqui. – Ele parecia confuso.
- Não, não moramos. – Meus pés tocaram o chão e Justin segurou minha cintura.
- Então, vamos para a nossa casa. – Justin sorriu e me beijou.
- E Lottie? – Perguntei.
- Eu cuido dela. – Tyler carregava Lottie, que dormia, no colo.
- Ela já dormiu? – Nos aproximamos.
- Sim, podem deixar que eu cuido da princesinha aqui. – Ty sorriu com malícia para mim, revirei os olhos. Justin beijou a testa da Lottie e Tyler a levou.
- Vamos, esposa. – Justin entrelaçou nossos dedos e nós deixamos a casa.

Justin beijava meu pescoço e segurava minha cintura contra seu corpo, sua camisa estava jogada no chão e estávamos quase chegando ao nosso quarto. Empurrei-o para dentro do quarto e ele sorriu para mim, nós deitamos na cama e ficamos nos olhando por um tempo.
- Eu te amo, Megan. – Ele murmurou e me beijou.
- Justin? – Afastei nossos lábios e olhei em seus olhos.
- Sim, querida. – Ele acariciava meu rosto e encarava meus lábios.
- Eu preciso te dizer algo. – Imediatamente, Justin olhou em meus olhos.
- O que? – Ele perguntou, sentei e abaixei a cabeça.
- Eu não tenho certeza, mas eu acho que seremos um número maior, daqui para frente. – Eu estava nervosa, não com medo, mas muito nervosa, Justin parecia confuso.
- Do que está falando?
- Sobre nossa família aumentar. – Peguei a mão dele e coloquei na minha barriga. – Sobre você ser pai, mais uma vez. – Seu queixo caiu e ele ficou me olhando, sem acreditar. – Justin? Fala alguma coisa.
- E-e-eu... Eu, e-e-e-eu... – Ele gaguejou.
- Você?
- Ah meu amor. – Justin me abraçou, eu consegui ver lágrimas enchendo os olhos deles. – Eu não sei o que dizer, eu não consigo acreditar, eu esperei tanto por isso. – Ele beijou minha testa e voltou a olhar minha barriga.
- Justin, você está chorando? – Levantei seu rosto e ele fechou os olhos e algumas lágrimas caíram.
- Tem como negar? – Ele riu e eu balancei a cabeça negativamente.
- Eu fiquei tão feliz quando comecei a suspeitar, mas agora é quase certeza, eu até já marquei os exames.
- Eu estou muito, muito, muito feliz, muito mesmo. – Justin me beijou e ficou olhando em meus olhos. – Obrigado por me fazer feliz, Meggy.
[...]
Uma semana de casados e meus pais virão nos visitar, na nossa nova casa.
- Bom dia, querida. – Justin me abraçou por trás e beijou meu pescoço.
- Boa tarde. – Virei-me e ri da expressão de cansaço dele.
- Precisa de ajuda? – Continuei lendo o livro de receitas que comprei, procurando o que cozinhar para meus pais, Justin abriu a geladeira e pegou a caixa de suco e bebeu nela mesmo.
- Preciso que você vá ajudar Lottie a se trocar, ela subiu há um bom tempo. – Comecei a abrir os armários e procurar por ingredientes.
- ESTOU PRONTA! – Charlotte apareceu na cozinha e deu um giro para mostrar a roupa.
- Está maravilhosa. – Disse eu, sorrindo.
- Parece uma modelo. – Justin pegou-a no colo e lhe deu vários beijos, a campainha tocou e nós nos entre olhamos.
- Mas já? – Franzi a testa e encarei o livro de receitas, começando a entrar em desespero.
- Eu atendo, meu amor. – Justin deixou Lottie no chão e foi atender a porta, comecei a juntar os ingredientes. – MEGGY, QUEREM FALAR COM NÓS DOIS. – Ele gritou e eu franzi a testa, confusa.
- Um segundo. – Gritei e deixei os ingredientes de lado. – Venha, querida. – Estendi a mão para Lottie e a levei para a sala. Fiquei surpresa ao não ver meus pais e sim um homem de meia idade, vestindo terno e gravata.
- Filha, vá brincar no seu quarto por enquanto, quando o almoço estiver pronto, nós te chamamos. – Disse Justin e Lottie assentiu.
- Bom dia Senhorita McGraien. – O homem sorriu para mim e eu fiquei o encarando, confusa. – Deixe-me me apresentar. – Ele pegou algo no bolso. – Meu nome é John... Sou agente da ACOS. – Ele nos mostrou a carteira de identificação, meu coração disparou e eu senti os dedos do Justin se entrelaçarem aos meus.
