sexta-feira, 19 de abril de 2013

"The Mission" - Cap. 14




Acordei com o sol queimando meu rosto, abri os olhos e quase fiquei cega, com tanta luz, levantei da cama e vesti um casaco, apesar do sol forte, estava frio. Caminhei até a janela e o vento gelado tocou meu rosto, sorri, ao lembrar da noite de ontem. Fechei a janela e sai do quarto, estava com fome. Peguei a caixa de cereal e o leite e quando colocava na tigela, Nick beijou meu pescoço e segurou minha cintura, senti um frio na espinha e virei-me, recebendo um beijo nos lábios, eu não o impedi, mas, eu devia. Não devia?
- Bom dia princesa. – Ele sorriu, ainda abraçava minha cintura.
- Bom dia. – Sorri fraco e virei-me.
- Eu... Eu fiquei te esperando ontem e você não apareceu. – Nick disse me olhando.
- Eu encontrei uma amiga...
- Você não tinha amigas, Meg. – Estava desconfiado, mas tentava não demonstrar.
- Justin... Eu estava com o Justin. – Disse com medo de sua reação.
- Fizeram as pazes? – Ele parecia mais tranquilo, depois de eu dizer com quem estava.
- Sim. – Respondi.
- Vai voltar para lá?
- Não, eu voltarei para a minha casa. – Disse e Nick arqueou a sobrancelha.
- Por que Meg? Você pode ficar aqui... – Ele estava confuso, deixei a tigela de cereal no balcão e olhei para o Nick.
- Eu não sei se estou pronta para um namoro e muito menos para morar com um namorado. – Nick me olhava atento. – Nick, eu espero que entenda, mas... Acho que devemos terminar.
- Meg, não. – Abaixei a cabeça, não queria ver sua expressão. – Meu anjo, por favor... – Ele levantou meu queixo, me fazendo olhá-lo. – Por quê? Estamos tão bem.
- Não, não estamos. Nós só começamos isso porque eu estava fragilizada, carente, estava confusa com tudo o qeu havia acontecido, mas agora eu sei o que eu quero e sei o que eu sinto.
- E o que você sente?
- Que não devia ter começado esse relacionamento, nós confundimos as coisas e o que era para ser uma parceria, para encontrar meus pais, acabou virando um namoro sem sentido.
- Faz sentido para mim. – Ele estava inconformado.
- Mas para mim não. – Tentei não olhá-lo, mas Nick insistia.
- É aquele moleque não é? Vocês estão juntos? – Sua expressão mudou de repente, Nick parecia furioso.
- Do que está falando?
- Você e Justin, vocês ficaram ontem?
- Nick, para. – Disse e acho que acabei me entregando.
- Eu doei todos esses dias para você, eu desliguei qualquer outro problema para resolver o seu, eu estou fazendo o possível para encontrar seus pais e você está me traindo? – Ele segurou meus pulsos, com força.
- ESTÁ MACHUCANDO. – Soltei-me e o empurrei.
- Me desculpe Meg, me desculpe. – Ele começou a chorar, parei e o olhei. – Eu gosto muito de você Megan, estava me doando ao máximo para te fazer feliz, eu só quero te ver feliz. – Ele cobriu o rosto com as mãos. – Eu te amo. – Ele me olhou.
- Eu também gosto de você Nick, mas eu não me sinto bem nesse namoro. No começo era tudo mágico, mas agora isso mudou. – Fiquei em sua frente. – Me desculpe, mas eu não posso mais fingir que estou feliz aqui. – Levantei e caminhei até o quarto, peguei minha mochila e guardei minhas coisas. Quando estava indo embora, Nick saiu da cozinha, seu rosto estava vermelho e lágrimas ainda caiam de seus olhos. – Eu sinto muito Nick.
- Eu ainda te amo Megan. – Ele disse e abriu a porta, passei por ele e o olhei, parei e beijei sua testa.
- Você é um anjo, muito obrigada por me ajudar e por gostar de mim. – Disse com o coração partido, não queria deixá-lo assim, mas eu não aguento mais fingir.

