sábado, 18 de janeiro de 2014

"Falling" - Cap. 26





Semanas depois...
Os dias foram passando e todo mundo tentava me animar e fazer com que eu me sentisse segura, mas ninguém me dizia o que estava acontecendo e eu tinha certeza de algo estava acontecendo. Antes os médicos sempre me mostravam meus exames, mas fazia três semanas que eu não via um resultado dos exames que fiz. As sessões do meu tratamento diminuíram, mas eu me senti fraca. Eu peguei minha mãe em prantos outro dia e ela me jurou que estava tudo bem. Eu não sei por que eles estão mentindo para mim, mas eu não quero morrer.
Meus pulmões estavam mais fracos do que nunca, eu não conseguia me mover de tanta dor no tórax. Vi uma enfermeira entrar com um sorriso estampado no rosto e injetar alguma coisa no meu braço, eu comecei a ver tudo embaçado, até não enxergar mais nada.
[...]
Acordei e vi vários médicos reunidos em uma mesa no canto da sala, eu estava em uma sala diferente. Um dos médicos me olhou e sorriu.
- Olá Elizabeth. – Ele parecia mais um dos que querem me enganar fingindo que está tudo bem.
- Eu vou morrer, não vou? – Fui direta, o médico olhou para ver se alguém nos observava e se aproximou de mim.
- Estamos tentando chegar a um acordo sobre seu caso, mas está um pouco complicado. – Ele disse baixinho.
- Por quê? – Agora ele parecia estar do meu lado.
- Não é fácil decidir a forma mais segura de salvar uma garota de 17 anos. – Ele parecia cabisbaixo agora. – Mas olha, eu prometo que você vai ficar bem. E eu estou falando sério.
- A terapia não funcionou?
- Não, o seu tratamento não conseguiu impedir que o câncer se agravasse e agora nós temos que decidir o melhor para a sua saúde.
- Como o que? – Perguntei.
- Outra prevenção para o câncer no pulmão é a retirada do pulmão, de um pedaço ou inteiro.
- Não. – Meus olhos começaram a lacrimejar.
- Você vai ter que se limitar a algumas coisas, mas terá uma vida normal se não tiver um pulmão.
- Mas a cirurgia pode dar errado. – Eu tentava controlar as lágrimas.
- Por que está pensando negativo? Não, não pense assim. – Ele me abraçou. – Eu soube que você tem um namorado que vai ser jogador, você estará em todos os jogos dele, pense nisso. – O doutor sorria.
- Ele quer ser médico. – Disse sorrindo ao lembrar quando Justin me disse isso.
- Melhor ainda, você vai vê-lo salvando pessoas, isso é maravilhoso. – Ele enxugou meu rosto.
- Vai dar tudo certo. – Sorri e abracei o doutor.
- Eu vou cuidar de você garota, não se preocupe. – Ele beijou minha testa e voltou para a roda de médicos, fechei os olhos e senti o efeito da anestesia.

[...]

