sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

"Falling" - Cap. 33



Sai de casa e vi Justin sentado na calçada, ele me olhou, sorriu e levantou. Aproximei-me sorrindo e nós nos beijamos. Justin não estava sorrindo sinceramente, ele estava preocupado, talvez com medo.
- Está tudo bem? – Perguntei depois que nos afastamos.
- Eu só quero que tudo fique bem logo, para eu poder ficar com você sem medo. – Justin abaixou a cabeça e segurou minha mão.
- Eu queria poder te ajudar como você fez comigo. – Estava desapontada comigo mesma.
- Chega desse clima, chega, vamos falar sobre o nosso jantar de hoje. – Justin me puxou e nós caminhamos na direção da escola.
- Jantar? – Perguntei confusa.
- Você aceitar jantar comigo? – Ele perguntou me olhando.
- Sim Justin, mas...
- Sem perguntar, eu te pego às oito. – Ele sorriu e olhou para frente, conversamos sobre coisas aleatórias até chegar na escola e ver o desgraçado do Bill rodeado de garotas, Justin apertou minha mão sem perceber.
- Olhe para mim, Justin. – Parei de frente para ele e senti minha mão solta. – Você não vai mais conversar com ele, você não vai mais nem chegar perto dele.
- Essas garotas podem estar em perigo.
- Você está em perigo! E ele não vai fazer nada com elas na frente de todo mundo, isso é só para te irritar.
- Ok, vamos entrar. – Justin entrelaçou nossos dedos e voltamos a caminhar, Bill nos olhou e acenou, Justin o fuzilou com os olhos e continuou andando.
- Justin, Justin, Justin! – A garota que faz o jornal da escola parou o Justin. – Podemos fazer uma entrevista com você?
- Agora?
- Não, depois do primeiro horário. – Ela disse arrumando o óculos que caía o tempo todo em seu rosto.
- Claro. – Justin sorriu e a garota ficou animada.
- Muito obrigada, te vejo depois. – Virei e vi alguns anúncios colados na parede.
- Justin, estão precisando de alguém para trabalhar na sorveteria. – Peguei meu celular para anotar o número que estava ali.
- Você quer trabalhar? Por quê?
- Porque eu preciso ajudar em casa e tenho que te pagar o carro. – Disse sabendo que ele ficaria irritado.
- Você não vai me pagar nada...
- Justin, eu vou pagar! – Segurei o rosto dele. – E não se discute mais isso. – Lhe dei um selinho e me afastei. – Vou procurar o Brandon, até daqui a pouco.
- Espera Lizzie. – Justin correu e parou de frente para mim. – Se encontrar o Brandon, diga para ele me procurar? – Justin estava tenso.
- Tudo bem. – Sorri e fiquei o olhando. – Boa aula. – Justin segurou meu queixo e me deu um beijo calmo, abracei sua cintura e ele segurou minha nuca, nos afastamos quando o sinal ecoou pelo corredor.
- Minha aula vai ser maravilhosa. – Justin sorriu com malícia e eu o empurrei para abrir caminho. – ATÉ MAIS TARDE AMOR! – Justin gritou e algumas pessoas me olharam, abaixei a cabeça e ri, caminhei para a sala, Brandon estava cochilando, todo desleixado na cadeira.
- FOGO! A ESCOLA ESTÁ PEGANDO FOGO! – Gritei e Bran pulou da cadeira, assustado, eu e todos que estavam na sala rimos dele.
- Não faz isso. – Ele colocou a mão do peito e sentou de novo.
- Justin pediu para você procurar ele. – Disse e sentei no meu lugar. A aula passou rápido, eu dei uma boa cochilada em metade dela, mas consegui copiar a lição. Peguei minha bolsa e os livros e sai apressada da sala.
- Hei, minha tia tem uma loja de perucas, posso te entregar o cartão de lá? – Uma garota me parou e perguntou, estendendo o cartão, engoli a raiva que senti e peguei o cartão. Não sei se a garota estava me zoando, mas preferi não dizer nada, virei e sai dali. Vi Justin e Bran conversando perto dos armários deles, eles estavam rindo até me verem e pararem, acenei e entrei na biblioteca.
- GRACE! – Abracei-a, as pessoas que estavam lendo me encararam, ignorei-os.