Justin POV
Discava o número da Megan pela milésima vez, não tenho sinal dela há dois dias, desde aquela noite incrível. Tentei mais uma vez, mais uma, de novo e a campainha tocou, me interrompendo, joguei o celular no sofá e caminhei até a porta. Quando abri a porta, Megan estava chorando e tinha uma mala em mãos.
- Meu amor, o que aconteceu? – Abracei-a forte e puxei-a para dentro.
- Estou com medo Justin. – Ela soluçava.
- O que fizeram com você? O que aconteceu? – Segurei seu rosto, eu podia ver o medo em seus olhos, ela estava assustada, apavorada. – Meggy, me diz!
- E-e-eu não posso... – Ela se afastou e cobriu o rosto. – Eu não posso. – Abracei-a novamente.
- Nada vai acontecer, você está segura aqui, eu não deixarei nada acontecer. – Beijei sua testa e a abracei ainda mais forte, ela não conseguia parar de chorar. Depois de quase uma hora, depois de tentar acalmá-la de várias maneiras, ela controlou o choro. Entreguei-lhe um copo de água e ela tomou tudo em dois goles, suas mãos tremiam, seguei sua mão e a abracei.
- Eu não posso ficar aqui. – Meggy se afastou e levantou. – Eu preciso sair daqui, preciso de um lugar seguro para ficar.
- Aqui é seguro Meggy. – Disse e quando terminei, Scooter entrou, Megan correu para perto de mim e abaixou a cabeça.
- Megan! – Scooter disse feliz ao vê-la, ela continuou encarando o chão.
- Ele não fará nada com você. – Sussurrei.
- O que aconteceu? – Scott perguntou, confuso.
- Nada. – Meggy disse, antes que eu dissesse alguma coisa. – Não aconteceu nada.
- Megan, eu preciso te dizer...
- Eu não quero ouvir, eu não sei por que estou aqui. – Ela pegou a mala. – Não devia ter vindo. – Vi as lágrimas transbordarem em seus olhos e ela voltou a chorar.
- Meggy. – Segurei seu braço e ela virou-se assustada.
- Não encoste em mim. – Ela estava em choque. – Me deixem em paz. – Meg caminhou apressada até a porta.
- MEGAN! – Corri atrás dela, ela começou a correr pela rua, descontrolada. – MEGGY, VOLTE AQUI. – Alcancei-a no final da rua. – Por que está tão assustada? – Eu estava confuso, ela estava ofegante, chorava desesperadamente e olhava para todos os lados, como se temesse por algo.
- Justin, eles vão me matar. – Ela disse e foi dando passos para trás. – Eles matarão a mim e depois os meus pais.
- Não, ninguém vai encostar em você, eu não deixarei. – Tentei aproximar-me, mas ela se afastou.
- Você não estava lá ontem, você não os impediu. – Ela tropeçou e caiu no chão, aproximei-me e a segurei em meus braços.
- O que eles fizeram Meggy? – Perguntei mais uma vez.
- Eu estava no meu quarto, na minha casa, tentando dormir, estava escuro. – Ela parou e olhou para os lados. – Eu ouvi passos no corredor e alguém abriu a porta. Eram dois homens. – Ela respirou fundo e enxugou o rosto. – Eles me seguraram e amarraram minhas mãos.