- O que está fazendo aqui? – Justin perguntou, ele percebeu que eu fiquei desconfortável.
- Eu só quero conversar com vocês. – O homem disse, calmo. – Podemos sentar?
- Claro, fique à vontade. – Justin estava sendo simpático com o homem, ele parecia muito interessado no assunto, sentei-me, ao lado do Justin e nós continuamos a olhar o homem.
- Bom, eu cheguei à direção da ACOS, no último mês e estive organizando algumas fichas, tinham muito papel acumulado e eu li alguma coisa sobre vocês...
- Por causa do Nick. – Eu disse.
- Sim. Eu soube do que aconteceu e me interessei em saber mais sobre vocês dois... Então, eu procurei funcionários antigos, alguns do que restaram, e me informei.
- Alguns do que restaram? – Franzi a testa, confusa.
- Muitos agentes e funcionários se demitiram depois que a agencia começou a falir.
- Muitos? – Justin parecia surpreso.
- Praticamente todos. – Havia um ar de decepção na voz de John.
- Mas por que quis saber mais de nós? Por que está aqui? – Confesso que a curiosidade tomou conta de mim.
- Bom, primeiramente eu quero deixar claro que se vocês não aceitarem minha proposta, eu não irei desistir aqui. – Ele sorriu. – Enfim, Megan e Justin, vocês são jovens, eu sei que se casaram há pouco tempo, mas eu preciso fazer essa proposta a vocês. – Nós não dissemos nada, então ele continuou: - Como a agencia está com poucos funcionários, nós estamos à procura de novos e vocês nasceram para isso, seriam ideais para a ACOS.
- Você está falando sério? – Eu via o brilho nos olhos do Justin.
- Sim, nunca falei tão sério antes... Nós estamos dispostos a ouvir suas propostas e condições.
- Isso é... INCRIVEL. – Justin sorria.
- Vocês aceitam? – Ele perguntou animado.
- Justin, eu estou grávida. – Disse antes que ele aceitasse sem falar comigo.
- Eu sei meu amor, mas nós podemos esperar... Podemos, não? – Justin virou-se para o John
- Claro, podemos esperar! E parabéns para vocês. – Ele disse sorrindo e eu o encarei, um pouco irritada.
- Justin... – Olhei-o de novo.
- Meggy, nós mandamos muito bem... – Justin ainda sorria e isso estava me deixando culpada.
- John, podemos dar a resposta depois? – Perguntei, olhando-os.
- Sim, eu posso voltar outro dia...
- Pode deixar um telefone e nós ligamos. – Disse.
- Tudo bem. – Ele tirou um cartão do bolso e me entregou.
- Nos falamos em breve, senhor. – Justin apertou a mão dele e o acompanhou até a porta, fiquei olhando o cartão milhões de coisas passaram por minha mente. Quando eu descobri que meus pais eram agentes, eu me imaginei fazendo o mesmo, eu estava decidida a fazer aquilo, mas depois de tantas aventuras  e momentos de perigo, eu pensei que seria muito para mim, que talvez eu não aguentasse o peso de um trabalho assim. Eu pensava nisso todos os dias, pensava em como seria minha vida sendo uma agente e por mais que seja uma vida cheia de adrenalinas e momentos marcantes, eu fiquei interessada.
- Espero que eu receba uma resposta positiva. – John dizia ao Justin.
- Eu também espero senhor. – Ele estava tão animado e feliz com a proposta.
- John, espere. – Eu disse e fechei os olhos, pensando se eu deveria fazer o que meu coração estava mandando.
- Meggy? – Justin me olhou, confuso.
- Eu aceito. – Disse, olhando Justin e vi um sorriso se formar em seu rosto.
- Aceita?
- Aceito. – Repeti e Justin correu para me abraçar.
- Tem certeza? – Ele parecia não acreditar.
- Não me faça desistir. – Ri e Justin virou-se para John.
- Nós aceitamos. – Ele disse feliz e confiante.
- Sejam Bem Vindos à ACOS. – Justin entrelaçou nossos dedos e me olhou.
- Eu te amo agente Megan.
- Eu te amo muito, agente Justin. – Disse e nós nos beijamos.