- Querida. – Grace me olhou com os olhinhos brilhando. – Pensei que não viria mais me visitar.
- Eu sempre virei te visitar. – Puxei uma cadeira e sentei ao lado dela. – Olha, me deram um cartão de uma loja de perucas. – Joguei-o em cima da mesa.
- Você é linda, filha, não precisa disso – Grace acariciou meu rosto.
- Eu sei, as pessoas ficam tentando me colocar para baixo... Justin sempre diz para eu não me importar.
- Sabe, quando você estava viajando, Justin vinha aqui todos os dias ler os livros que você gosta, acho que ele leu metade daquela estante. – Ela apontou. – Ele passava o dia inteiro lendo e chorando, sentado ali. – Apontou de novo. – Onde você sempre senta.
- Todos os livros? – Eu estava encantada com o que ela disse.
- Sim, ele leu todos os livros que você já leu. Ele dizia que eram chatos, mas ele se sentia um pouco mais perto de você. – Grace estava com um sorriso enorme, com os olhos brilhando. – Nunca vi um adolescente tão apaixonado.
- Ele é um anjo. – Disse feliz por descobrir isso.
- Ele esteve aqui agora pouco, veio falar sobre você. – Grace organizava os livros na mesa. – Filha, não deixe esse garoto sair da sua vida. Eu sei que vocês são novos, mas eu olho para os olhos de vocês e vejo a paixão que sentem um pelo outro.
- Ele salvou a minha vida. – Eu amo falar sobre o Justin.
- Posso levar esse livro? – Bill surgiu o nada, eu até me assustei, ele sorriu para mim e eu desviei o olhar, com desgosto.
- Sim, querido, qual o seu nome? – Grace pegou seu caderno de anotações.
- Bill. – Ele disse ainda me olhando, revirei os olhos e o encarei. Bill colocou um pedaço de papel dentro da minha mochila e saiu dali depois de piscar.
- Grace, eu vou para a aula, eu volto depois. – Peguei minha mochila e o papel que Bill deixou. “Talvez eu só quisesse que as pessoas gostassem de mim quanto gostam dele, talvez eu só quisesse ser tão popular quanto ele”. Olhei para os lados e não vi Bill.
- Aqui. – Ele sussurrou no meu ouvido. – Talvez, Elizabeth, eu só quisesse ter uma garota como você. – Ele ia me beijar, mas eu me esquivei e ele quase caiu de cara no chão, cruzei os braços e o encarei.
- Você só pode estar brincando... Você só quer o que o Justin tem, sabe o que é isso Bill? Isso é inveja, porque você sabe que nunca será melhor que ele.
- CALE A BOCA. – Ele segurou meu braço. – Você esqueceu que eu tenho o seu namoradinho em minhas mãos?
- Eu tenho nojo de você. – Empurrei-o. – Pena, eu tenho muita pena do Justin por ter sido seu amigo, por ter te amado como um irmão, enquanto você só sentia inveja por não ser como ele. – Cuspi as palavras e Bill me soltou, ele colocou as mãos na cabeça e depois socou a parede.
- Sabe o que meu pai dizia para mim, Elizabeth? Ele dizia que tinha vergonha de ser meu pai, que o Justin era um filho exemplar, era o filho dos sonhos dele. – Bill tinha algumas lágrimas nos olhos, eu fiquei o olhando. – Ele tinha orgulho do Justin, porque ele conseguia as melhores garotas, porque ele conseguia o destaque no time, porque ele era o capitão do time...
- Você não devia se importar, eu estou careca e as pessoas me lembram disso o tempo todo, mas eu não me importo, porque eu não posso agradar a todos e eu não tenho que agradar ninguém.
- Elizabeth? – Ouvi a voz do Justin e o olhei. – O que está acontecendo?
- Bill, você precisa assumir a culpa do que fez. – Disse e ele me olhou rindo.
- Eu vou acabar com você, cara. – Ele apontou para o Justin. – Eu vou acabar com você! – Bill saiu irritado dali.
- Eu disse para você ficar longe dele...
- Ele tem inveja de você. – Pensando no que ouvi.
- Inveja de mim? O que? – Justin franziu a testa, confuso, contei o que Bill me disse e Justin ficou pensativo, nós matamos a segunda aula e depois eu acompanhei Justin na entrevista dele, isso nos descontraiu um pouco.
Continua...