- Não. – Senti culpa ao pensar na continuação disso, levantei do chão e ajudei-a a levantar.
- Eu comecei a me contorcer, tentei me soltar, mas um deles me segurou e... – Ela engoliu o choro e tentou se manter firme. – O outro começou a me beijar e...
- Não, não, NÃO! – Gritei irritado comigo e com o que aconteceu.
- Eles ficaram acariciando minhas pernas, meu corpo, conseguiram me beijar algumas vezes, mas eu consegui sair dali, eu sai correndo e me escondi no quintal do vizinho, eu fiquei lá até hoje de manhã e voltei para casa quando notei que já haviam ido embora, peguei minha mala e vim para cá.
- Me desculpe por não ter impedido isso. – Aproximei-me e segurei seu rosto.
- Você não tem culpa. – Ela abaixou a cabeça, beijei sua testa. – Fica comigo Justin. – Ela me abraçou. – Por favor, não me deixe.
- Eu não vou deixar, eu prometo. – Megan me olhou e suspirou.
[...]
Estávamos em meu quarto, Meggy dormia e eu a olhava, ela estava muito abalada, mas não queria procurar ajuda policial. Ela tem medo que sejam os mesmos bandidos que sequestraram seus pais, então ela tem medo que Scooter esteja envolvido nisso. Levantei e sai do quarto, bati na porta do Scott e ele me mandou entrar.
- Oi. – Ele disse, olhando a tela do computador.
- Está ocupado?
- Precisa falar comigo? – Ele me olhou.
- É sobre a Megan. – Disse e sentei em sua cama. – Ontem invadiram a casa dela e abusaram dela.
- ABUSARAM? – Ele levantou e gritou por impulso.
- Ficaram acariciando ela, beijando, mas, graças a Deus, não fizeram mais nada.
- Ela acha que eu fiz isso?
- Ele acha que você pode estar envolvido. – Disse e Scooter abaixou a cabeça. – Por que Scooter? Por que ela tem tanta desconfiança em você?
- Não sei. – Ele estava triste.
- Vou voltar para o quarto, não quero que ela esteja sozinha quando acordar. – Abri a porta. – Se, por acaso, se esbarrarem por aí, não fale com ela Scooter, Meggy ainda está assustada, é melhor que fique longe.
- Não se preocupe, mas me chame se precisar. – Assenti e sai do quarto, quando abri a porta do meu quarto, vi Meggy sentada na cama, ela me olhou.
- Eu só fui ali...
- Tudo bem. – Ela sorriu, aproximei-me e sentei ao seu lado. – Eu terminei com o Dylan.
- Terminou? – Senti meu coração disparar e Meggy assentiu. – Ele aceitou?
- Não, mas eu não posso ficar mentindo. – Ela sorriu. – Agora, eu acho, que terei que encontrar meus pais sozinha.
- Não meu amor, eu estou aqui e enquanto eu estiver vivo, você não terá que usar a palavra “sozinha”. – Dei-lhe um beijo estalado e nos abraçamos. – Eu cuidarei de você. – Disse olhando em seus olhos.
- Obrigada. – Ela sussurrou e sorriu.
Continua...