(...) 

- Agente Megan? – Virei-me e um funcionário me olhava, com um livro em mãos.
- Sim.
- Aqui estão todas as informações para essa missão. – Ele me entregou o livro, provavelmente o livro falava sobre o vilão que estamos procurando, desta vez.
- Obrigada. – Disse e ele se retirou da sala, me virei e encontrei os olhos dos agentes, em mim.
- Quem é o bonzinho da vez? – Tyler disse com cara de deboche.
- Quem iremos destruir agora? – Justin disse, mais radical, mas eu sabia que ele estava brincando.
- Não iremos destruir ninguém.... Talvez, só machuquemos – Scott entrou na sala, segurando um equipamento.
- É minha vez de capturar. – Papai disse, exibindo uma de suas armas novas.
- Ordem! Vocês parecem crianças falando sobre um personagem do vídeo game. – Mamãe revirou os olhos.
- Meggy, Cory acordou. – Kate segurava meu filho, aproximei-me o peguei.
- PAPAI, O TIO MAX COMPROU SORVETE PARA MIM. – Lottie entrou, segurando a mão do Max e o sorvete com a outra.
- Max, porque a trouxe aqui? – Justin levantou e todos esconderam os seus equipamentos.
- Ela quer brincar. – Max disse, tranquilo e jogou-se no sofá.
- Vêm Lottie, vamos brincar. – Kate a chamou e pegou Cory do meu colo. – Eu cuido deles. – Ela piscou para mim e saiu dali. Justin começou a discutir com Max e todos começaram a falar, ao mesmo tempo. Olhei em volta e sorri. Essa é minha vida, essas pessoas são minha vida, eu não poderia querer algo diferente... Mas ok, eles precisam parar de brigar agora.
- SILÊNCIO! – Gritei e todos me olharam. – Agora sim... Essa é minha família.
 FIM.

Bom pessoal, me desculpem a demora, eu não sabia como terminar e tava sem tempo, enfim... É isso, espero que gostem!

Me digam o que acharam!

domingo, 25 de agosto de 2013

"The Mission" - Cap. 39"