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

"Falling" - Cap. 32



Depois das aulas, eu fui em casa trocar de roupa e voltei para ver o jogo do Justin, o colégio todo estava ali, inclusive Bill que estava cercado de garotas que não fazem ideia do risco que estão correndo. Encontrei meus amigos e fiquei perto deles. Vi Justin e os outros jogadores entrarem no campo e a arquibancada toda começou a gritar e pular, Justin me procurou e fez sinal para eu ir até ele. Passei pelas pessoas, pedindo licença e desci a escada até encontrar Justin de braços abertos.
- Lembra quando você veio até o campo e me deu uma sorte danada? – Justin me girou.
- Eu lembro que eu te beijei e jogaram água na gente. – Ri.
- Vamos repetir isso hoje? – Justin abraçou minha cintura e colou nossas testas.
- Ganhe o jogo e eu estarei aqui quando acabar. – Pisquei e me afastei. – Bom jogo, meu amor. – Acenei para ele e voltei para o meu lugar.

[...]
Nosso time ganhou e foi exatamente como da última vez, todo mundo foi à loucura e invadiu o campo, eu estava fazendo o mesmo quando alguém tampou minha boca e me puxou.
- Shhhhhh. – Bill me virou, mas continuou tampando minha boca, o olhei com raiva e ele me soltou. Estávamos embaixo das arquibancadas. – Quietinha.
- Desgraçado. – Disse nervosa.
- Não fique bravinha. – Ele riu. – Até que você é gata. – Ele me olhava. – Justin ainda tem bom gosto. – Ele pegou na minha cintura.
- NÃO ENCOSTE EM MIM. – Gritei e ele tampou minha boca.
- Cala a boca ou eu vou ter que ser mais agressivo. – Bill me ameaçou, ele segurou meu cabelo e se aproximou do meu pescoço.
- Não encoste em mim – Meus olhos lacrimejavam, ele beijou meu pescoço e riu. – Por favor.
- É o seguinte, gata... Se você convencer o Justin de confessar o crime eu te deixo em paz e sua mãe fica segura... – Ele não me olhava.
- Ela não vai me convencer a nada... – Olhei Justin e ele socou a cara do Bill, ele caiu e o Justin começou a bater muito nele, eu não conseguia me mexer, eu estava chorando desesperadamente.
- EU VOU TE MATAR. – Bill conseguiu levantar e estava pronto para bater no Justin, mas eu bati com um pedaço de madeira em sua cabeça, ele caiu desmaiado.
- AI MEU DEUS. – Soltei a madeira e Justin me abraçou.
- Você está bem? – Ele olhou em meus olhos, assenti e o abracei forte. – O que ele fez com você?
- Nada. – Menti. – O que vamos fazer agora? – Eu olhei o Bill desmaiado no chão.
- Vou esperar ele acordar, eu não posso chamar alguém ou serei culpado.
- Eu digo que ele estava me ameaçando e que bati com a madeira na cabeça dele. – Disse e Justin balançou a cabeça.
- Não, você vai para casa e depois eu passo lá. – Justin segurou meu rosto. – Ninguém pode saber que Bill está desmaiado aqui.
- Justin e se alguém chegar?
- Ninguém vai vir aqui, agora vá encontrar Eve e Bran e vá embora com eles. – Justin beijou minha testa. – Cuidado.
- Você que tem que tomar cuidado. – Abracei-o mais uma vez. – Justin, e se eu pedir para o Bran vir aqui ficar com você?
- Não, não, não, não fale com ninguém sobre isso.
- Ai. – Bill se mexeu.
- Vai agora! – Justin me olhou e disse com a voz alterada. – AGORA! – Ele gritou e eu sai correndo assustada.