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segunda-feira, 15 de abril de 2013

"The Mission" - Cap. 13




Cheguei ao apartamento e corri para o quarto, Nick estava na sala, mas eu passei direto. Tranquei a porta e peguei um travesseiro pra abafar o choro. Minha vida está uma confusão, eu já não entendo meus sentimentos, não sei mais quem sou.
- Megan? Megan, o que aconteceu? – Nick batia na porta.
- Eu só quero ficar sozinha. – Disse entre soluços.
- Meu amor, abra a porta. – Ele mexia na maçaneta. – Meg, me conte o que aconteceu. – Levantei e abri a porta.
- Quer saber o que aconteceu Nick? Eu estou cansada! – Enxuguei meu rosto. – Vocês diz que meus pais estão vivos, que Scott os sequestrou, diz que têm agentes atrás dele, mas não passa disso... Eu cansei de esperar, cansei de te ouvir falar e não ver nada acontecer. Cansei de você.
- Megan, por que está falando assim? Eu só estou tentando te ajudar. – Ele me olhou triste.
- Ah, me desculpe... – Cobri o rosto com as mãos. – Me desculpe Nick. – O abracei.
- Eu quero muito encontrar seus pais, meu amor. Eu estou fazendo o possível para isso acontecer. – Ele segurou meu rosto e olhou em meus olhos. – Sinto muito se não estou conseguindo ajudar, eu sinto muito se você se sente sozinha, mas eu quero que saiba que estou aqui, meu amor. – Ele sorriu fraco. – Estarei aqui para tudo Meg. – Nick me beijou, fechei os olhos e Justin veio à minha mente, então abri os olhos.
- Obrigada por tudo que tem feito por mim, mas eu realmente quero ficar sozinha. – Disse, depois de partir o beijo.
- Qualquer coisa, é só me chamar. – Ele beijou minha testa e saiu dali.
[...]
- MEGGY. – Apertei o passo e entrei na lanchonete, andei até o balcão, sem olhar para trás.
- Posso ajudar? – Um garoto, devia ter minha idade, disse sorrindo.
- Dois cheeseburgers e dois refrigerantes. – Disse e notei alguém parar ao meu lado.
- Ok, mais alguma coisa? – Ele perguntou.
- Batatas fritas. – Justin disse.
- Eu não vou comer com você. – O olhei.
- Meggy, por que você foi embora? – Ele olhava em meus olhos.
- Vai querer as batas fritas? – O garoto perguntou.
- Pode ser. – Voltei a olhar Justin. – Porque sim. – Virei-me.
- Para viagem?
- Sim! – Respondi.
- Meggy, olha para mim. – Justin pediu. – Meggy, por favor. – Olhei-o e Justin me beijou, empurrei-o, sem força.
- Me deixa. – Sussurrei e afastei-me.
- Foi por causa da Melissa, não foi? – Ele insistiu.
- E se foi?
- Eu não vou ficar com ela...
- Eu não quero ser a razão disso. – Nós falávamos baixo.
- Eu gosto muito de você Meggy... Gosto como nunca gostei da Melissa. – Ele se aproximava. – Podemos  conversar?
- Nós já estamos conversando, por favor, Justin, não insista.
- Podemos comer esses lanches juntos... Eu só quero passar um tempo com você. – Justin me olhava com brilho nos olhos.
- O pedido. – O garoto deixou as sacolas no balcão e nos olhou, Justin entregou uma nota e disse para o garoto ficar com o troco. Saímos juntos da lanchonete e eu acabei cedendo, o acompanhei, caminhamos por sete quadras, Justin parou e ficou encarando a lua.
- Sempre venho aqui. – Ele comentou. – É longe de tudo que me faz mal.
- E o que seria “o que te faz mal”? – Perguntei.
- Tudo que me lembra que meus pais morreram, tudo que me faz ser um idiota.
- Melissa. – Não resisti, eu tinha que falar isso. Dei de ombros e sentei na grama, o lugar era uma praça, mas estávamos em uma parte “deserta”, onde se tinha uma bela visão do mar e do céu. Peguei meu cheeseburguer e mordi um pedaço, estava morta de fome, Justin ficou me olhando. – Não vai comer?
- Não é pro seu namoradinho? – Ele sentou ao meu lado.