Megan POV
As semanas foram se passando e nada surpreendente aconteceu. Justin voltou a trabalhar e eu ia levar e buscar Lottie no colégio, ela ainda ficava um pouco desconfortável comigo, mas já conseguia ter algumas conversas longas com ela. Parei o carro no drive-thru de um fat food e pedi um lanche para Charlotte.
- Eu vou para a casa do tio Scooter? – Ela me perguntou e eu a olhei.
- Você quer ir para lá?
- Sim, eu quero. – Ela pegou a sacola com o lanche e espiou dentro.
- Então, vou te deixar lá e depois vou ao banco. – Disse e Lottie assentiu.
- Meg! – Tyler se aproximou quando eu parei o carro.
- Hey. – Cumprimentei-o e abri a porta para Lottie descer.
- Tio Tyler! – Ela pulou no colo dele.
- Princesinha, estava com saudade. – Ele beijou a testa dela e colocou-a no chão.
- Meg comprou lanche para mim, você quer? – Ela mostrou a sacola.
- Hmmm, deve estar bom. – Olhei para onde Tyler estava antes e vi uma garota, nos olhando.
- Kate? – Perguntei, olhando Tyler e ele assentiu, feliz. – HEY KATE! – Gritei e Tyler corou imediatamente.
- Meg, não. – Fiz sinal para ela se aproximar.
- Oi. – Ela sorriu, tímida.
- Uau, você é linda. – Ela usava um par de óculos largos e uma tiara no cabelo ondulado, seu vestido tinha estampa de flores, ela parece essas garotas adolescentes que tem vergonha ou se sentem desconfortáveis em mostrar a verdadeira beleza.
- Obrigada... Megan, não é?
- Sim. – Cumprimentei-a. – Vocês estão namorando?
- Sim. – Ty disse.
- Não. – Kate disse, quase ao mesmo tempo. Eles se olharam, confusos, percebi o clima tenso e resolvi mudar de assunto.
- Vou deixar Lottie com o Scooter e depois venho buscá-la, okay? – Disse, pegando a mão dela, Tyler ainda olhava Kate.
[...]
Procurava alguma vaga para parar o carro, mas não encontrava, então fiz o retorno e parei um quarteirão antes do banco, peguei minha bolsa e desci do carro. Estava conferindo se minha carteira estava na bolsa, quando meu celular tocou.
“Justin”
“Oi amor, só ligue para saber como está”
“Estou bem, eu peguei Lottie no colégio e deixei-a no Scooter, agora preciso resolver uma coisa no banco.”
“Você não resolver nada sobre nossa casa, escondido de mim, não é?”
“Não Justin, não é sobre a casa”
“Tudo bem, então nos vemos mais tarde.”
“Até mais amor.”
“Te amo, ok?”
“Eu também te amo” – Sorri e desliguei o celular, joguei-o na bolsa e fechei-a. Senti a presença de alguém atrás de mim e me virei.
- Olá meu amor. – Ele sorria para mim, meu coração saltou em meu peito e eu pensei em correr, mas minhas pernas travaram.
- N-n-nick, me deixe em paz.
- Calma meu amor, não precisa ter medo de mim. – Ele tocou meu rosto.
- Se você me sequestrar, Justin saberá e ele vai te encontrar. – Tentei ameaçá-lo, mas eu estava com muito medo.
- Eu nunca a sequestraria, você virá comigo por livre e espontânea vontade. – Nick sorriu e colocou as mãos em meu rosto.
- Eu nunca irei com você! – Tirei as mãos dele de mim. – Eu tenho nojo de você Nick.
- Não Meggy, você me ama. – Ele ainda sorria.
- Não, não amo, nunca amei.
- Venha comigo, me deixe provar que eu mudei, eu posso te fazer feliz... Eu posso te amar mais do que o Justin ama.
- Você pode me amar mais do que ele me ama, mas eu nunca amarei você, como eu o amo.
- Um minuto? Deixe-me dizer tudo que eu sinto, deixe-me provar que eu mudei. – Ele parecia triste.
- Vá embora enquanto pode, a policia está te procurando.
- Meg, um minuto? – Ele pediu, outra vez e eu não sabia o que fazer.
- Vá embora Nick. – Disse, firme.
- Eu sinto muito, mas não vou embora enquanto não me deixar falar. – Ele segurou minha mão e me puxou.
- Eu vou gritar, me solte! – Tentei soltar minha mão, mas ele a apartava.