[...]

Fiquei esperando o Justin e ele não chegava, eu estava quase dormindo na janela então decidi deitar. Não precisou de cinco minutos e eu dormi.
Ouvi estalos na janela e acordei assustada, Justin estava pendurado na árvore, corri e abri a janela. Ele não consegui vê-lo muito bem, ele não disse nada só correu para acender a luz.
- Por que não entrou pela porta? – Olhei-o quando a luz se acendeu e vi sua camisa suja de sangue e vários hematomas no rosto. – Ai meu Deus. – Ele estava muito machucado, vi seus olhos cheios de lágrimas e abri os braços para abraçá-lo. – Meu amor...
- Eu achei que podia mudá-lo, ele me enganou. – Justin chorava, afastei-me e procurei de onde vinha tanto sangue, a boca dele estava cortada e a cabeça dele também sangrava.
- Você precisa ir ao hospital. – Minha mão ficou repleta de sangue depois de colocar na cabeça dele. – Justin. – Eu olhava minha mão.
- Não Liz, eu não vou. – Justin se afastou e virou as costas.
- O que aconteceu? – Perguntei e ele me encarou.
- Eu estava lá, esperando o Bill acordar e... – Justin contou que começou a conversar com o Bill, lembrou-se de como eles eram amigos e como se divertiam juntos, então o Bill ficou sentimental e comentou sobre a amizade também, mas ele enganou Justin e o acertou com alguns socos, depois uns garotos fortes chegaram e ajudaram a bater no Justin. – Eu vou acabar com o Bill. – Justin estava com muita raiva.
- Você não vai fazer nada que vá te prejudicar.
- Elizabeth, eu fui amigo daquele cara por anos, nós vivíamos juntos, aprendemos tudo juntos, nós contávamos tudo um para o outro... Olhe o que ele fez comigo! – Justin mostrou a camisa cheia de sangue. Eu não sabia o que falar, ele estava com raiva e com muita razão.
- Eu sinto muito por você ter que passar por isso.
- Pelo menos eu tenho você para me ouvir e me confortar. - Justin sorriu fraco e me abraçou. – Te sujei de sangue. – Ele se afastou e encarou minha blusa.
- Não tem problema. – Sorri.
- Tem como eu tomar banho aqui? Não quero que minha mãe veja isso.
- Claro, pode ir. – Apontei o banheiro. – Me dê essa roupa que eu vou lavar para a sua mãe não ver.
- Não precisa, eu faço isso...
- Justin, você não sabe lavar roupa. – Disse rindo e ele me entregou a camisa, o corpo dele estava repleto de hematomas vermelhos e roxos. – Já volto. – Lhe dei um selinho e sai do quarto com a camisa em mãos, caminhei até a lavanderia com cuidado para não acordar minha mãe, coloquei minha blusa e a do Justin em um balde com água e produtos de limpeza e voltei para o quarto.
- Hei. – Justin saiu do banheiro quando eu estava pegando outra blusa.
- Hei. – Me escondi atrás da porta do armário e vesti a blusa.
- Estou limpo agora. – Ele abriu os braços. – E cheiroso, usei seus perfumes.
- Perfumes femininos. – Ri.
- Vai ser como se eu estivesse grudado a você, vou dormir com seu cheiro. – Justin sorriu.
- Bobo. – Disse sem graça. – Vou fazer curativos em você, empurrei Justin para sentar em minha cama.
- Vai doer. – Justin fez bico.
- Você precisa parar de ficar apanhando, Justin. – Disse e ele arregalou os olhos.
- O que? Eu bati nele, eu bati muito nele. – Ele disse ofendido. – Até os amiguinhos dele chegarem, eu estava acabando com ele.
- Eu sei meu amor, eu sei que você é forte. – Ri e beijei sua bochecha.
- Eu sou sim. – Justin disse encarando os próprios músculos.
- Para de graça, metido. – Empurrei-o e ele me abraçou.
Continuar...