- A cirurgia vai custar muito, eu não tenho esse dinheiro agora. – Meu pai dizia no telefone. – Sim, eu pensei no empréstimo, mas eu já fiz o empréstimo para pagar o tratamento intensivo dela... Eu poderia vender meu carro, mas ele está no nome da empresa, até eu terminar de pagar... Não, você não pode vender seu carro, ele é seu.
- Pai. – Disse e ele me olhou, com os olhos arregalados.
- Querida. – Ele estava assustado. – Ela acordou, depois eu te ligo. – Ele desligou o celular.
- Eu já fiz a cirurgia? – Perguntei confusa.
- Não meu bem, ainda não. – Ele se aproximou. – Está se sentindo bem?
- Sim. Pai, com quem estava falando?
- Você ouviu? – Ele perguntou aflito.
- Sim. – Eu não podia mentir. – Quem era?
- Era o Justin, ele me ligou... Mas não se preocupe com isso querida, você logo estará em casa. – Meu pai estava desesperado, eu sentia isso.
- Ele não pode vender o carro para pagar minha cirurgia, você não pode deixar. – Disse cabisbaixa.
- Eu não vou querida, eu vou encontrar uma solução. – Ele me abraçou forte.
- Nós vamos papai. – Eu tentei confortá-lo. Meu celular vibrou na escrivaninha ao meu lado, peguei-o e vi a mensagem do Justin.
“Quando puder falar comigo, me ligue, por favor”
Justin vai querer vender o carro dele e pagar minha cirurgia e os pais dele vão matá-lo. Ele não pode pegar milhares de reais e dar para a namorada doente assim, não pode.
“Eu juro que ficarei muito brava se você fizer alguma coisa com o seu carro. E eu não estou brincando Justin Bieber.”
Mandei a mensagem, mas não o liguei. Fiquei encarando o celular, esperando uma resposta dele.
“Eu prefiro você viva e me odiando, pelo menos poderei vê-la sorrindo, mesmo se for longe de mim ou com outra pessoa”
Eu li essa mensagem dez vezes, até começar a chorar e sorrir, tudo ao mesmo tempo, como uma mistura de sentimentos.
“Você não pode Justin. Por favor.”
“Elizabeth, eu prometi para mim que iria te ajudar em tudo que fosse preciso e eu vou lutar junto com você, você não está sozinha nessa, meu amor, eu não vou te deixar sozinha nessa. Pode ficar brava comigo, pode não querer olhar mais na minha cara, mas eu ainda vou estar ao seu lado. Afinal, você fica sexy quando está brava.”
Eu estava chorando até começar a rir com o fim da mensagem. Meus pais me olharam e sorriram, mostrei a mensagem ao meu pai e ele ficou pensando. Ele está chateado com toda essa situação, ele pegou o celular dele e deixou o quarto.
“Você é muito insistente lol”
“E você é mandona. Estou indo conversar com meus pais.”
“Eles vão me odiar para o resto da minha vida.”
“O meu amor por você é maior que o ódio de qualquer pessoa, fique tranquila.”
Como eu posso não gostar desse garoto? Como eu posso não amá-lo? Sim, EU O AMO, e preciso dizer isso a ele, eu preciso olhar aqueles olhos cor de mel e dizer que ele é o amor da minha vida e que eu o amo muito. Fiquei vendo televisão, mas estava pensando em quando eu iria sair do hospital.
- Elizabeth. – O doutor que conversou comigo antes entrou em meu quarto. – Ótimas notícias. – Ele bateu palmas.
- O que? – A animação dele me contagiou.
- Não vamos precisar retirar o seu pulmão inteiro. – Ele pulava. – Isso é ótimo, fique feliz.
- Eu estarei feliz quando estiver em casa, mas isso é muito bom. – Sorri.
- Seus pais só precisam autorizar a cirurgia.
- Isso é um problema. – Disse e ele fez uma cara muito engraçada. – A cirurgia é muito cara.
- Vocês não tem o dinheiro?
- Todo não. Mas estamos resolvendo isso. – Disse ainda incomodada com o fato de o Justin vender o carro dele.
- Então logo estará em casa! – Ele me abraçou. – Preciso ir trabalhar, até mais garotinha. – Acenei rindo.
Continua.. .