- Não vai gritar. – Ele me beijou a força e dava alguns passos para trás. Nick abriu a porta de um carro e me empurrou para dentro.
- VOCÊ DISSE QUE NUNCA ME SEQUESTRARIA! SE ME AMASSE DE VERDADE, NÃO ME MACHUCARIA! – Gritei e ele acelerou.
- É por te amar demais que estou fazendo isso, por favor Meg, entenda. – Ele me olhava, triste. Decidi ficar quieta, eu não estava mais com medo, mas sentia que algo ruim iria acontecer.
[...]
 Nick parou o carro em frente à um prédio, analisei a rua e não reconheci aquele lugar. Ele desceu do carro e abriu a porta para mim, vi sua mão estendida e ignorei ajuda.
- Meg, pode me entregar seu celular? – Ele perguntou, olhando minha bolsa, o encarei sem acreditar.
- Isso é um pedido? – Perguntei irritada.
- Na verdade, você tem que entregar. – Nick estava me irritando com essa expressão de arrependido.
- E se eu não entregar?
- Por favor Meg. – Ele pegou minha bolsa, não o impedi.
- E ainda tem coragem de dizer que me ama. – Preferi mexer com o emocional dele.
- Eu te amo, Megan! – Nick se aproximou e olhou em meus olhos. – Você não tem ideia do quanto. – Fiquei assustada porque ele disse com sinceridade. – Venha comigo. – Ele segurou minha mão e me conduziu para dentro do prédio. O porteiro sorriu para mim e era minha chance de pedir ajudar, mas eu travei. – O que foi, meu amor?
- Me deixe ir, por favor. – Meus olhos se enchiam de lágrimas.
- Não chore Meg, não chore. – Ele me abraçou e eu senti meu medo voltar.
- Eu falo com você, eu ouço tudo o que você tem que dizer, mas em um lugar onde haja pessoas, por favor Nick. – Afastei-o.
- Você fugiria. – Ele disse, cabisbaixo.
- Não, eu prometo. – Disse aflita.
- Eu não posso. – Ele passou o braço por minha cintura e me empurrou para dentro do elevador, deixei as lágrimas rolarem enquanto Nick me encarava. Ele não disse nada, até chegarmos a um apartamento, no último andar. – Fique a vontade.
- Sério? – Perguntei irônica e revirei os olhos.
- Eu preciso te dizer o quando pensei em vocês nos últimos quatro anos, o quanto eu sofri por não receber nenhuma visita sua.
- Você tentou matar meu namorado.
- Ele se meteu no meu caminho, nós estávamos felizes juntos...
- Você mentiu para mim, você me manipulou. – Disse nervosa.
- EU ME ARREPENDO MEGAN, EU ME ARREPENDO OK? – Ele estava mudando a expressão de cachorro sem dono.
- Diga logo o que você quer.
- Eu quero você. – Ele tocou meu rosto, mas eu me afastei. – Eu quero te fazer feliz, quero ser feliz ao seu lado, quero que você me ame como você ama aquele cara.
- Eu nunca vou te ama Nick, entenda isso. – Disse fria.
- Se você não for minha, não será de mais ninguém. – Ele me encarava, ouvi aquilo e senti um arrepio percorrer minha espinha.
- Me deixe ir embora... – Levantei, mas ele entrou em minha frente.
- Nunca mais vou deixá-la ir, meu amor. Agora nós seremos felizes juntos, teremos filhos e seremos a família mais feliz desse mundo. – Ele sorria, estava parecendo um psicopata.
- Eu tenho medo de você... – Tente me afastar, mas Nick segurava minha cintura com muita força. – Está me machucando.
- Nós iremos deixar qualquer com inveja do nosso amor. – Parecia que ele não havia ouvido o que eu acabará de dizer, parecia estar hipnotizado.
- Nick...
- Sim, meu amor. – Ele sorria.
- Me solte.
- Eu também te amor, meu amor. – Ele se aproximou e beijou à força, eu me contorcia, tentava me soltar, mas ele estava segurando com muita força, estava me machucando.
 - SOCORRO! – Gritei, quando conseguia me soltar. – SOCORRO! – Aproximei-me da janela. – Se der um passo, eu me jogo.
- Meu amor, não faça isso. – Ele parecia assustado, agora.
- Me deixa ir embora. – Repeti pela milésima vez.