Awn obrigada suas lindas! Eu acho que fui bem sim na prova, mas ainda não sei o resultado :/

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

"Falling" - Cap. 31




Fiquei estudando para a última prova de recuperação o resto da tarde e a noite toda. Eu devia ter estudo enquanto não tinha nada para fazer no hospital, seria menos cansativo. Estava quase dormindo em cima dos livros quando a campainha tocou. Minha mãe disse que voltaria só amanhã. Corri até a porta e a abri sem olhar quem era. Justin segurava uma sacola de fast food e um buque de flores.
- Você disse que sua mãe viajou, então pensei em trazer comida. – Ele disse sorrindo.
- O buque é comestível? – Brinquei.
- Não, são para a namorada mais linda desse mundo. – Justin entrou e me abraçou.
- Obrigada meu amor. – Beijei sua bochecha. – Eu estava faminta. – Peguei a sacola e corri até o sofá, peguei um dos hambúrgueres e devorei.
- Sua mãe deixou você sair? – Perguntei com a boca cheia.
- Ela gostou de você. – Ele sorriu e sentou ao meu lado. – Vou colocar as flores na água. – Justin pegou-as do meu colo e levou.
- VOCÊ DISSE QUE VIRIA AQUI?
- Eu disse que viria ver se você precisava de algo. – Justin voltou com um vaso e o buque e colocou na mesa.
- Eu estava estudando. – Acabei com o hambúrguer e o olhei.
- Precisa de ajuda?
- Não, já chega de estudar por hoje. – Sorri. – Vou arrumar meu quarto agora. – Levantei e o puxei, fomos até meu quarto e eu comecei a guardar os livros e cadernos, e todos os lápis que eu derrubei.
- Aqui. – Justin me entregou o último livro.
- Obrigada. – Guardei e o olhei cansada. – Preciso de um banho.
- Vai lá, eu vou te esperar aqui. – Justin pegou meu celular e acertou a senha, era a data do aniversário dele, Justin riu e me olhou.
- Qual é? Como sabia?
- A minha é o seu aniversário. – Ele disse ainda rindo.
- Se minha mãe ligar, não atenda. – Disse antes de entrar no banheiro. Tomei banho o mais rápido que pude e coloquei meu pijama.

[...]
Estava deitada, abraçada com o Justin, nós víamos um filme. Olhei-o e Justin estava quase dormindo, ele fechou os olhos e sorriu.
- Fique aqui hoje. – Sussurrei e ele voltou a me olhar.
- Dormir aqui?
- Fique comigo. – Beijei seu pescoço.
- Eu acho melhor não... – Justin mordeu os lábios e fechou os olhos, aproximei-me e o beijei. Justin segurou firme minha cintura e me beijou. Estava acontecendo de novo. Justin me olhou confuso, tirei sua camisa e ele ficou me olhando.
- O que foi? – Disse confusa.
- Você tem certeza? – Ele deve ter notado que eu estava nervosa.
- Sim. – Disse insegura.
- Elizabeth, eu não quero apressar... Tem que ser o seu momento e eu posso esperar.
- AAARGH. – Afastei-me e cobri o rosto.
- Meu amor... – Justin beijou meu ombro e depois meu pescoço e então me abraçou. 
- Eu queria estar pronta, eu queria... Você já fez isso várias vezes e as garotas sempre estavam ali quando você quisesse e eu fico fazendo esse drama todo.
- Lizzie, não. – Justin me virou. – Você não tem que estar pronta para mim, você tem que estar pronta para você, no seu tempo. Eu queria não ter feito o que fiz no passado, mas agora é passado, eu nunca dormi com uma garota porque eu a amava, foram só noites que eu nem me lembro... Agora eu tenho você e eu te amo.
- Você é tão incrível, eu sou tão feliz por ter você. – Abracei-o. – Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, Justin você salvou a minha vida, literalmente, eu nunca vou poder te agradecer o suficiente.
- Não diga isso. – Ele estava corado.
- Eu digo sim e digo mais... – Levantei e caminhei até a janela. – JUSTIN BIEBER EU TE AMO. – Gritei e o olhei, Justin estava rindo. Sorri e me aproximei, Justin me puxou e me beijou.
- Casa comigo, Elizabeth? – Ele sussurrou.
- Sim, sim, sim. – Abracei-o. – Quando você quiser. – Beijei sua bochecha várias vezes. – Você vai dormir aqui?
- Eu poderia. – Ele fez careta. – Seu pai me mataria se ele soubesse.
- Ele não vai saber. – Ri e Justin assentiu. Nós ficamos conversando um bom tempo, depois terminamos de ver o filme e então eu dormi abraçada com ele.


