quinta-feira, 14 de novembro de 2013

"Falling" - Cap. 04




Entrei apressada e sem ar na escola, eu estava atrasada e teria prova no primeiro horário. Parei de correr e senti um forte dor de cabeça, minha visão escureceu um pouco, mas logo voltou ao normal. Hoje é o dia da minha consulta com um médico especialista e papai irá comigo, confesso que estou com muito medo do que ele dirá.
- Senhorita Bradshaw, por que não está na sala? – O inspetor me olhava, Justin entrou correndo no corredor, mas parou ao ver o inspetor.
- Vocês não irão entrar na sala, vão para a diretoria explicar o atraso. – O inspetor disse.
- Eu tenho prova! – Disse, ainda com falta de ar.
- Perderá a prova, então. – Ele fez um sorriso sínico.
- Deixe-a em paz! – Justin disse bravo.
- Vai ganhar uma anotação Senhor Bieber.
- Vou ganhar duas se você não deixá-la entrar na sala. – Justin fechou o punho e o inspetor deu um passo para trás.
- Os dois ficaram na detenção, depois das aulas. – O inspetor encheu o peito e enfrentou Justin, que abaixou o braço e ficou quieto.
- Por favor? – Pedi tentando controlar meu nervosismo que piorava minha falta de ar. Meus olhos se encheram de lágrimas quando eu lembrei o que causava minha falta de ar.
- Para a diretoria, Bradshaw! – Virei e caminhei apressada para a diretoria.
[...]

Depois de perder a prova de economia e não entrar nas outras aulas, cheguei pontualmente à detenção. O professor responsável estava cochilando, revirei os olhos e sentei em qualquer cadeira. Vi Justin e alguns amigos dele invadirem a sala, passando a bola de futebol um para o outro.
- Ei. – Justin me viu e sentou ao meu lado. – Eu te procurei o dia todo e não encontrei.
- Tanto faz. – Disse indiferente.
- Estava chorando só por causa da prova? – Justin perguntou, sem dar importância ao meu desprezo.
- Não, é claro que não, mas tanto faz. – Repeti a frase.
- Justin, vamos jogar futebol! – Os amigos dele o chamavam.
- Esperem. – Ele ainda me olhava. – Liz, quer sair comigo sábado?
- Justin, é claro que não! – Disse como se fosse obvio.
- Uau, que fora... – Ele não estava ofendido.
- Qual é? Acha mesmo que vou ser mais uma na sua lista?
- Não, eu tenho certeza que não! Mas eu acho que seria legal sairmos... Eu não vou te agarrar ou te fazer ser mais uma na minha lista... Sei lá, só quero sair com uma garota legal.
- Desculpe Justin, mas não acho que me divertiria saindo com você. – Eu estava sendo sincera e ele nem se importava com minhas respostas.
- Por que me subestima tanto?
- Eu não...
- Aceite e eu prometo não te decepcionar. - Ele me interrompeu.
- Eu deveria suspeitar dessa insistência. – Olhei-o.
- Eu posso te buscar às oito?
- Eu não acei...
- Te pego às oito. – Justin piscou, beijou minha bochecha e saiu dali, para jogar com os amigos dele.
[...]
O médico me deu milhares de dicas para evitar a falta de ar que tenho sentido nos últimos dias e disse que terei que viver no hospital a partir de agora. Terei que fazer exames semanalmente, ter consultas diariamente e assim, talvez, eu posso melhorar e o câncer pode desaparecer, porque não está no estágio mais avançado, é muito recente.
- Você precisa ficar longe de poluição e de fumaças tóxicas. – Ele disse enquanto escrevia.
- Filha, se viesse morar comigo... – Papai aproveitou o momento para tentar me convencer.
- Não, eu não vou me mudar. – Levantei. – É só isso doutor?
- Por hoje sim, te vejo amanhã para o primeiro exame. – Ele sorriu e me entregou uma receita. – Esse remédio para dor.
- Obrigada, até amanhã. – Virei e caminhei na direção da porta.
- Filha... – Papai me seguiu. – Eu sei que ainda sente magoa pelo que eu fiz, mas eu me importo muito com você e não me perdoaria se algo mais sério acontecesse.
- Você nos abandonou e sumiu por anos, eu não vou morar com você! – Disse irritada e continuei andando.
- Só pense melhor nisso! – Ele entrou no elevador e apertou o botão.
Continua...