- Não. – Nick correu e me segurou forte, ele me levou até um quarto e me soltou, perto da cama. – Eu não queria ter que fazer isso Meg. – O quarto não tinha janela, Nick deu alguns passos para trás e trancou a porta.
- ISSO NÃO É AMOR SEU DESGRAÇADO, EU NUNCA VOU TE AMAR, ESTÁ OUVINDO? NUNCA! JUSTIN É O AMOR DA MINHA VIDA E VOCÊ NUNCA SERÁ COMO ELE. – Gritei, batendo na porta.
- Você vai sim. – Ele disse e saiu dali.
[...]
Estava trancada naquele quarto há horas e podia ouvir meu celular tocar descontroladamente. Tentei encontrar uma forma de sair dali, mas era impossível.
- Meg, meu amor, tenho uma coisa para você. – Ouvi o barulho da chave e fiquei encarando a porta. Nick entrou no quarto com um prato em mão, olhei sua cintura, onde tinha uma arma pendurada.
- Eu não quero isso. – Joguei o prato de comida longe e Nick ficou me olhando.
- Seu namoradinho já sabe que você está comigo. – Ele sorriu. – Ele sabe que você me ama.
- Ele sabe que você é um psicopata louco. – Disse irritada.
- Por que você não faz um esforço para sentir algo por mim?
- Porque você não pode manipular as pessoas assim, não pode. – Nick ficou pensando. – Justin está vindo, não está?
- Eu disse à ele que estamos aqui. – Aquilo me surpreendeu. – Eu tenho alguns minutos para te convencer a ficar.
- Nick, você pode mudar, você pode se tornar um cara que qualquer mulher iria querer, mas não é obrigando as pessoas a te amar, que você vai conseguir isso.
- Eu não quero outra pessoa, eu quero você Meg. – Ele colocou a mão na arma e meu coração disparou.
- Eu sinto muito, mas não posso te amar. – Segurei a mão dele. – Eu não posso mudar meu coração.
- Você pode, mas não quer. – Ele aproximou nossos rostos. – Você pode Meggy. – Ele selou nossos lábios e eu o empurrei.
- Não posso. – Disse e afastei-me, a campainha tocou e meu coração acelerou, outra vez. – JUSTIN! – Levantei, mas Nick foi mais rápido.
- Meg, por favor. –Ele chorava, suas mãos seguravam a arma, apontada para o chão.
- Nick. – Meus olhos marejaram.
- Seja minha Meg! Por favor, seja só minha. – Ele levantou a arma.
*NICK, DEIXE-A EM PAZ* - Justin gritou, ele quase derrubava a porta.
- Meg, venha ser feliz ao meu lado. – Ele estava completamente fora de si, seu rosto estava repleto de lágrimas.
- Está me assustando. – Disse, encarando aquela arma. – Me deixe ir, pelo amor de Deus. – Pedi em prantos.
- Eu não posso viver sem você Meg.
- Você pode sim, você pode ser feliz sem mim! – Dei um passo para frente.
- Mas eu não quero. – Ele apontou a arma para a própria cabeça, suas mãos tremiam muito. – Se eu não posso ser feliz ao seu lado, não quero viver.
- Nick, não faça isso, por favor.
- Eu te amo Meg, eu sempre vou te amar. – Ele sorriu fraco e fechou os olhos.
- NICK, NÃO! – Ia correr até ele, quando ouvi um estrondo ensurdecedor e Nick caiu no chão. Senti minhas pernas tremerem e cai de joelhos, perto dele. Saia sangue de sua boca e da cabeça, eu não conseguia parar de tremer e as lágrimas não parava de cair em meu rosto. – Não, não, não. – Toquei seu rosto e minhas mãos se encheram de sangue.
*MEGGY* - Justin gritava desesperado, ouvi outro estrondo e em segundos, Justin estava em pé, na porta do quarto, olhei-o, em prantos.
- Precisamos levá-lo ao hospital. – Disse tentando ouvir sua respiração, que era muito fraca, quando, de repente, parou. – Nick, acorde, por favor.
- Meggy. – Justin ajoelhou-se, ao meu lado.
- Ele se matou porque eu não podia amá-lo, ele se matou por minha culpa. – Eu não conseguia parar de chorar e os olhos brilhantes de Nick dizendo “Eu te amo Meg”, não saiam de minha mente. Justin me abraçou e eu desabei em seus braços.
continua...