- Você pagou, acho que devia comer. – Mordi mais um pedaço e tomei um gole de refrigerante, não falamos mais nada, até eu terminar meu lanche e o Justin começar a rir. – O que foi? – Perguntei confusa.
- Isso tudo é engraçado, a forma como você entrou nas nossas vidas, era toda rebelde, não dizia nem “oi” e eu te achava metida, mal educada... – Ele parou e riu. – E como tudo isso mudou, foi tão espontâneo, nós parecíamos dois retardados juntos, nos tornamos amigos e... Bom, aconteceu o que aconteceu.
- O que aconteceu? – É óbvio que eu sei, mas perguntei.
- Eu me apaixonei pela garota rebelde e metida. – Ele sorriu de canto e desviou o olhar, há cada palavra que ele diz meu coração acelera mais, em minha cabeça se forma um novo nó, eu nunca me senti assim antes, não sei o que fazer. Ataquei as batatas fritas e quando havíamos devorado tudo, Justin me estendeu a mão, levantei e o acompanhei, ainda segurando sua mão. – Meu pai dizia que os olhos da minha mãe eram como a lua, porque o iluminava quando ele estava no escuro, dizia que aquele par de olhos sempre o ajudou quando ele mais precisou.
- Isso é lindo. – Suspirei e olhei Justin.
- É o mesmo que sinto quando estou com você Meggy. – Ele virou-se para mim e olhou em meus olhos. – Sinto-me seguro e livre do escuro. – Meus olhos se lacrimejavam e eu continuava muda, não sabia como responder a essas palavras lindas. “Eu também sinto Justin, eu sinto tudo isso, eu gosto de você” queria conseguir dizer isso. Justin soltou minha mão e colocou, as suas, no bolso. – Você gosta mesmo desse Dylan? – Ele perguntou sem me olhar
- S-s-s-im. – Gaguejei. Mas eu gosto mesmo? Ele não me faz sentir borboletas no estômago, ele não faz meu coração acelerar, não me deixa sem jeito, não me faz rir como o Justin faz... Eu acho que não gosto tanto quanto eu me forço a gostar, talvez eu não goste nada dele. – Você vai ser pai, Justin... Deveria estar com Melissa agora.
- Deveria. – Ele repetiu com frieza.
- Esqueça o que aconteceu hoje cedo, será melhor para nós dois, acredite. – Disse e fiz o possível para não chorar.
- Irei esquecer. – Justin estava frio, parecia irritado. Claro, como não ficar irritado depois de fazer uma declaração e receber um simples “esqueça”? – Vou te levar para casa.
- Não precisa...
- Eu te trouxe, eu te levo. Não se preocupe, eu paro antes para Dylan não nos veja juntos. – Ele saiu andando, senti um vazio no peito.
[...]
- Aqui está bom? – Ele perguntou, parando de caminhar.
- Eu sinto muito por não ter respondido ao que você disse Justin, eu realmente sinto muito. – Disse me sentido culpada por essa frieza dele.
- Sente muito? Se for “sentir muito” eu prefiro que não sinta nada, Megan. – Ele respondeu nervoso. – Só não sinta.
- Mas...
- É melhor ir. – Justin não me deixou falar
- E se eu não quiser ir? – Perguntei e encarei seus lábios. – E se eu sentir mais do que “muito”. – Aproximei-me. – E se eu estiver com medo de dizer o que sinto e sofrer depois?
- Faça o que quer fazer agora, sem se importar com o depois. – Ele disse me olhando fixamente.
- Agora eu só quero te beijar. – Sussurrei.
- Então faça. – Justin aproximou-se e colou nossas testas, selei nossos lábios e o beijei sem me importar com o depois. Justin sorriu e me deu alguns selinhos antes de se afastar. - Eu te amo Meggy. - Ele disse sorrindo e me abraçou. Me ama? Ele disse que me ama? Meu coração disparou e eu o abracei forte, pensei em responder, mas não sabia se dizia ou se o beijava, se continuava o abraçando, então foi o que eu fiz, o abracei e depois de um beijo de boa noite, ele foi embora.
Continua...