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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

"Falling" - Cap. 03




Brandon e eu caminhamos entre as fileiras da arquibancada até chegarmos onde Eve estava. As líderes de torcida dançavam no campo, enquanto alguns jogadores faziam alongamentos e se preparavam para o jogo.
- Eu preciso ir ao banheiro. – Disse e levantei.
- Perto do vestiário masculino. – Brandon disse com a boca cheia de pipoca.
- Quer que eu vá com você? – Eve perguntou.
- Não, eu volto logo. – Apressei-me e fui à procura do banheiro. O corredor estava pouco iluminado, só tinha metade das luzes acesas, eu olhava para as portas tentando encontrar alguma placa que identificasse o banheiro, quando esbarrei em alguém. Encarei os músculos de um dos jogadores e sorri constrangida.
- Está perdida, princesa? – Ele piscou para mim e continuou andando, e logo um bando de jogadores surgiu no corredor, encostei-me à parede, dando-lhes espaço.
- Você? – O garoto patético parou e me olhou confuso
- Eu. – Sorri falsa e tentei sair dali.
- Posso saber seu nome? – Ele segurou meu braço e olhou em meus olhos.
- Por quê? – Franzi a testa e me soltei.
- Para me dar sorte no jogo, gatinha. – Ele piscou e ficou me olhando. – Começamos mal, não é? Prazer, meu nome é Justin.
- Tanto faz. – Disse mostrando minha falta de interesse.
- Eu só quero saber seu nome. – Ele riu e se aproximou mais um pouco.
- Elizabeth. Agora me deixe ir. – Virei, mas Justin segurou meu braço.
- Te vejo depois do jogo?
- Não. Mas bom jogo! – Sorri e sai dali, apressada.
[...]

Estava gritando pelo time da escola quando senti uma enorme falta de ar e sentei. Parecia que eu estava fechada dentro de uma caixa, onde não havia ar para eu respirar. As pessoas pulavam na arquibancada e gritavam desesperadas, tentando empurrar o time para uma vitória.
- Está bem Liza? – Brandon perguntou, assenti e levantei, forcei um sorriso e voltei a assistir o jogo. Justin fez o último ponto, que deu vitória ao time da casa. Os alunos torcedores estavam esbanjando alegria e muitos invadiram o campo para festejar com os jogadores.
- Vem Liza, vamos lá. – Eve me puxou e nós entramos na festa, no meio do campo. Havia muita gente ali, olhei Eve e Bran que imitavam as líderes de torcida e comecei a rir deles.
- O que achou do jogo? – Justin puxou minha cintura e olhou em meus olhos.
- O outro time foi muito bem, podiam ter ganhado. – Provoquei.
- Mas uma garota chamada Elizabeth, me deu sorte para fazer o último ponto. – Ele ainda sorria.
- Eu acho que foi azar do outro time. – Disse e ele riu.
- Você quer s... – Ele estava falando, quando uma garota o virou e o beijou, revirei os olhos e sai dali.
- Ei, eu estou indo embora. – Aumentei um pouco o tom da voz quando notei que eles não estavam ouvindo.
- Mas já? – Eve gritou, assenti e me despedi deles. Fui caminhando lentamente, tentando não ficar com falta de ar. Eu observava as árvores enfeitadas na maioria das ruas, o bairro fez aniversário mês passado, houve uma festa imensa. Eu me diverti tanto naquela festa que agora, me dá vontade de voltar no tempo. Até quando será que eu poderei me divertir assim?
Parei e olhei para minha casa, no final da rua. Desde que nasci, mamãe fuma descontroladamente e já teve vários problemas por isso, mas agora eu estou com problemas por causa dela. Ia continuar a caminhada até a minha casa, quando um carro passou em alta velocidade, com o som muito alto. Era Justin com o carro cheio de garotas. Ele deu ré e parou ao meu lado.
- Elizabeth. – Ele sorriu e depois olhou para as garotas. – Quer carona?
- Até o fim da rua? Não, obrigada. – Disse e voltei a andar, ele me acompanhou com o carro.
- Eu ia te fazer um convite, mas você sumiu. – Ele ficou sério.
- Eu não sumi, eu me afastei.
- Vamos logo Justin, deixe essa garota ai. – Uma das vadias que ocupavam o carro disse, me olhando com desprezo.
- Vai Justin, vai logo antes que fechem a porteira. Aproveite e compre um pouco de capim, elas estão tão magras, deve ser fome. – Acelerei o passo.
- Ela nos chamou de vaca? – Perguntou uma delas.
- Boa noite, Liz. – Justin sorriu e depois de um tempo me olhando, acelerou o carro.
Entrei em casa e senti um cheiro diferente, não era de fumaça, era cheiro de produto de limpeza. Mamãe apareceu na porta da cozinha e abriu os braços, aproximei-me e ela me abraçou.
- Me desculpe, querida. – Ela começou a chorar.
Continua...