Acordei e Justin não estava ali. Vi um papel na escrivaninha e peguei, estava escrito com a letra no Justin.
“Bom dia meu amor
Eu volto em vinte minutos, me espere.”
Olhei o relógio e levantei lentamente, estava morrendo de sono, mas precisava me arrumar. Arrumei primeiro minha mochila e depois a roupa. Em vinte minutos eu estava pronta e Justin não estava ali, sai do quarto depois de arrumar minha cama e desci a escada. Ouvi ruídos na cozinha e caminhei até lá, Justin estava cozinhando, mas derrubava tudo que tocava. Me escondi e fiquei o olhando, ele arrumou a mesa e colocou as panquecas em um prato, ele fez waffles também. Justin derrubou o mel no chão e começou a se xingar.
- Hei. – Entrei na cozinha rindo.
- Lizzie. – Justin arregalou os olhos.
- Eu te ajudo. – Deixei a mochila na cadeira e peguei um pano para limpar o chão.
- Eu tentei. – Ele disse se sentindo culpado.
- Não Justin, você foi bem, eu amei. – O abracei. – Obrigada. – Nós comemos as panquecas e os waffles e fizemos mais um pouco de bagunça na cozinha, Justin passou chocolate na minha bochecha e quando eu ia fazer o mesmo nele, ele gritou e ficou me olhando.
- Eu tenho que ir para a escola, eu tenho jogo hoje. – Ele segurava o riso.
- Só porque estamos atrasados. – Soltei o chocolate e coloquei os pratos na pia, Justin pegou um pano e limpou meu rosto. – Vamos logo. – Peguei minha mochila, Justin me abraçou e nós saímos para a escola. Quando eu estava com o Justin, no colégio, as pessoas não me olhavam com desgosto ou deboche, me olhavam como se eu tivesse feito alguma magia para ele estar comigo. Afastei-me um pouco e Justin me olhou confuso.
- Você só tem mais uma prova? – Justin parou comigo em frente ao meu armário.
- Sim. – Disse feliz e Justin riu.
- LIZA! – Eve me abraçou. – Amiga, você viu o aluno novo? – Ela parecia animada.
- Não, eu acabei de chegar. – Fechei meu armário.
- Oi Eve. – Justin disse para ela ver que ele estava ouvindo.
- OOOOI JUSTIN! – Ela disfarçou.
- O que tem o aluno novo? – Ele perguntou.
- Ele é forte... – Eve disse com vergonha. Justin ficou sério quando encarou a entrada principal, olhei também e Bill estava entrando ali. Justin fechou os punhos e travou o maxilar, ele estava completamente diferente de alguns segundos atrás, tinha ódio transbordando de seus olhos.
- O que ele faz aqui? – Justin deu alguns passos na direção do “aluno novo”.
- Hei, não. – Apressei-me e entrei em sua frente. – Justin, você não pode. – Ele continuava andando, nem olhava para mim.
- O que você está fazendo aqui? – Justin disse baixo, mas com muita raiva.
- Preciso terminar a escola. – Bill disse com deboche. – Aqui tem garotas muitos lindas para me inspirar. – Bill piscou para mim, segurei o braço do Justin.
- Eu já disse que se você encostar um dedo nela, eu te mato. – Justin me empurrou para trás dele.
- Mata. – Bill se aproximou. – Você já fez isso outra vez, não é mesmo? – Bill gargalhou, Justin ia socar a cara dele, mas eu o empurrei.
- Justin, não deixe ele te provocar. – O fiz olhar em meus olhos.
- Controle seu namoradinho, gatinha. – Bill disse e saiu rindo.
- DESGRAÇADO. – Justin socou o armário para descontar a raiva, todos o olharam.
- Justin, pelo amor de Deus, não faça nada que vá complicar as investigações. – Sussurrei e ele me olhou.
- Fique o mais longe possível dele Lizzie, por favor. – Justin segurou meu rosto.
- Não se preocupe comigo. – Sorri tentando acalma-lo, Justin soltou um longo suspiro e sorriu também.
Continua...