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

"Falling" - Cap. 25




Alguém segurava minha mão e a beijava de minuto em minuto, eu ouvia algum choro também, abri os olhos e senti uma dor forte na cabeça, era mais complicado respirar do que nunca, por algum motivo, o aparelho que devia estar me ajudando a respirar, não ajudava.
- Elizabeth. – Justin me abraçou com cuidado e derrubou algumas lágrimas em mim.
- Meu amor. – Disse com dificuldade. – Eu estraguei o seu pedido de namoro. – Minha voz saia baixa e rouca.
- Mas eu ainda tenho uma namorada. – Justin sorriu e beijou meus lábios.
- Não vai se livrar tão fácil de mim. – Brinquei e Justin soltou um suspiro, ele ficou me olhando e eu notei que ainda segurava minha mão. – Você ficou aqui a tarde toda? – Vi algumas estrelas brilhando no lado de fora da janela.
- Estava esperando você acordar para dizer uma coisa. – Ele não piscava e olhava direto para os meus olhos.
- Diga meu amor. – Sorri fraco e prestei atenção nele. Justin ficou um tempo quieto e depois abriu os lábios para falar.
- Eu te amo. – Ele disse ainda me olhando, fiquei sem reação, eu nunca havia ouvido isso antes de um garoto do qual eu gosto, eu nunca cheguei a amar de verdade alguém e eu sei que Justin também não, eu tenho certeza de que a primeira vez que ele diz isso. ELE ME AMA. Justin colocou as mãos no rosto. – Oh, eu te assustei?
- Não... – Eu não conseguia responder, meus olhos se encheram de lágrimas.
- Você está chorando? – Justin estava assustado e confuso, segurei seu pescoço e o beijei, eu senti uma dor no tórax, mas não me impediu de beijá-lo apaixonadamente. Só nos afastamos quando ouvimos batidas na porta. – Eles vão me expulsar daqui, então te vejo daqui a pouco. – Justin se apressou ao ver a enfermeira, ele beijou minha testa. – Fique bem amor.
- Tchau. – Acenei sorrindo, eu não podia estar mais feliz.
[...]