sexta-feira, 12 de abril de 2013

"The Mission" - Cap. 12







Algumas semanas se passaram, talvez um mês, quase dois, não sei ao certo... Mas, ainda sinto os lábios do Justin nos meus, sinto seu toque, seu cheiro, não devia, mas eu sinto. Não nos falamos desde que contei a ele toda a verdade, desde que discutimos e ele foi embora sem nem se despedir.
- Meggy? – Meu coração disparou e eu olhei para trás, não era o Justin.
- Olá Nick. – Forcei um sorriso e ele me beijou.
- Eu tenho novas informações. – Ele pegou uma pasta. – A agente 83, encontrou o carro do Scott em um galpão, mas ela não pode verificar o local, porque ouviu tiros e teve que sair correndo.
- Como assim? – Arregalei os olhos.
- Meg, seus pais podem estar lá. – Senti um arrepio na espinha.
- Qual o endereço? – Levantei do sofá.
- Você não vai a lugar algum! – Nick me empurrou e sentou ao meu lado, ele ligou a televisão. – Você irá ficar aqui, assistindo seu filminho, tomando chá ou sei lá. – Ele olhou a xícara na mesa de centro.
- Não, eu preciso e ir lá. – olhei-o, nervosa.
- Eu já mandei uma equipe para isso. Meg, você precisa colaborar, se eu te digo todas as novas informações, você precisa ouvir, mas fingir que não sabe. Isso não é um jogo, isso é a vida dos seus pais. Tudo o que está acontecendo é muito perigoso, mais do que você imagina.
- Eu vou à praia. – Levantei e caminhei até a porta.
- Você não gosta de praia – Nick disse e eu ignorei, sai do seu apartamento, batendo a porta.
[...]
Caminhava pela areia quando vi Justin saindo do mar, ele segurava uma prancha e balançava os cabelos, tentei esconder-me, mas era tarde.
- Megan! – Ouvi meu nome e o olhei, Justin sorria.
- O-oi. – Sorri de volta.
- Como está? – Ele deixou a prancha na areia e cruzou os braços, seu corpo estava molhado e o sol o iluminava.
- Bem e vocês?
- Scooter está meio doente, mas bem.
- Doente? O que ele tem? – Perguntei, confesso que fiquei preocupada.
- Ele anda meio depressivo, fica o dia todo trancado e está com crises asmáticas, ah sei lá Meggy. – Ele me chamou de Meggy, sorri por dentro. – Novidades sobre os seus pais?
- Não, nós estamos procurando informações.
- Se continuar procurando por fatos que incriminem o Scooter, nunca achará seus pais Meggy. – Justin falou, um pouco chateado. – Está morando com o Dylan?
- Sim. – Abaixei a cabeça, ficamos em silencio.
- Eu... E-e-eu... Senti sua falta. – Ele se aproximou. – Posso te abraçar? – Olhei-o e assenti, Justin sorriu e passou aqueles braços musculosos e molhados em volta de mim, entreguei-me ao abraço. Ele está mais forte. Nossos olhos se cruzaram quando nos afastamos, abaixei a cabeça e suspirei. – Você está ocupada? Tem alguma coisa para fazer agora?
- Não, na verdade não tenho nada para fazer, nunca. – Disse meio entediada.
- Vamos ver um filme?
 - Você e eu? – Perguntei confusa.
- Sim! Algum problema? Seu namorado não permite? – Justin pegou a prancha.
- Tudo bem. – Sorri e o acompanhei.
- Não se preocupe, Scooter não está aqui. – Justin avisou quando entramos.
- Sinto falta desse lugar. – Olhei em volta.
- Vou trocar de roupa e já venho. – Ele fez sinal para eu esperar.
[...]
Estávamos vendo o filme, era um romance, mas tinha um pouco de comédia e aventura, nós riamos de qualquer cena e opinávamos em tudo o que acontecia, como fazíamos há alguns meses.
- Que saudades de fazer isso com você. – Justin me abraçou e beijou minha testa, deitei a cabeça em seu ombro e quando eu menos esperava, ele começou a fazer cócegas em mim, fiquei me contorcendo, tentando tirar suas mãos de mim, mas ele ficou por cima de mim e continuou com as cócegas.
- GOLPE BAIXO! – Disse entre as risadas. – PARA BIEBER! – Estava com falta de ar de tanto rir.
- Não sei quando terei essa chance de novo, então... – Ele ria de mim.
- POR FAVOR. – Pedi e Justin se aproximou, ele selou nossos lábios e só então parou com as cócegas, quando me beijou, nos ajeitamos no sofá, sem parar o beijo. Justin segurava minha cintura e eu afagava seu rosto, o beijo tinha mais intensidade que os outros. “Você não devia fazer isso Megan”, isso se repetia em minha mente, mas a cada segundo eu tinha mais vontade de beijá-lo e não deixá-lo nunca mais.
- Justin. – Murmurei entre os beijos e ele se afastou, ficamos nos olhando, só ouvíamos nossos corações batendo forte.
- Eu gosto de você Meggy. – Ele acariciou meu rosto.
- E é por isso que não devemos... – Abaixei a cabeça e fiquei pensando no que acabou de aconteceu, em como eu gostei. – Justin?
- Sim. – Ele me olhou atento.
- Me beije! – Disse o puxei, Justin sorriu e me beijou, seus lábios são viciantes. “Ele será pai Megan”, Justin apertou minha cintura e continuou me beijando. “Ele vai se casar com a mãe do filho dele”, empurrei-o. – Não podemos. – Sai correndo dali, Justin gritava meu nome, me eu continuei correndo, correndo para longe, para o mais longe possível, antes que eu me apaixone... Ainda mais.
Continua... 