AAAAAAAH EU TO EMOCIONADA COM OS COMENTÁRIOS DE VOCÊS! Eu vi todos os comentários no mesmo dia que eu postei e vocês me desejando sorte foi tão amável que eu queria ter postado esse capítulo antes, mas eu não tive tempo, ai eu fiz a prova ontem e quando cheguei da escola, hoje, escrevi rapidinho pra postar aqui. Muito obrigada, sério ♡

domingo, 2 de fevereiro de 2014

"Falling" - Cap. 30

 



Acordei mais cedo do que o costume e me arrumei apressada, sai sem avisar minha mãe. Caminhei até a delegacia e pedi para falar com o delegado. Eu não sei se isso vai ajudar, eu não sei o que vai acontecer, mas eu preciso fazer isso.
- Sente-se, por favor. – O delegado me olhou quando eu entrei na sala. – Como posso ajudar?
- Delegado, eu tenho um depoimento para dar sobre Jeremy.
- Jeremy? O garoto que foi morto?
- Sim! – Respirei fundo e continuei. – Eu sei quem o matou.
- Como você sabe? Você viu?
- Não, eu não vi, mas eu sei.
- Você tem provas? – Parecia que ele não estava dando a mínima para o que eu dizia.
- N-não, eu não tenho. – Disse constrangida. – Mas Delegado, você precisa me ouvir.
- Eu gostaria, mas nada disso vai mudar.
- O Justin nunca mataria ninguém, ele nunca faria isso. – Disse triste por não conseguir ajudar.
- Ele foi pego com a arma.
- Armaram para ele! – Disse impaciente. – Bill armou.
- Eu não posso fazer nada, eu sei que acredita no Justin, mas ele estava com a arma, agora temos que esperar as investigações.
- Tudo bem, eu precisava tentar. – Levantei.
- Eu acredito que Justin seja inocente, ele é um bom garoto, eu notei isso. – O delegado sorriu para mim.
- Ele é um anjo. – Sorri de volta. – Obrigada Senhor. – Sai dali e fui para a escola.
[...]
- Amor. – Justin me abraçou. – Eu te chamei hoje cedo e você já havia saído.
- Eu saí mais cedo. – Melhor eu não contar sobre a delegacia. – Você está bem?
- Sim. – Ele não está bem, ele não está nada bem. – Vamos fazer um jogo treino no segundo tempo, você pode vir?
- Eu preciso recurar minhas notas, mas eu vou tentar.
- Mas agora você tem um tempinho para mim, não é?
- Eu tenho todo o tempo do mundo para você, meu amor. – Justin riu e me beijou, nós entramos na dispensa para nos esconder. Justin estava tentando ser um cavalheiro, mas os seus beijos mostravam que estava sendo difícil, eram beijos calorosos. Justin parou de me beijar e se afastou.
- Desculpe. – Ele me olhou, ficamos nos encarando por alguns minutos, peguei minha mochila no chão e caminhei até a porta.
- Vou estudar. – Disse e Justin assentiu, sai dali e ri do que acabará de acontecer.