“Ele disse que me ama” – Contei animada para a Eve, no telefone. Foi a primeira coisa que fiz depois de acordar.
“MENTIRA, AI MEU DEUS AMIGA” – Ela gritou e eu ouvi o Bran querendo saber o que era no fundo. – “Quieto Bran”
“Eu fiquei sem reação, eu nem respondi e se ele ficar chateado?” – Não havia pensado nisso.
“Elizabeth, Justin Bieber disse que te ama, você tem que focar nisso. Justin Bieber, garoto que pegava todas, agora ama você”
“EU SEI, EU ESTOU TÃO FELIZ!” – Gritei e meu pai me olhou, ele lia um jornal. – “Ele me pediu em namoro mais cedo, antes de eu surtar e vir parar no hospital”
“Se eu não houvesse notado que ele realmente gosta de você, eu não estaria acreditando em tudo isso” – Bran ainda reclamava no fundo. – “Bran quer falar! Se cuida gata e volta logo para cá”.
“BETHH” – Ele gritou e eu comecei a rir.
“Meu amor, que saudade de você” – Disse.
“Elizabeth é você? Está carinhosa agora? Chamando as pessoas de ‘meu amor’?”
“Eu estou feliz, mas não acostuma”.
“Você podia parar de ficar fazendo loucuras, você precisa se curar logo Liz” – Agora Bran falava preocupado.
“Eu sei, eu vou parar” – Disse como uma criança se sentindo culpada.
- HORA DA VISITA! – Mamã entrou no quarto gritando.
“Preciso desligar, depois nos falamos meu amorzinho” – Ri.
“Se cuide minha vidinha”
“Nossa, essa ficou ruim” – Nós rimos. – “Boa noite, Brandon” – Desliguei.
- Posso ficar um pouco com minha filhinha, agora? – Mamãe perguntou e me abraçou, Mitch entrou no quarto e Justin entrou por último. – Está doendo, querida? – Ela olhava o curativo em minha cabeça.
- Não. – Na verdade estava doendo, mas pouco.
- De novo marrentinha? – Mitch me abraçou.
- Só estou dando trabalho para vocês. – Eu olhei para o Justin e notei que ele estava cabisbaixo, não podia chamá-lo, porque ele já passou um tempo comigo e meu pai ficaria bravo.
- O doutor disse que você não pode voltar para casa. – Minha mãe arrumava minha roupa amassada.
- Aconteceu algo grave com a queda? – Perguntei.
- Ele não disse nada, só disse para você ficar. – Ela sorriu e beijou minha testa. Justin foi se aproximando aos poucos e quando minha mãe não tinha mais o que falar, ela nos deixou ali e sentou perto do Mitch e do meu pai, que conversavam.
- Tudo bem, meu amor? – Perguntei acariciando seu rosto.
- Você está se sentindo melhor? – Agora era ele que acariciava meu rosto, assenti e Justin beijou o canto dos meus lábios. – Lizzie, eu não sabia que você voltaria para o hospital... – Justin disse cabisbaixo.
- Ninguém sabia Justin. – Segurei sua mão e sorri. – Eu vou sair logo, não se preocupe.
- E eu não estarei aqui para ir com você para casa. – Ele me olhava, deixei que ele continuasse falando. – Meu pai já disse que vai estar me esperando no aeroporto amanhã e que eu vou passar um tempo na casa dele.
- Você odeia ficar lá. – Disse me sentindo culpada. – Eu sinto muito.
- Eu queria estar aqui até seu tratamento acabar, ainda mais agora.
- Eu vou voltar logo para casa Justin, eu prometo. – Puxei a camisa dele, para aproximá-lo, e o beijei.
- Eu vou te ligar todos os dias. – Ele sorriu.
- Estarei esperando – Disse e nós rimos. – Posso te pedir uma coisa? – Justin assentiu. – Fique longe das líderes de torcida do colégio – Justin gargalhou.
- Não se preocupe com isso, agora eu tenho uma namorada. – Nos beijamos.
- Eu ouvi namorada? – Mamãe perguntou sorrindo, nós a olhamos. – Por que não me contaram?
- Vocês não namoravam antes e ficavam de beijinho por todo lado? – Meu pai franziu a testa.
- O importante é que estamos felizes, não? – Tentei mudar de assunto.
- Justin, vai perder o voo. – Mitch olhava o relógio. – Eu te levo.
- Obrigado cara. – Justin agradeceu e me olhou, ele segurou minha cintura e colou nossas testas, envolvi meu braço em seu pescoço, ficamos nos olhando por um tempo, até os olhos dele se encherem de lágrimas.
- Não chore. – Pedi e continuei o olhando.
- Não me deixe Elizabeth, por favor. – Ele fechou os olhos e eu segurei seu rosto.
- Hei. – Sorri para não chorar. – Meu amor, olhe para mim. – Justin abriu os olhos e derrubou algumas lágrimas. – Não chore. – Repeti. Eu não posso deixar isso me abalar, eu não posso ficar frágil outra vez, eu preciso voltar para casa logo.
- Eu vou contar sobre o Bill. – Ele sussurrou.
- Tenha cuidado, por favor. – Pedi e ele me beijou, fechei os olhos me entreguei ao momento, entreguei meu coração para o garoto que dizia nunca ter amado e agora diz que me ama. Afastamos nossos lábios mas continuamos próximos, com as testas coladas e os olhos cheios de lágrimas.
- Se eu conseguir fujo de novo e corro para te ver. – Ele ria.
- Você não vai precisar, eu estarei de volta quando você menos esperar. – Sorri e nos afastamos. Minha mãe estava chorando no canto do quarto.
- Bem, preciso ir. – Era difícil vê-lo partindo para longe. – Foi um prazer conhecê-lo Senhor Bradshaw. – Ele apertou a mão do meu pai.
- Eu estou muito feliz por saber que minha família é tão amada por alguém. – Meu pai sorriu, Justin me olhou com os olhos arregalados e eu segurei o riso.
- Até logo Senh... Maisie. – Justin se corrigiu a tempo e abraçou minha mãe.
- Estou te esperando, meu amor. – Justin voltou para perto de mim. – Vou ganhar todos os jogos do campeonato para você.
- Boa sorte, campeão. – Beijei-o e Justin sorriu, ele ficou acenando até chegar à porta e foi embora. Eu tentei não chorar, mas não consegui.
Continua...