Eu estava em semana de provas e ainda tinha trabalhos pra entregar, me desculpem por não ter postado antes.

Gabi ai que linda você, me abraça [] haha
Anônimo, seria uma boa ideia, mas nem entro direito no face :s
Ane Borges ah agora eu vou ficar devendo, tipo, eu imagino uma coisa, e vocês a imaginam como vocês querem, sei lá :s mas se eu ver alguma foto, de alguma menina, que pareça com o que eu imagino, eu posto, ok? 

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segunda-feira, 8 de abril de 2013

"The Mission" - Cap. 11





Arrumava meu quarto, quando ouvi passos no corredor, fique parada, com medo. Um cheiro de rosas invadiu o quarto e elas apareceram na porta, nas mãos de Nick.
- Bom dia meu amor. – Ele sorriu, se aproximou e me deu um beijo. – Para você. – Ele entregou as flores. Argh, odeio rosas e elas lembram minha mãe.
- Obrigada. – Sorri.
- Está bem? – Ele sentou em minha e ficou me olhando, assenti. – Tem certeza que não quer ir para minha casa?
- Eu quero ficar aqui Nick – Respondi.
- Por que está tão séria? – Ele estava me irritando, queria ficar em silencio.
- Eu cansei de esperar Nick, nem sei mais se meus pais estavam vivos – Olhei-o.
- Eles estão! – Nick se ajoelhou em minha frente e segurou meu rosto. – Scooter não os machucaria.
- Como tem tanta certeza? – Perguntei.
- Eu tenho certeza que eles ficarão bem, meu amor. – Nick me beijou, o beijo foi se tornando mais intenso e quando percebi Nick estava preparado para tirar minha blusa, empurrei-o.
- O que está fazendo? – Afastei-me
- Me desculpe Meg. – Ele parecia constrangido.
- Eu vou ao mercado, nos vemos depois Nick. – Era quase que eu convite para ele ir embora.
- Eu não queria te deixar chateada, foi impulso, eu juro. – Parecia arrependido.
- Tudo bem Nick, mas eu preciso mesmo ir ao mercado. – Disse e forcei um sorriso.
- Posso te levar...
- Não, eu vou sozinha. – Abri a porta do meu quarto e o esperei sair, o acompanhei até a porta e lhe dei um selinho de despedida.
[...]
Olhava as comidas congeladas, eu preciso de algo fácil, mas que me sustente, enchia o carrinho quando uma mão pegou o mesmo pacote que eu, levantei a cabeça e ele sorriu para mim.
- Vai ficar doente se só comer isso. – Ele pegou o pacote.
- Quem sabe eu não morro? – Virei-me e sai andando com o carrinho.
- Meggy, por favor, me desculpe. – Ele me seguia. – Eu sei que errei, não pensei nas consequencias, mas eu estou arrependido...
- Eu te desculpo Justin! – Olhei-o e disse sem paciência. – Agora, me deixe em paz.
- Você não vai voltar?
- Não. – Disse com certeza.
- Mas continuará falando comigo? Ainda será minha amiga?
- Eu não sei Justin. – Minha cabeça estava doendo.
- Você prometeu!
- EU PROMETI ANTES DISSO TUDO ACONTECER. – Eu não consigo mais ter calma, tudo isso é estressante.
- Nós precisamos de você Meggy, você mudou aquela casa, eu nunca me dei tão bem como o Scooter como agora. – Seus olhos estavam lacrimejando.
- Eu não posso mais esconder. – Sussurrei para mim mesma. – Venha comigo. – Abandonei o carrinho e puxei Justin para fora do mercado, soltei-o quando tive a certeza de que estávamos sozinhos.