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domingo, 3 de novembro de 2013

"Falling" - Cap. 02



Caminhava para o ponto de ônibus, quando vi o garoto da sala de produtos de limpeza parar o carro. Ele desceu e começou a conversar com uma garota, que provavelmente também ia para o ponto. Revirei os olhos ao ver que eles iriam se beijar e continuei caminhando. Estava perto do ponto, quando ouvi uma buzina.
- Bom dia, amiga. – Eve disse sorrindo, olhei para o carro e depois para o Brandon.
- Entra aí Beth. – Brandon disse rindo.
- Beth? Pelo amor de Deus, Brandon. – Entrei no carro e nós fomos juntos para a escola, Brandon é meu amigo desde que tínhamos cinco anos, ele sempre foi o ouvinte dos meus problemas, mas não o contei sobre o câncer ainda e espero que Eve não tenha contado.
Descemos do carro e Eve me abordou:
- Bran perguntou por que você estava chorando ontem.
- Você contou? – Perguntei desesperada.
- Não, é claro que não. – Ela afastou-se e Bran abraçou-a.
- Está apaixonada, Liza? – Brandon perguntou me olhando.
- O que? – Olhei-o.
- Te vi chorando ontem... Algum garoto está te tirando o sono?
- Cala a boca Brandon! – Soquei seu braço e nós rimos.
- Por que estava chorando? – Ele me olhou sério e nós começamos a andar.
- Bran... – Parei e eles pararam também. – Eu estou doente.
- O que? O que você tem? – Me olhou e perguntou desesperado, olhei Eve e seus olhos estavam cheios de lágrima, ela se soltou e saiu correndo dali. Abaixei a cabeça e segurei as lagrimas. – Liza? – Bran levantou meu rosto.
- Eu tenho câncer, Brandon! – Sussurrei e ele ficou me encarando, exatamente como Eve fez, mas depois ele me abraçou forte e nós choramos juntos.

[...]
- Opa, opa, opa! – O garoto do time de futebol se afastou da garota que ele beijava e me seguiu. – Olá, marrentinha.
- Me deixe em paz garoto. – Acelerei o passo.
- Está chorando? – Ele parou em minha frente.
- O que você quer? – Enxuguei meu rosto e olhei.
- Que me apresente sua amiga. – Sorriu malicioso e apontou Eve.
- Ela tem namorado. – Desviei dele e continuei andando.
- Isso não é um problema. – Olhei para o lado e ele ainda me acompanhava.
- POR QUE VOCÊ NÃO VAI SE F... – Parei quando vi que o inspetor me olhava.
- Calma...
- Garoto, você é um imbecil. Como consegue ser tão patético?
- Você que é sem graça. – Ele deu meia volta e continuou caminhando para o outro lado.
[...]