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domingo, 12 de janeiro de 2014

"Falling" - Cap. 24




Justin ficou mudo o almoço todo, parecia preocupado. Minha mãe falava com ele e ele só assentia a cabeça. Ela foi ao banheiro e eu olhei para o Justin.
- Está tudo bem? – Perguntei e coloquei a mão em sua coxa.
- Sim. – Ele sorriu e segurou minha mão.
- Por que está pensando tanto? – Sorri ao repetir a pergunta que ele fez a mim mais cedo.
- Eu preciso falar com você, mas não se preocupe. – Ele me deu um selinho e tomou o resto do seu suco.
- Bem crianças, vamos? – Minha mãe pegou a bolsa e colocou o dinheiro em cima da mesa, segurei a mão do Justin e nós saímos juntos. – Eu preciso conversar com seu pai então vou com você. – Mamãe disse.
- Mãe, nós vamos caminhar um pouco e depois vamos para casa. – Disse e ela assentiu.
- Precisam de dinheiro? – Ela perguntou sorrindo. Minha mãe parecia outra pessoa, estava se vestindo bem e tinha o cabelo escovado, estava até usando brincos, ela voltou a ser a mulher que era antes do meu pai nos deixar.
- Não, eu tenho o dinheiro para o táxi. – Justin disse se sentindo envergonhado.
- Não vão muito longe e me liguem qualquer coisa. – Ela beijou nossas bochechas e entrou no carro que estava estacionado. Olhei Justin e sorri.
- Eu devia ter economizado mais, parece que sou um mendigo. – Ele contava o dinheiro.
- Justin, você está aqui, tem coisa melhor? – Passei os braços por sua nuca e o beijei, ele segurou minha cintura e sorriu entre o beijo.
- Não tem nada melhor do que estar com você, meu amor. – Justin sussurrou.
- O que? – Perguntei e ele ficou confuso. – Me chamou de que?
- Meu amor? – Ele estava tímido.
- Nossa, poderia ficar ouvindo você me chamar de meu amor o dia todo. – Disse feliz.
- É mais ou menos disso que eu queria falar. – Agora ele estava sério.
- Diga então. – Esperei.
- Eu nunca fiquei com alguém por tanto tempo, nunca gostei de alguém assim, eu nem sei o que estou sentindo, é tudo novo para mim, e você sabe que eu nunca... N-nunca namorei. – Ele gaguejou um pouco, assenti e segurei sua mão mais forte. – Então é tudo novidade para mim, mas eu vi alguns filmes de romance... – Comecei a rir e ele ficou vermelho. – E o cara sempre faz uma surpresa para a garota que ele gosta, compra um anel e faz uma um grande evento para pedir a menina em namoro...
- Hm. – Eu estava tentando não rir.
- E eu não sei se nós já estamos namorando... Eu não sei se isso que acontece nos filmes acontece também na vida real. Eu estou um pouco perdido.
- Você deveria perguntar se eu quero namorar com você, não precisa fazer um evento ou comprar flores... Na verdade, não precisa nem perguntar, porque eu aceito. – Ele sorriu quando eu terminei de falar.
- Sério? Uau, você facilitou as coisas. - Ele riu. - Então...
- Agora você tem que me beijar. – Ele ficou sem graça, mas puxou minha cintura e me beijou.
- Minha namorada. - Justin olhou em meus olhos.
- Olha, ela não tem cabelo mamãe. – Ouvi uma voz aguda dizer e me afastei do Justin.
- Shhh querida. – A mulher ficou sem graça e passou me encarando.
- Amor... – Justin disse e em alguns segundos eu estava desabando em lágrimas. – Meu amor, não fique assim. – Ele me abraçou forte.
- Eu estou horrível. – Afastei-o – Você não devia querer namorar comigo... É pena, não é?
- Elizabeth, pelo amor de Deus, não. – Justin não queria me soltar.
- Olhe para as garotas em volta, elas são lindas e eu sou pálida, estou virando um esqueleto, minhas olheiras estão gigantes, Justin eu nem tenho cabelo mais. – Eu o empurrava.
- Eu não me importo, EU NÃO ME IMPORTO ELIZABETH. – Justin alterou a voz para eu ouvir e segurou meu rosto. – Olhe para mim, eu estou apaixonado por você e por mais ninguém.
- Não Justin, NÃO! – Gritei e o empurrei com força, sai correndo, eu vi que ele corria atrás de mim, então tentei aumentar a velocidade, mas eu não conseguia. Tropecei em alguma coisa e caí no chão, eu bati a cabeça e o tórax com muita força.
- ELIZABETH. – Ouvi Justin gritar e se ajoelhar ao meu lado, ele tentou me manter com os olhos abertos, mas eu não o enxerguei mais nada.