- O que foi? – Justin estava confuso.
- O que eu vou te contar, é segredo! Você não pode contar isso para ninguém, nunca. – Olhei diretamente para seus olhos, Justin assentiu. – Nem Scooter pode saber.
- Fale logo Meggy.
- Meus pais não morreram em um acidente, eles provavelmente estão vivos agora. – Justin arregalou os olhos. – No dia em que meus pais sumiram, Nick apareceu em minha casa.
- Nick? – Ele franziu a testa.
- Dylan! – Me corrigi, ele não precisa saber de tudo. – Ele disse que meus pais precisavam de minha ajuda, que eles haviam sido sequestrados por um agente e que meus pais também são agentes.
- Caraca! – Ele parecia chocado.
- E o suspeito de ter sequestrado meus pais também é um agente... – Parei de falar e abaixei a cabeça.
- Quem é? – Justin levantou meu queixo, respirei fundo e disse:
- O Scooter. – Justin começou a rir.
- O Scooter é um agente? – Ele ria da minha cara. – Meggy, você ficou maluca?
- Você já o viu falando sobre o trabalho? Como ele é empresário e não tem e não tem funcionários ligando para ele o dia todo? Só tem aquele escritório que nunca tem ninguém? Você acha mesmo que ele é empresário Justin?
- Ele está em um mau momento, já teve empregados.
- Não! Ele nunca teve uma empresa, nunca foi empresário.
-Meggy, o que você está supondo é muito sério! – Ele parecia pensativo.
- Eu encontrei uma foto dele com meus pais naquela sala secreta e eu mexi em alguns livros e uma tela surgiu da parede.
- Você entrou lá? – Justin arregalou os olhos.
- Ele nunca te deixou entrar, não é mesmo? Por que será? – Deixei Justin mais um pouco confuso.
- Meggy, essas acusações são muito sérias, Scott não faria mal nem a uma barata.
- Isso é o que você acredita Justin.
- E você tem provas?
- Não, na verdade eu estava morando com você para conseguir isso. – Quando eu terminei de dizer, Justin me olhou surpreso, vi ódio brotar em sua face.
- Você nos enganou esse tempo todo? Você me usou, usou o Scooter para conseguir provas de acusações sem fundamento? Megan... Eu confiei em você. Nós abrimos a nossa casa.
- Meus pais que estão em perigo!
- Meus pais morreram e eu não usei ninguém, não fui falso com ninguém. – Ele me olhava com raiva.
- Justin...
- Eu não acredito que você fez isso Megan. – Ele foi se afastando.
- Eu não queria continuar mentindo, mas eu não podia dizer a verdade, Scooter mataria os meus pais. – Meus olhos se encheram de lágrimas.
- E o pior é você acreditar que Scooter faria mal a alguém. – Justin virou-se e saiu andando.
- Você não pode contar isso para ninguém! JUSTIN, SCOTT NÃO PODE SABER QUE EU SEI DISSO TUDO. – Gritei por causa da distancia e ele me olhou.
- Eu disse que não contaria, não irei contar. Eu não sou mentiroso Megan. – Justin entrou no carro e foi embora, em alta velocidade, fiquei o olhando, até sumir na curva do final da rua.

Continua...

Gente, nem corrigi os erros, então se tiver muitos, me desculpem :)

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