Entrei em casa e Maisie estava jogada no sofá, com um cigarro entre seus lábios, dei um passo para trás e prendi a respiração.
- Eu comprei comida, está no forno. – Ela disse sem me olhar. Mamãe não sabe sobre o câncer, eu não contei ainda e papai também não, ele prometeu guardar segredo. – Elizabeth, quando seu pai vai voltar para a Inglaterra?
- Amanhã. – Disse e caminhei em passos apressados para a cozinha.
- Diga àquele imprestável para ficar longe de você, porque você quer morar comigo.
- Eu não sei se eu quero continuar morando com você, Maisie. – Disse, temendo a reação dela.
- Como é? – Maisie levantou e me encarou.
- Você nem se preocupa em perguntar o que eu fui fazer no hospital, mãe! Você nunca se preocupa. – As lágrimas já se formavam em meus olhos.
- Isso não é verdade!
- NÃO É VERDADE? – Gritei, irritada. – EU ESTOU COM CANCÊR NO PULMÃO POR CAUSA DESSES SEUS GIGARROS, VOCÊ SE IMPORTA? – Gritei ainda mais alto e desabei em lágrimas.
 - Pare de brincar com coisa séria, Elizabeth.
- Você nunca quis que eu morasse com você, eu sei que você só quer o dinheiro do meu pai. – Ela ficou me olhando por um bom tempo, até eu sair dali e correr para o meu quarto.

Peguei meu celular e fiquei olhando as novas mensagens, milhares só do Brandon perguntando como eu estava. Respondi uma com “estou bem”. E em minutos meu celular estava tocando.
“Liza, estou indo te buscar para irmos ao jogo de futebol da escola.”
“Jogo de futebol? Sério Bran?”
“Sim, estou ai em cinco minutos!” – Eu sabia que não ia adiantar dizer não, então tirei o pijama e coloquei um vestido, uma sapatilha e peguei minha bolsa. Tentei sair de casa sem ser vista, mas mamãe estava do lado de fora, fumando.
- Aonde vai? – Perguntou e apagou o cigarro.
- À escola. – Dei os ombros e vi o carro do Bran se aproximar.
- Precisamos marcar uma consulta médica...
- Papai já fez isso, ele vai me levar amanhã antes de ir embora... Não voltarei tarde. – Disse quando Brandon estacionou.
- Se cuida, filha. – Maisie disse, preocupada.
Continua...

rafaella é que o email é da minha irmã e ela que fez o blog, ai fica o nome dela :)
Anônimo simmmmmmmmm, melhor livro do mundo

Que bom que estão gostando <3

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

"Falling" - Cap. 01






 Os meus passos estavam lentos, meus olhos enxergavam apenas o fim do corredor, tudo em volta era sem importância no momento. Parecia que eu estava naqueles filmes onde tudo fica em câmera lenta e sua vida passa diante dos seus olhos em alguns segundos, era como se o meu mundo não fizesse mais sentido. O sinal tocou e eu parei de andar, minha visão voltou ao normal e a velocidade com que as pessoas andavam aumentou, fiquei parada no corredor, vendo-o ser esvaziado.
- O que está fazendo aqui fora Senhorita Bradshaw? – O professor de História me olhava, não o respondi e caminhei para dentro da sala, sem olhar para trás.
- Liza. – Eve virou-se e sorriu para mim, quando sentei atrás dela. – Brandon me pediu em namoro. – Ela estava muito animada.
- Legal. – Foi o que consegui falar, então abaixei a cabeça e debrucei sobre a mesa. Eu não queria ser grossa, mas eu não estava bem.