- LIGUEM O APARELHO RESPIRATÓRIO. – Alguém gritou e eu abri os olhos lentamente. As pessoas passavam rapidamente por mim, ou era eu que estava passando rápido.
- Aguente firme garota. – Um homem disse para mim e havia mais dois, eles empurravam uma maca, deviam estar me levanto para a UTI.
- J-J-J-J-Justin – O vi correndo atrás dos enfermeiros, em prantos, mas minha voz não saiu.
- Não se mexa. – O outro enfermeiro me segurou, senti uma pontada no braço e apaguei.
Continua...

Beatriz sérioooo awwwwww <3
Cauane Amarante macklemore & ryan lewis é demais!

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

"Falling" - Cap. 23




Acordei cedo e me arrumei, olhei no espelho e não me senti mal ao não ver meu cabelo ali, eu sorri e coloquei um par de brincos. Olhei para a janela e o céu estava radiante, completamente azul, sem nenhuma nuvem para contar história. Peguei meus exames antigos e deixei o quarto, Mitchell estava fechando a porta do quarto e me olhou.
- Justin está acordado? – Perguntei sorrindo
- Não, ele está dormindo como uma pedra. – Mitch riu.
- Então eu vou para o hospital e quando o Justin acordar você avisa que eu voltarei logo. – Disse e beijei a bochecha dele. – Até mais.
- Tchau gatinha. – Ele piscou, lembrei-me de quando nos beijamos e isso me deu repulsa porque agora o Mitchell é como um irmão para mim. Papai me levou ao hospital e foi trabalhar, encontrei Maisie na sala de espera, ela me abraçou forte.
- Está bem, querida? – Perguntou.
- Sim mãe, eu estou muito melhor. – Sorri e mostrei meu crachá para a moça da recepção. – Vou para a sala de exames, você vai ficar esperando aqui?
- Eu preciso encontrar um banco, só vim para ver como estava...
- Você sabia que Justin viria? – Perguntei feliz.
- Sim, mas os pais dele não deixaram.
- Eles não deixaram? – Franzi a testa.
- Não, Justin me pediu para ligar e dar notícias, aliás, eu havia me esquecido. – Ela começou a procurar o celular na bolsa.
- Mãe, ele está aqui, ele está na casa do meu pai. – Ela parou e me olhou. – Eu não acredito que ele fez isso.
- Filha, ele pode ter se metido em problemas, mas está aqui por você. – Mamãe sorria. – Não fique brava com ele. – Ela beijou minha bochecha e entrou no elevador que estava prestes a fechar. – Podemos almoçar juntas? – Assenti e acenei para ela até a porta do elevador se fechar.