Comentem!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

"The Mission" - Cap. 38"




Megan POV
Eu estava em casa, assistindo televisão, quando o telefone tocou. Atendi, esperando ser o Justin.
“Olá princesa” – Um arrepio percorreu minha espinha quando eu ouvi aquela voz, eu não respondi, não conseguia fazer nada, meu corpo ficou paralisado. – “Se esquece de mim, Meggy.” – Ele imitou a voz do Justin, senti meus olhos se encherem de lágrimas e minhas mãos começaram a tremer, eu não conseguia nem desligar o celular. – “Meu amor, eu estou com saudade” – A campainha tocou e eu olhei a porta. – “Foi horrível ficar todos esses anos preso, mas agora eu estou livre, estamos livres para viver o nosso amor, princesa”.
- MEGAN? – Alguém gritava do lado de fora do apartamento. Joguei o celular e corri até a porta, abri e abracei Tyler, minhas pernas tremiam muito.
- Meggy? – Levantei a cabeça e vi Justin, segurando a mão da Lottie.
- Meu amor. – Abracei-o e deixei as lágrimas rolarem.
- O que aconteceu? – Justin me abraçou forte.
[...]
- Então ele foi solto? Mas depois de tudo eu fez? – Tyler estava indignado.
- Não é possível! Provavelmente, ele fugiu. – Justin balançava as pernas, nervoso.
- O que exatamente ele falou, Meggy? – Ty perguntou.
- E-e-ele disse que foi horrível ficar preso, mas que agora nós podemos viver o nosso amor... – Eu tentava parar de chorar, mas o medo me consumia.
- Eu não vou deixar que ele nos separe outra vez, eu prometo, meu amor. – Justin segurou minha mão e me olhou, tentando me acalmar.
- Meg... – Charlotte voltou da cozinha, onde ela comia um pedaço de bolo. – Você também vai para o céu?
- Não Lottie, não agora. – Justin disse, confuso com a pergunta dela.
- Porque a mamãe chorava assim, também. – Ela disse inocentemente.
- Eu prometi para a sua mãe que cuidaria de você, Lottie, e eu vou cumprir. – Disse, enxugando meu rosto.
- Eu não quero que você morra, não quero! – Ela me abraçou e um sorriso se formou em meu rosto. – Não chore, Meggy. – Ele enxugou algumas lágrimas minhas e sorriu.
- Você é um anjinho, sabia? – Beijei sua bochecha e abracei, outra vez.

Justin POV
Esperava o delegado, na sala de espera, quando vi dois policias comentarem sobre Nick, eles estavam preocupados. Levantei para segui-los, mas o delegado me parou.
- Ora, ora, Sr. Bieber. – Ele disse, me encarando.
- Olá Seu Delegado. – Disse, sem jeito.
- Qual a novidade? – Ele passou o braço por minhas costas e me levou à sua sala.
- Vocês não vão me contar? – Perguntei irritado.
- Contar o que? – Eu via a tensão em seus olhos.
- Que Nick fugiu. – Disse e ele arregalou os olhos. – Ele ligou para a Megan.
- Ligou? Quando? O que ele disse? – Ele pegou o telefone e discou três números e chamou alguém para entrar na sala. – Sente-se e me conte tudo.
[...]
- Nós vamos atrás dele, não se preocupe. - Mesmo ouvindo aquilo, eu continuava preocupado.
- Ele é muito perigoso. – Disse.
- Nós sabemos Justin... Mas ele teve ajuda para fugir, ele não é tão esperto quanto parece. – Ele parecia odiar Nick com todas as forças.
- Qualquer coisa, me avise, por favor. – Pedi e estendi a mão, ele apertou e assentiu.
- Se ele ligar outra vez, me avise rapidamente. – Assenti e sai dali. Voltei para casa da Meg, nós passamos o resto do dia ali, vendo filmes e tentando não pensar negativo. Lottie cochilou em meu colo e eu achei melhor nós dormimos ali, todo juntos. Coloquei Lottie no centro da cama e, Meg e eu deitamos nos cantos.
- Você acha que eles vão pegá-lo? – Meg perguntou, me olhando.
- Eu espero que sim. – Tentei não demonstrar minha preocupação. – Mas, tente não se preocupar com isso, amor.
- Eu estou tentando, mas aquela voz assustadora fica ecoando em minha mente. – Ele franziu a testa e soltou um suspiro.
- Pensei no nosso casamento, pense no nosso futuro juntos... Na nossa casinha decorada da forma que você quer, dos nossos filhos se dando super bem com a Lottie... – Ela sorriu e isso me fez sorrir, também.
- Eu me sinto segura ao seu lado. – Ela sussurrou e segurou minha mão, fechamos os olhos e dormimos ali, os três juntos.
continua...

Ta acabando...

Comentem!