- Senhorita Bradshaw, poderia vir fazer a resolução desse problema na lousa? – Perguntou o professor de álgebra.
- Não. – Disse ao abrir os olhos.
- Você vem à escola para dormir, Senhorita Bradshaw? – Ele estava surpreso com a minha resposta, porque eu sempre respondo as questões.
- Não, venho porque sou obrigada. – Respondi mais uma vez e comecei a guardar o material, sabia o que viria depois.
- Se retire da minha sala, por favor. – Ele abriu a porta, levantei e caminhei para fora da sala. – Não vou te dar uma anotação, mas é bom que tenha uma explicação para estar agindo assim. – O professor fechou a porta e eu encarei o corredor, decidindo por onde seguir. Direita. Caminhei para a direita e abri a porta de uma sala, onde havia uma placa escrita “não entre”. Tanto faz. A cena que presenciei não foi agradável, um garoto com o uniforme do time de futebol estava se atracando com uma líder de torcida.
- O que está fazendo aqui garota? – Ele me encarou.
- O mesmo que vocês, me escondendo. – Entrei, fechei a porta e acendi a luz, então eles começaram a arrumar suas roupas, que por pouco não foram tiradas.
- Você não pode ficar aqui. – Ele disse irritado.
- Vocês também não. – Sorri falsa e sentei no canto da sala cheia de produtos de limpeza.
- Vou para a sala, depois nós continuamos. – A menina disse com uma voz irritante e antes de sair, quase engoliu os lábios do garoto.
- Pode deixar que eu te ligo. – Ele disse com um pouco de desprezo e depois me encarou.
- A coitada ainda acredita em você. – Ri, encarando minha agenda.
- Por que está se escondendo, nerdizinha? – Ele sentou ao meu lado.
- Não te interessa.
- Nossa, está irritada?
- Cara, por que não vai procurar outra vadia que vai cair na sua história de “eu te ligo”. – Estava ficando realmente irritada.
- Eu vou ligar... Um dia, quando eu precisar. – Ele começou a rir.
- Que nojo de você. – Levantei e caminhei até a porta. – Devia ter vergonha.
- Vergonha de poder ter a mulher que eu quiser? – O garoto levantou e se aproximou, olhei em seus olhos.
- Vergonha de não conseguir ser amado por nenhuma delas. – Sai dali e caminhei para o banheiro. Olhei-me no espelho e vi uma lágrima percorrer meu rosto, enquanto eu imaginava como estaria em algumas semanas.

No refeitório, enquanto eu aguardava na fila, vi Eve procurando por alguém e encontrei seus olhos, ela começou a caminhar em minha direção e eu rezei para que não perguntasse o que eu tinha ou se eu estava bem.
- Finalmente te encontrei. – Ela sorriu fraco. – O que aconteceu mais cedo, por que agiu daquela forma? – Ela não perguntou, mas se eu for responder essa pergunta com a verdade, terei que dizer que não estou bem e que tenho algo, assim receberia mais perguntas.
- Depois conversamos. – Andei e peguei uma bandeja.
- Liza, você está escondendo algo. – Eve me seguia, enquanto eu enchia minha bandeja.
- Não estou escondendo nada, depois nós conversamos! – Repeti e Eve me virou, derrubando meu copo de suco que estava equilibrado na bandeja.
- Você vai conversar comigo agora. – Ela me puxou para uma mesa e nós sentamos, fiquei a olhando. – Liza, você nunca responderia um professor, ainda mais o de história... Tem algo muito sério acontecendo. – Eve ficou me olhando, esperando uma resposta.
- Tudo bem, eu não posso ficar escondendo isso por muito tempo mesmo. – Disse e olhei nos olhos dela. – Ontem, quando fui ao hospital com meu pai, eu passei mal e fiz alguns exames... – Senti as lágrimas encherem meus olhos. – Os exames mostraram que eu tenho um problema sério.
- O que? – Eve segurou minhas mãos.
- Eve, eu tenho câncer nos pulmões. – Disse e desabei em lágrimas, mais uma vez. Eve ficou paralisada, ela não conseguia dizer nada. – É algo recente, mas eu podia ter prevenido se...
- Se sua mãe...
- Sim, minha mãe tem uma parcela grande de culpa. – Abracei Eve e nós choramos juntas.
Continua...

E aí garotas? O que acharam desse primeiro capítulo? Comentem!