[...]
Eu fiz dez provas de quatro matérias diferentes, eu não sabia tudo, mas o suficiente para conseguir recuperar o tempo que fiquei fora. Quando o último professor me dispensou, o jogo do Justin já havia acabado, então eu fui embora. Passei em frente a casa do Justin e a mãe dele ficou me olhando.
- Olá. – Disse simpática, mas ela me ignorou. Ok, eu a entendo.
- A namorada do Justin. – A irmã dele correu em minha direção, com o cachorro dela no colo. – Oi, meu nome é Mia. – Ela sorria.
- Olá Mia, tudo bem com você? – Abaixei um pouco para ficar do tamanho dela.
- Sim! Você é a namorada do Justin? – Ela soltou o cachorro que correu até o Justin, ele caminhava sorrindo em minha direção.
- Eu estou na calçada da minha casa. – Justin disse para a mãe dele que o encarou. O cachorro o acompanhava. – Olha que linda minha namorada, Mia – Justin me abraçou e beijou minha testa.
- Eu gostei da sua camisa – Ela disse e foi brincar com o cachorro.
- Voltando da escola? – Justin me olhou, enquanto eu tentava entender o motivo dela gostar da minha camisa.
- Sim, estou cansada de fazer provas. – Reclamei, Justin riu e me beijou. – Justin... – Afastei-o. – Sua mãe não gosta muito de mim.
- Ela tem medo que o meu pai faça alguma coisa comigo, mas ela sabe que você é muito especial para mim. – Justin segurou minha mão. – Vem aqui. – Ele me puxou. – Mãe, essa é Elizabeth.
- Oi. – Ela sorriu fraco e olhou para os lados. – Me desculpe por ter te ignorado.
- Tudo bem. – Sorri amigável.
- Venha conhecer minha casa. – Justin me puxou para dentro do imóvel, era bem confortável. – Ali é a cozinha, aqui a sala... – Nós subimos uma escada. – O quarto da minha mãe, o da Mia... – Justin só estava apontando as portas. – E o que interessa, meu quarto. – Ele sorriu malicioso e abriu a porta. Havia vários pôsteres de vários esportes, uma mesa com um computador, um armário e uma cama. Por incrível que pareça, estava completamente impecável, sem nada fora do lugar.
- Está bastante arrumado. – Comentei.
- Você quer bagunçar? – Justin me olhou com um sorriso pervertido, arregalei os olhos e ri dele.
- Não, deixe assim. – Disse e Justin fez careta.
- Nunca trouxe ninguém aqui. – Justin sentou em sua cama, sentei ao seu lado.
- Devo me sentir especial?
- Você é especial. – Ele piscou.
- O que estava fazendo, antes de eu chegar? – Perguntei
- Estava ouvindo música. – Ele mostrou o Ipod e se aproximou, ele ficou me olhando, segurou meu rosto e me beijou. Justin curvou o corpo e eu fui deitando na cama, ele ainda me beijava, uma de suas mãos tocou minha cintura, ele começou a beijar meu pescoço. Fechei os olhos e o afastei.
- Não Justin. – Não o olhei.
- Desculpe. – Ele levantou da cama. – De novo. – Justin estava de costas, levantei e fiquei de frente para ele. Ele tentava desviar o olhar e eu sorri.
- Eu quero que isso aconteça, eu quero. – Disse o olhando. – Mas não assim, não aqui, não agora. – Segurei seu rosto e o beijei.
- Me desculpe.
- Não. – Coloquei o dedo indicador em seus lábios. – Está tudo bem Justin.
- Eu não quero estragar as coisas com você, mas aí eu te vejo e eu perco o controle. – Justin riu nervoso e abraçou minha cintura.
- Normal, eu sou muito quente, eu sei. – Dei de ombros e nós rimos. – Eu preciso ir para casa, você podia ir lá mais tarde, já que não precisa mais entrar pela janela. – Pisquei e ele riu.
- Pensarei sobre isso... – Ele riu.
- Minha mãe foi até a capital à trabalho, ficarei a noite toda sozinha. – Sussurrei em seu ouvido e Justin mordeu os lábios.
- Elizabeth, não faz isso. – Justin fechou os olhos e riu.
- Tchau. – Lhe dei um selinho e sai apressada do quarto dele. Comecei a rir sozinha.
Continua...

bia4ever to no 3º ano :s

Gente, eu vou fazer uma prova muito importante essa semana e sim, minhas aulas já começaram... Enfim, eu vou fazer essa prova e preciso estudar muito, então eu acho que só vai dar pra postar no fim de semana, desculpem.