[...]
Cheguei a casa do meu pai e não tinha ninguém no primeiro andar, subi a escada e estava tudo completamente silencioso. Fiquei parada por um tempo tentando imaginar onde estava todo mundo, meu pai foi trabalhar, a mulher dele deve estar no trabalho também, Mitchell deve ter saído com os amigos, mas e o Justin?
- TEM ALGUÉM AI? – Gritei com medo de procurar alguém por aquela casa silenciosa, ouvi alguns ruídos no quarto do Mitchell e Justin abriu a porta, ele estava colocando um dos sapatos e segurava o outro pelo cadarço com os dentes, ele saiu esbarrando nas coisas e caiu no chão, mas logo levantou e conseguiu colocar o sapato.
- EU ESTOU QUASE PRONTO, QUASE PRONTO, UM SEGUNDO! – Ele gritou desesperado e eu tentei controlar minha risada.
- Justin sua camisa está do avesso. – Disse, ele tirou a camisa e desvirou.
- Já podemos ir para o hospital. – Disse depois de colocar a camisa e o outro tênis, ele estava com olheiras gigantes e o cabelo bagunçado.
- Eu estou voltando de lá, está atrasado. – Aproximei-me e beijei sua bochecha. – Você deve estar cansado, não é? – Segurei seu rosto e fiz bico ao notar que ele ainda morria de sono.
- É o fuso horário. – Ele fechou os olhos e me abraçou. – Me desculpe por não ter acordado. – Justin olhou em meus olhos, enquanto ainda me abraçava. – Amanhã eu estarei menos cansado. – Ele me beijou.
- Nós precisamos conversar. – Disse e me afastei um pouco.
- Precisamos? Vish. – Justin fez careta e entrelaçou nossos dedos.
- Eu sei que você está aqui sem seus pais saberem. – Justin continuou me olhando, sem nenhuma reação. – Justin...
- Eu precisava te ver, eu fiz o que meu coração pediu. – Foi a única coisa que ele disse e foi impossível eu ficar brava com ele.
- Então, ligue e avise, eles podem estar preocupados.
- Meu pai nem deve lembrar que tem um filho. – Ele revirou os olhos e encarou a parede ao seu lado.
- Promete que vai avisar? – Fiz ele me olhar.
- Prometo. – Justin sorriu e me beijou. – Prometo mandona.
- Eu não sou mandona. – Disse ofendida.
- Ah, você é sim. – Nós começamos a rir, Justin puxou minha cintura e colou nossos corpos, me deu um beijo longo e de tirar o fôlego, o que não é difícil de tirar de alguém que está com câncer no pulmão.
- Uh. – Disse quando afastamos nossos lábios. – Uou. – Abanei minhas mãos, tentando afastar o calor. – Eu entendendo porque aquelas garotas ficavam dias chorando quando você não ligava de volta.
- Entende agora? – Justin piscou. – Eu sou inesquecível. – Ele se gabou.
- Começou. – Revirei os olhos e sai dali, Justin me seguiu escada abaixo. – Vamos almoçar com minha mãe hoje.
- Oh, sua mãe vai me matar. – Ele parou e ficou com os olhos arregalados.
- Ela ficou feliz porque você veio visitar a filha mais linda dela.
- Elizabeth, você é a única filha dela. – Justin disse com cara de deboche.
- Exatamente, porque ninguém poderia superar tanta beleza. – Disse como se fosse obvio e Justin riu, ele ficou me olhando, como fazia antes de ficarmos juntos. Comecei a rir e abaixei a cabeça.
- O que foi? – Justin sorriu para mim.
- Quem diria que nós iríamos estar assim um dia?
- Assim? – Justin franziu a testa.
- Justin eu te odiava, desprezava, tinha nojo de você. – Disse e ele ficou sério. – E quem diria que eu estaria um dia apaixonada por você?
- E olhe para mim, viajando escondido dos meus pais para ver se você está bem... Logo você Elizabeth, eu nem fazia ideia de quem você era. – Fiquei séria no começo, mas depois nós rimos.
- Será que isso vai durar? – Perguntei quando estávamos sérios.
- Eu não pretendo me apaixonar por mais ninguém, isso cansa. – Justin fez careta. – Por que está pensando tanto Lizzie?
- Não sei, eu só não quero que isso acabe. – Segurei o rosto do Justin, ele sorriu e depois me abraçou.
- Eu não vou deixar acabar. – Ele me beijou.
Continua...

Cauane Amarante não, sou fã da 5 seconds of summer e do shane harper também! Eu não devia ser fã de tanta coisa assim, mas eu não consigo não ser, eles são tão nhonho <3 haha E você é fã de alguém mais?

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